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domingo, 26 de julho de 2009

O QUE EU ACHO (2) … por Elso Balixa

A mudança por cá é inevitável, peço a todos que não nos recusemos a compreendê-la nem nos refugiemos em atitudes derrotistas.Algumas mudanças são agradáveis mas, mesmo aquela mudança que provoca um autêntico drama na nossa vida, pode ensinar-nos qualquer coisa desde que sejamos capazes de extrair as conclusões correctas e de as incorporarmos à nossa vida, tornando-nos assim mais fortes, mais preparados e melhores, aumentando as nossas hipóteses de sucesso.
Conta e muito a atitude de cada um nós em relação à nossa vida: há sempre gente para quem a garrafa está "meio vazia" e outros para quem a mesma garrafa está pelo contrário "meio cheia". A forma "optimista" que certas pessoas têm de encarar este movimento(MUDA!)ajuda muito na sua adaptação à mudança.
Temos agora dois tipos fundamentais de mudança para o concelho:
1. A mudança em prol da continuidade. É uma mudança gradual ao longo do tempo e assim permite, depois de algum estudo e compreensão do seu mecanismo, fazer previsões acerca dela.
2. A mudança na ruptura. É uma mudança tipo corte (uma descontinuidade) profundo com o passado o que dificulta (ou impede) qualquer tipo de previsão sobre ela.
Não é à toa que no Reino Unido os dois partidos políticos que se alternam no poder são os conservadores (os defensores do "status quo", da tradição) e os trabalhistas (os defensores da "revolução", da inovação), cada um adequado a cada um dos tipos de mudança possível ou mais oportuno em cada momento. A democracia é uma das formas encontradas para que a mudança seja aparentemente sempre contínua, através de muitas pequenas mudanças na ruptura (possíveis porque há liberdade de expressão e discussão).Neste ponto temos de estar de acordo que não é o que sucede com o poder instalado actualmente.
Para tudo na vida existe um momento certo para se levar a cabo mudanças e para se iniciarem certas aventuras, estou certo que chegou o momento para a MUDAnça no concelho, cada vez com mais certeza de que os munícipes estão atentos e não vão perder a oportunidade que surgiu para podermos ter a nossa democracia. Tal como um barco à vela aproveita os ventos, as correntes e as marés para se fazer ao mar e navegar. Meus amigos existem momentos certos para tudo, fora dos quais tudo se torna mais difícil pois rumamos contra a maré da vida: há uma idade certa para termos filhos, uma idade certa para nos tornarmos independentes dos nossos pais, uma idade certa para nos impormos profissionalmente, etc... , mas cada um tem as suas próprias que no fundo conhece muito bem. Este é o momento certo para mudarmos o nosso concelho, o nosso estilo de vida etc…, para que não alteremos os nossos momentos certos.
Temos que nos preparar portanto muito bem para ser capazes de prever a nossa história pessoal e a história do concelho, para que, não percamos aqueles que nos podem dar um grande impulso na nossa "viagem" e, pelo contrário, rejeitemos prontamente aqueles que nos tem feito atrasar ou mesmo "naufragar".

1 comentário:

Telmo disse...

E preciso educar as pessoas para lhes dar liberdade.

Ha mar e mar, ha ir e nao regressar.

Aquele abraco. Como dizia Caetano Veloso ao exilar-se para Londres.