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domingo, 31 de maio de 2009

"UMA HOMENAGEM AOS QUE FAZEM ACONTECER"

"Era uma vez uma empresa que tinha a sede num concelho do Norte de Portugal. Um dia, como resultado da sua expansão, decidiu construir uma nova sede. O presidente de uma Câmara do Centro do país soube - e resolveu lutar para trazer a empresa para o seu concelho. As negociações foram duras e passaram por momentos de forte tensão. A Câmara de origem também fez o que pode para manter a sede da empresa. Mas a persistência do presidente da outra Câmara e as condições que conseguiu oferecer (terrenos, infraestruturas, ligações rodoviárias, etc.) levaram a melhor. A cidade passou a contar com uma nova unidade, que já venceu o Prémio COTEC Inovação e que, para além da presença em Portugal, tem também fábricas em França (onde provavelmente aumentará no futuro próximo a sua posição), Marrocos e Argélia.
Instalada a fábrica, começou a contratação de pessoas. E, surpresa das surpresas, não apareciam interessados. Nova intervenção do empresário junto do presidente da Câmara, seguida de intervenção deste junto do centro de emprego da região. Resultado: problema resolvido, trabalhadores contratados na região.
...[esta e outras histórias] servem para mostrar que há quem não espere sentado que a fortuna ou a desgraça lhe venha bater à porta - mas que, pelo contrário, deita as mãos ao trabalho e faz acontecer. E faz acontecer em regiões desfavorecidas, fintando o destino, associando produtores e apostando na inovação como a única forma de vencer o futuro."

Excerto da crónica "Cem por Cento", de Nicolau Santos, Expresso 30.05.2009

sábado, 30 de maio de 2009

TRABALHO DE EQUIPA


Agora que o Sr. Presidente já perdeu os dois vereadores e revela dificuldades em apresentar a sua próxima equipa, sugerimos-lhe um trio "imbatível" ao estilo de Avelino Ferreira Torres, esse modelo de tudo o que não deve ser um autarca!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O PREÇO DE UM VOTO


Quero deixar aqui expresso o meu agradecimento a todos os que nos acompanharam no primeiro encontro do MUDA.
Pela presença, pelo apoio, pela disponibilidade e pela coragem que tal representa.
Sim, pela coragem, porque para muitos não está a ser fácil dar a cara por este Movimento. Tenho plena confiança nas pessoas que vamos envolvendo e nas suas capacidades para nos ajudarem a mudar o Concelho. Têm provas dadas, são pessoas respeitadas e com elas virão muitos outros com igual perfil.
Se dúvidas houvesse sobre o que digo, a prova é que muitos deles estão ainda hoje a ser “convidados” para integrar as listas do poder instalado.
Tal facto seria para mim fonte de orgulho. Disputar o envolvimento dos “mais válidos” faz parte das regras da democracia. O problema está nos meios utilizados para o fazer.
Lamento que tal interesse se expresse na forma de aliciamento com oferta de emprego para o próprio, para a mulher, para o irmão, etc. Quantos empregos mais pode a Autarquia suportar? 50? 100?...ou terá que haver despedimentos para dar lugar às novas promessas? Na forma de uma «benesse» no desbloquear de um problema nos serviços da Autarquia. Por quem terá sido criado e mantido esse problema?
E quando tudo isto falha vem a pressão, o assédio, a ameaça – velada, por terceiros.
A seu tempo iremos dando conta de casos concretos à medida que os envolvidos o permitam. Eles serão o espelho que mostra o lado mais negro de quem se agarra ao poder com tudo o que tem, tirando partido das vulnerabilidades de quem vive num concelho com poucas alternativas. E quem insiste em mantê-lo assim enquanto apregoa o contrário?
Estranho que o vencedor de duas eleições consecutivas com duas maiorias absolutas tenha necessidade de aliciar deste modo os envolvidos num movimento independente “com pouca expressão”. Se tudo vai tão bem na sua gestão, os “candidatos válidos” deviam fazer fila à sua porta! Mas não é isso que está a acontecer.
Este comportamento envergonha a democracia e não dignifica quem foi eleito democraticamente pelo povo e é o seu legítimo representante. De igual modo, não abona a favor de quem pretende que este povo renove a confiança que já depositou em si por duas ocasiões. Como se pode confiar em quem se esquece todos os dias do interesse público e tenta de forma ostensiva trocar empregos por votos?
Toda esta lógica encerra um grande risco. Será que se compra mesmo um voto? Talvez se compre uma cara para estampar numa lista. Talvez se compre um forçado agitar de bandeira. Talvez se compre uma presença num jantar ou uma vénia ao passar. Acredito que ainda não se compra por dinheiro nenhum o respeito, a admiração e a confiança.
Vamos lutar contra este estado de coisas acreditando que é possível mudar.
Em último recurso, restará ainda aos alandroalenses um pequeno momento de pura democracia, apenas uns breves segundos, quando se encontrarem a sós consigo próprios frente ao boletim de voto. Nesse momento não se deve nada a ninguém, nesse momento não está ninguém a espreitar por cima do ombro. O que cada um fizer nesse momento pode MUDAr tudo!
Garanto-vos que a minha maior alegria é não ter nada para prometer a ninguém e ainda assim ver como as pessoas me telefonam ou me abordam na rua manifestando a sua vontade de integrar as listas do Movimento.
E é assim que vamos continuar a crescer. Não poderia ser de outra maneira.

