sexta-feira, 31 de maio de 2013
terça-feira, 28 de maio de 2013
NOTÍCIAS CMA
Vem Aprender e Divertir-te na Ludoteca de Verão “Férias Activas”
A Câmara Municipal de Alandroal, em
colaboração com o Centro Social e Paroquial, vai promover uma nova Ludoteca de
Verão “Férias Activas”, iniciativa que tem merecido a melhor aceitação junto da
população. Tendo em conta as expectativas e necessidades que os pais das
crianças fizeram chegar ao Município, este ano, a Ludoteca tem uma maior
duração e abrange crianças até aos 13 anos de idade.
Assim, a edição deste ano realiza-se entre
17 de junho e 16 de Agosto, em três fases distintas, em que pode participar
qualquer criança do concelho, dos 6 aos 13 anos de idade, com um limite de 30
crianças por grupo. Actividades nas piscinas, viagens culturais e lúdicas, actividades
desportivas, ateliês de teatro e música, hipismo e cinema, são apenas algumas
das actividades que irão encher de animação os dias na Ludoteca Férias Activas.
As inscrições para esta iniciativa que promete animar o verão dos mais pequenos já estão abertas e têm um custo único de 5€ (seguro), para cada fase. Os interessados poderão inscrever-se no sector de dinamização desportiva da Câmara Municipal de Alandroal ou no Centro Social Paroquial de Alandroal ou. Mais informações através do telefone 961 367 005 ou do email bpires.dsscd@cm-alandroal.pt.
Fonte: Gabinete de Imprensa C.M.A.
NOTÍCIAS CMA
Município de Alandroal Promove Comemorações do Dia Mundial da Criança
A Câmara Municipal de Alandroal vai
promover, no próximo dia 31 de Maio, um conjunto de actividades comemorativas
do Dia Mundial da Criança, que irão aliar a animação e diversão à
sensibilização para aspectos relacionados com o crescimento e a construção da
personalidade da criança.
As actividades têm início pelas 09:00
horas, junto ao mercado Municipal, com o projecto “Circular em Segurança”, actividade
realizada em articulação com a Protecção Civil, Bombeiros Voluntários e GNR,
com o objectivo de sensibilizar as crianças para a circulação responsável na
via pública, através da realização de circuitos de carro e de um simulacro de
atropelamento fora da passadeira.
Mas as actividades continuam com a
peça de teatro “El Patito Feo”, que sobe ao palco do Fórum Cultural de
Alandroal pelas 11:00 horas. Destinada a um público mais jovem (dos 0 aos 6
anos), a peça faz uma viagem pelo universo infantil, onde vai mostrando aos
mais pequenos ferramentas para construírem a sua autoestima.
Para a tarde está ainda reservada
outra encenação teatral, esta para as crianças a partir a partir dos 12 anos.
“Auto da India” é o nome da peça que entre em cena no Fórum Cultural pelas
15:00 horas e pretende devolver o carácter popular ao Teatro Vicentino, através
de técnicas como os bonecos de varão ou o teatro sombras.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
NOTÍCIAS CMA
Concelho de Alandroal
Volta a Participar em Campanha do Banco Alimentar Contra a Fome
Há semelhança do que aconteceu no
passado mês de Dezembro, altura em que o concelho de Alandroal participou pela
primeira vez numa campanha de recolha de alimentos do Banco Alimentar, os
voluntários do concelho de Alandroal voltam a associar-se a esta iniciativa,
que se realiza nos próximos dias 1 e 2 de Junho, colaborando na recolha de
alimentos.
A campanha será feita em vários estabelecimentos
comerciais do concelho, através de voluntários devidamente identificados. Quem
se quiser juntar a nós, neste acto de solidariedade, basta inscrever-se como
voluntário para esta causa no Balcão Único de Alandroal e de Santiago Maior,
até ao próximo dia 27 de Maio.
Apelamos à participação de toda a
população, seja através da contribuição com alimentos, seja através do trabalho
voluntário nestes dois dias.