João Grilo

COMENTÁRIOS EM DESTAQUE

Pela sua pertinência, destacamos o comentário deixado por Galvão:

Escrevo simplesmente como cidadão,como qualquer pessoa que tem o pleno direito à sua opinião, e não com intuito de dizer mal do que quer que seja e sim de ver, saber, e ouvir que algo não está bem.Por tudo o que hoje em dia ouço dizer no Alandroal, por tudo o que hoje em dia falam do Alandroal, por tudo o que vejo que se passa na minha terra…A liberdade de expressão não se dá, não se obtêm, não se tira, é simplesmente um direito que é nosso, de todos nós.
Declaração Universal dos Direitos do Homem:

Artigo 1.º Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.

Artigo 19.º Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão. (Politico, Religioso, económico-social, etc)

“A única pessoa que pode MUDAr de opinião é aquela que tem alguma.“ (Edward Westcott)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

ESPÍRITO DEMOCRÁTICO 1


Foram hoje canceladas pela Autarquia as reservas de dormidas na “Quinta Dias em Sonho” que tinham sido acordadas com o Director Artístico do Fórum Cultural para artistas que actuarão brevemente no Alandroal. Quando tiverem oportunidade, perguntem à Lara Li onde é que ela estava a contar dormir!

terça-feira, 26 de maio de 2009

MUDA contra o «medo»!

Foi com este título que o Notícias Alentejo chamou à primeira página da sua newsletter de 25.05.2009 a notícia sobre o primeiro encontro do nosso Movimento.

Veja aqui a edição on-line:
http://www.noticiasalentejo.pt/

segunda-feira, 25 de maio de 2009

ESTADO DO CONCELHO 1

A DGAL (Direcção Geral das Autarquias Locais) divulgou a lista do prazo médio de pagamento a fornecedores registado por município em Abril de 2009. O Alandroal aparece, como habitualmente, com 463 dias de média, num “honroso” 8º lugar dos piores pagadores do país. Ou seja, 301º lugar num total de 308 municípios.
No mesmo relatório, a câmara de Almodôvar, concelho do interior do distrito de Beja, surge em 21º lugar, com um prazo médio de pagamento de 11 dias. António Sebastião, presidente da Câmara desta localidade justificou à Rádio Voz da Planície que é uma questão de “rigor, eliminação de gastos supérfluos, boa gestão e grande preocupação na aplicação dos dinheiros públicos”. Sem comentários!

Consulte aqui o relatório da DGAL:
http://www.dgaa.pt/pdf/Prazo_medio/Lista_PMP_por_Municipio.pdf

M.U.D.A. REALIZOU PRIMEIRO ENCONTRO


MOVIMENTO INDEPENDENTE DE ALANDROAL ARRANCA COM FORTE APELO À PARTICIPAÇÃO CÍVICA


Em ambiente informal, a Quinta Dias em Sonho, na Aldeia de Marmelos, acolheu cerca de centena e meia de participantes que assim se tornaram nos fundadores de um movimento que se assume como uma sólida alternativa aos partidos que habitualmente ocupam o espectro eleitoral do Alandroal.
O movimento pretende reunir uma plataforma de munícipes o mais ampla possível de onde irão sair os seus candidatos para as Eleições Autárquicas deste ano. “Pessoas responsáveis, trabalhadoras, reconhecidas nas suas localidades com exemplos a seguir. Pessoas que querem servir o concelho e não servir-se dele”.
Foram identificados alguns dos maiores problemas do concelho: a desertificação crescente (o concelho perdeu 6% da população entre 2001 e 2008); o elevado índice de envelhecimento – o maior do Alentejo Central; a falta de emprego e oportunidades para os jovens que contrasta com a gritante falta de apoio aos investidores; a ausência de soluções concretas de apoio social a uma população cada vez mais envelhecida ou a falta de investimento nas aldeias do concelho.
Para a elaboração de um programa eleitoral que dê resposta a estes e outros problemas, o movimento quer promover o diálogo, o debate e a reflexão entre todos os interessados em dar o seu contributo. Está prevista a criação de grupos de trabalho para áreas específicas, tendo surgido também a ideia de uma secção – MUDA Jovem – destinada a envolver os jovens na construção do seu futuro no concelho.
Enquanto fazia um balanço muito positivo deste primeiro encontro, João Grilo afirmou que o medo será o principal adversário do movimento. “O concelho está connosco, sente que somos a mudança necessária mas ainda receia demonstrá-lo publicamente”.
“O poder instalado exerce represálias, patrocina ameaças, despede funcionários, faz valer o seu peso de único grande empregador de um concelho com cada vez menos alternativas. É um medo real que se sente nos corredores da Autarquia e por todo o concelho! João Nabais já não é respeitado, é sobretudo temido”.
“Faço um apelo a todos os alandroalenses para ultrapassarem esse medo e lutarem ao nosso lado por um futuro melhor. Em pleno séc. XXI e 35 anos depois de Abril, um concelho não pode ser refém de um homem!”
“Viemos para mudar este concelho e já nada será como dantes, essa é a nossa primeira vitória, a segunda, com a ajuda de todos, está a pouco mais de 4 meses de distância” afirmou ainda João Grilo, que lidera o MUDA.