Fonte: Gabinete de Imprensa C.M.A.
domingo, 5 de maio de 2013
sábado, 27 de abril de 2013
Discuso do Presidente na Inauguração do Centro Escolar de Santiago Maior (25 de Abril de 2013)
Exma. Sra. Delegada Regional de Educação do
Alentejo, Dra. Maria Reina Martín,
Exmo. Sr. Director Regional do Alentejo do Instituto
Português do Desporto e da Juventude, Dr. João Araújo,
Exmo. Sr. Director do Agrupamento Vertical de
Alandroal, Prof. Tomé Laranjinho,
Exmo. Sr. Presidente do Conselho Geral do
Agrupamento Vertical de Alandroal, Prof. Rui Barradas,
Srs. Vereadores, Srs. Presidentes de Junta e
restantes autarcas,
Senhores professores, encarregados de educação e
alunos desta escola,
Demais convidados,
Minhas senhoras e meus senhores,
Caras amigas, caros amigos,
Muitas vezes me perguntam o que significa para mim o
“25 de Abril”.
Bem, penso que nada me pode ajudar melhor a explicar
isso do que o momento que estamos a viver aqui hoje.
É que sabem, eu estudei nesta escola.
No dia 25 de Abril de 1974 tinha pouco mais de 4
anos e não tenho memórias desse momento. Mas pouco tempo depois entrei para aqui para fazer
da 1ª à 4ª Classe, ali em cima, na sala onde agora está a nova biblioteca.
Nessa altura a escola resumia-se a pouco mais de
duas salas com um quadro preto e um grande recreio. Havia mais meninos do que hoje por aldeia e todos
vínhamos a pé de casa até à escola. Íamos almoçar a casa. Guardo muito boas recordações desse tempo em que a
maior preocupação do dia era
acertar as “contas de dividir” dos trabalhos de casa.
Quando acabei a 4ª Classe continuei a estudar. O enorme sacrifício pessoal dos meus pais e a
politica de generalização do ensino do país democrático em que estava a crescer
permitiram que depois da 4ª Classe viessem o 2º e 3º Ciclos, o Secundário e a
Universidade. E apesar de tudo, como sabem, não foi esta a regra na minha
geração e a maior parte dos meus amigos de infância não chegaram à universidade.
Os meus pais também estudaram nesta escola, 20 e
poucos anos antes. Mas os meus pais não tiveram sequer uma destas
oportunidades. Nessa altura, para a maioria dos estudantes da nossa freguesia,
depois da 4ª Classe vinha o trabalho do campo.
Hoje tenho uma sobrinha com 6 anos a estudar aqui,
no 1º ano. Já fez aqui o pré-escolar (que na minha altura não
existia). E hoje inauguramos para todos os meninos das
freguesias de Santiago Maior e Ferreira de Capelins – incluindo a minha
sobrinha – uma escola que para além das salas de aula (equipadas com quadros
interactivos, etc.), tem uma biblioteca, um pavilhão gimnodesportivo, uma
cantina, um campo de jogos...Todos estes meninos têm manuais escolares oferecidos
pela autarquia, refeições gratuitas, a maioria beneficia de transporte, actividades
de enriquecimento curricular, ensino da música, Leite Escolar, Fruta Escolar, entre
outros apoios.
E este pavilhão gimnodesportivo vai estar também ao
dispor de toda a comunidade local.
Esta é uma escola que todos esperamos dê a todas as
nossas crianças a socialização e a formação inicial necessária para enfrentarem
com sucesso um mundo cada vez mais competitivo, mais imprevisível e mais
global.
Vejo, através das oportunidades de três gerações da
minha família, o quanto este nosso país se desenvolveu no pós-25 de Abril e como
o factor crítico desta mudança foi sem sombra de dúvida a transição para um
regime democrático.
Foi a nossa democracia, cheia de falhas, cheia de
erros e com muito para melhorar, que permitiu este desenvolvimento da nossa
sociedade.
Portanto, o 25 de Abril para mim é isto. É
liberdade, é igualdade, é fraternidade. Com certeza. Mas é também oportunidade.
A oportunidade de ter uma vida melhor que a ditadura roubou a várias gerações
de portugueses. E é reconhecimento e agradecimento profundo aos homens e mulheres que fizeram Abril.
Este Centro Escolar custou um total de 1 milhão e
980 mil euros, sendo que cerca de 830 mil euros correspondem ao Pavilhão
Gimnodesportivo.
Uma parte substancial desse custo foi financiada por
fundos comunitários a 85%, e portanto, a câmara ainda teve que investir aqui
592 mil euros de fundos próprios.
Esta é uma obra, que à semelhança de outras, não foi
fácil de concluir, mas ela aqui está, ao dispor de todos.
A construção do centro escolar teve início ainda no
anterior mandato, em Junho de 2009.
Em Fevereiro de 2009, antes do início da obra, a
câmara recebeu um adiantamento de 128 mil euros para avançar com os trabalhos.
Nem um cêntimo desse dinheiro chegou ao construtor.
Quando iniciámos funções em Novembro desse ano, o centro estava em obra há quase 5 meses
e o construtor continuava sem receber um cêntimo.
O construtor entrou em insolvência e acabou mesmo
por abandonar a obra, em Abril de 2011, data em que entrou uma nova empresa.
Portanto, esta é uma obra concluída e totalmente
paga neste mandato. E o mesmo aconteceu com outras obras como o Complexo
Desportivo do Alandroal ou o Arranjo Urbanístico da Praça da República e Rua
João de Deus. Totalmente pagas neste mandato.
Algumas pessoas ainda tentam fazer passar a ideia de
que o ritmo de execução de obras abrandou neste mandato, mas a realidade e os
números provam o contrário.
Em 2012, executámos quase 1 milhão e 300 mil euros
de fundos comunitários em obras no concelho. Em 2011, foram 850 mil. E em 2010,
650 mil.
Portanto, quase 3 milhões de euros de fundos
comunitários executados em 3 anos.
Mas se recuarmos ao mandato anterior, verificamos
que esses valores caem para 300 mil euros em 2009 e 600 mil euros em 2008.
Ou seja, só em 2012, em plena crise económica e com
graves dificuldades financeiras, este câmara conseguiu, com muito esforço,
executar 4 vezes mais fundos comunitários que em 2009, e mais do que em 2008 e
2009 juntos.
E é esse esforço que nos permite ver novas
candidaturas aprovadas, como é o caso recente do Caminho Municipal 1109, entre
Rosário e Ferreira. Para muito em breve, aguardamos a aprovação da
candidatura de Remodelação das Infraestruturas de Águas e Esgotos de Pias,
Casas Novas e Venda. A obra que esta freguesia precisa com mais urgência.
E é esse esforço que nos permite ter em obra a nova
Creche de Santiago Maior, aqui ao lado, a Requalificação do Interior do Castelo, no Alandroal (praticamente concluída) e dezenas de pequenas obras em todo o concelho.
E é ainda esse esforço que nos permite olhar para o
futuro com a confiança de que vamos conseguir, entre outras coisas, concluir a
rede escolar do concelho com duas obras fundamentais: O Pólo Escolar de Terena
e o Pavilhão Gimnodesportivo do Alandroal.
O Pólo Escolar de Terena – que estava para encerrar
– está adjudicado e com contrato assinado e as obras vão ter início durante o
mês de Maio.
E o Pavilhão Gimnodesportivo do Alandroal tem já um
novo projecto em desenvolvimento para que seja candidatado a fundos
comunitários pela autarquia.
Permitam-me um agradecimento especial ao empenho que
quer a Dra. Maria Reina, quer o Dr. João Araújo, ainda ambos ao serviço da Direcção Regional de Educação do Alentejo colocaram nestes dois processos, assim como em tudo o que diz respeito ao Alandroal em matéria de Educação.
Por tudo isto, termino com um agradecimento a todos
os que de alguma forma contribuíram para a concretização deste momento.
Mas permitam-me que o dedique a todas as crianças
que aqui dão os primeiros passos do que desejamos que seja um longo percurso
escolar, e aos pais e avós destas crianças que não tiveram essa oportunidade.
Muito obrigado a todos.
JÁ VALE TUDO?
Os eleitos do MUDA na Assembleia de Freguesia levantaram a questão - e bem - mas as respostas não foram convincentes, como não podia deixar de ser.
Porquê um subsídio de 5000 euros para uma "IPSS" que não tem actividade conhecida na sua área de actuação?
Porquê um subsídio de 5000 euros quando ainda há pouco tempo tinha sido atribuídos mais 3000 euros e já vai num total de 8000 só neste mandato?
Esta "IPSS" não tem uma única valência, não tem um único acordo com a Segurança Social, como tal, não presta apoio nenhum a crianças, a idosos a necessitados...para que serve este dinheiro?
O que recebem da Junta as IPSS que efectivamente estão no terreno: Santa Casa da Misericórdia e Centro Social e Paroquial? Nada ou quase nada.
E os Bombeiros, que tanto fazem pela população da Freguesia, recebem da Junta 5 vezes menos apoio que esta "instituição"?
Já vale tudo para estes senhores?
Dá que pensar!
terça-feira, 16 de abril de 2013
NOTÍCIAS CMA
Alandroal: Escola
Popular Já Chegou aos Lares de Idosos
Continuado o seu percurso
de crescimento, a Escola Popular de Alandroal chegou recentemente aos lares de
idosos do concelho, onde está a desenvolver aulas de ginástica para os idosos institucionalizados.
Contribuindo para um envelhecimento mais activo e criando novas dinâmicas nos
idosos, a medida está a revelar-se um sucesso em todos os lares, com os idosos
a aderirem com agrado à iniciativa.
Esta medida surge no
âmbito de uma colaboração entre o Pólo de Alandroal da Escola Popular Túlio
Espanca, da responsabilidade da Câmara Municipal, e as IPSS do concelho com a
valência de Lar, com o objectivo principal de melhorar a qualidade de vida dos
idosos institucionalizados.
As aulas decorrem nos
lares da APIT, Cantinho Amigo de Santiago Maior e Santa Casa da Misericórdia de
Alandroal, duas vezes por semana, e em curtas sessões preparadas
especificamente para os idosos.
Recorde-se que este é já
o terceiro ano de actividade do Pólo de Alandroal da Escola Popular, que já
chega a todas as localidades do concelho, com actividades tão diversas como
aulas de ginástica, aulas de informática, de inglês, viola, história, teatro,
yoga, danças de salão ou instrumentos tradicionais. Com sede na antiga Escola
Primária do Alandroal, esta escola totalmente gratuita e aberta a todas as
idades, conta já com mais de 650 alunos inscritos.
Fonte: Gabinete de Imprensa C.M.A.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
NOTÍCIAS CMA
Alandroal: Município Leva Electricidade
a 20 Explorações Agrícolas
Parceria com a Associação de Beneficiários do
Lucefécit Conta com Financiamento do PRODER
A Câmara Municipal de
Alandroal abriu concurso público para levar eletricidade a 20 explorações
agrícolas do concelho numa parceria com a Associação de Beneficiários do
Lucefécit, associação de agricultores daquele perímetro de rega, que conta com
o financiamento do PRODER. A parceria contou ainda com a colaboração da EDP na
fase de elaboração dos projectos técnicos.
Com um investimento total
aprovado de 547.654 euros, este conjunto de obras é financiado em 75% pelo
PRODER. O valor restante é suportado em partes iguais pelas duas entidades
envolvidas.
Para o presidente do
Município de Alandroal, João Grilo, “este é o melhor exemplo de como a câmara
pode colocar os seus recursos ao serviço do desenvolvimento económico do
concelho. Com este projecto a electricidade vai chegar a 20 explorações
agrícolas que assim vão poder recorrer a novas técnicas de cultivo e aumentar a
sua produção”.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
quinta-feira, 4 de abril de 2013
NOTÍCIAS CMA
Município
Apresenta Programa das Comemorações dos 500 Anos dos Forais Manuelinos
É já no próximo dia 7 de Abril, pelas
11:00 horas, que a Câmara Municipal de Alandroal irá revelar o programa das
comemorações dos 500 anos dos Forais Manuelinos de Juromenha, Terena e
Alandroal. A Festa da Boa Nova, em Terena, será o palco para esta cerimónia.
As Comemorações dos 500 Anos dos Forais
Manuelinos de Juromenha, Terena e Alandroal vão decorrer até Janeiro de 2016,
sendo que os principais eventos irão acontecer entre Outubro de 2014 e Outubro
de 2015. O restauro dos forais originais, o lançamento de uma edição “fac
simile” conjunta dos 3 forais, conferências e exposições sobre o tema, são
algumas das actividades que fazem parte do programa das comemorações.
De referir que, para assinalar com a
devida dignidade importante data, e pelo facto de termos três forais no
concelho, O Município de Alandroal constituiu uma comissão para orientar os
trabalhos das comemorações. A Câmara Municipal de Alandroal convida toda a
população a participar na apresentação desse trabalho.
Fonte: Gabinete de Imprensa C.M.A.
terça-feira, 26 de março de 2013
NOTÍCIAS CMA
Alandroal: Associações
Reeditam Feira de São Bento
Festividades Realizam-se Já nos
Próximos dias 30 e 31 de Março
Depois
de ter sido interrompida por largos anos, a tradicional Feira de São Bento, no
Alandroal, volta este ano a ser reeditada, fruto da vontade e trabalho de
várias associações do Alandroal. Clube de Caça dos Bombeiros de Alandroal,
Grupo de Forcados do Aposento de Alandroal, Alandroal United, Tertúlia
Tauromáquica de Alandroal Subir ao Estribo, Motorklub de Alandroal e Bombeiros
Voluntários de Alandroal, uniram-se para fazer da extinta feira da Páscoa de
Alandroal uma realidade novamente.
A
Feira realiza-se ao longo de dois dias, 30 e 31 de Março, e pretende ser o mais
abrangente possível, mas mantendo o espirito que a caracterizava. As
actividades iniciam-se no dia 30, pelas 10:00 horas, com a realização de Jogos
da Malha. Pelas 14:00 horas, haverá uma mostra equestre, seguida de uma
garraiada ao uso da região. Mais tarde, pelas 22:00 horas, haverá ainda tempo
para um baile com o artista local Luís Fernando, seguido de discoteca com DJ’s
locais.
No
dia seguinte, domingo, a organização promove ainda um torneio de Tiro com Arco
e uma garraiada. Ao longo do fim-se-semana será ainda possível visitar uma
exposição das viaturas dos Bombeiros Voluntários de Alandroal e a Igreja de São
Bento, que terá as suas portas abertas a todos os visitantes.
A
Câmara Municipal de Alandroal, que apoia a iniciativa, salienta a vontade
conjunta de trabalhar em prol de um mesmo fim, demonstrada por estas
associações, revitalizando uma tradição do Alandroal que estava perdida há já alguns
anos.
sexta-feira, 22 de março de 2013
NOTÍCIAS CMA
Alandroal: Município Apoio Bombeiros
na Realização de Obras no Quartel
Desde
que foi construído em, em 1995, que o quartel dos Bombeiros Voluntários de
Alandroal espera pela conclusão dos arranjos exteriores que ainda se encontram
em terra batida, o que dificulta a operação dos veículos e o acesso ao salão,
que é utilizado para os mais variados fins públicos.
No
seguimento da estreita colaboração existente entre a Associação Humanitária dos
Bombeiros Voluntários de Alandroal e a Câmara Municipal, os serviços da
autarquia elaboraram um projecto técnico para a execução destas obras e foi
aprovado um subsídio extraordinário de 39.930,58 € destinado a suportar a
execução das obras na sua totalidade.
O
município também renovou recentemente o protocolo de colaboração com os
bombeiros para a Equipa de Intervenção Permanente (EIP), através do qual
suporta 50% dos vencimentos dos 5 membros da equipa.
Considerando
prioritário o apoio contínuo a uma instituição cuja acção é fundamental para a
qualidade de vida de todos os munícipes, o município está a preparar uma
candidatura, através da CIMAC, para o financiamento de equipamentos de uso
individual no combate aos fogos para equipar os bombeiros do Alandroal.
Fonte: Gabinete de Imprensa C.M.A.
quarta-feira, 20 de março de 2013
NOTÍCIAS CMA
Mercado de Produtos
Regionais Vai Dinamizar Praça da República Aos Sábados
sábado, 16 de março de 2013
ENTREVISTA DE JOÃO GRILO - CONCLUSÃO
Em recentes declarações, esclareceu que voltaria a candidatar-se, se para
tal reunisse o consenso do MUDA. Dando como certa tal anuência e sabendo as
dificuldades que se prevêem para os próximos anos, dada a contingência da
extinção do Concelho (vide o que sucedeu recentemente com as freguesias), não
teme que um segundo mandato possa vir a colocá-lo como o último Presidente da
Câmara do Alandroal?
Penso que a fusão de municípios
fará sentido em áreas densamente povoadas, onde quase não se percebe onde acaba
um concelho e começa outro – como as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto –
onde seria possível uma grande poupança com grandes ganhos de escala já que
existem maiores dinâmicas empresariais e da sociedade civil e onde os serviços
do Estado estão bem presentes. Nos territórios do interior, onde as câmaras
municipais, mercê do desinvestimento de sucessivos governos, são a única
resposta para as populações e ao mesmo tempo as grandes impulsionadoras das
dinâmicas locais, extinguir municípios é condenar os territórios a sofrerem uma
desertificação ainda mais rápida e destrutiva.
E não podemos aceitar argumentos
de poupança, já que o esforço do Estado é mínimo comparando com tudo o que se
consegue aqui fazer pela vida das pessoas com esse dinheiro. Os males da nação
estão bem identificados no buraco da Madeira, no défice crónico e crescente das
grandes empresas públicas, nas PPP’s e nos BPN’s, entre outros. O dinheiro que
aqui recebemos do estado é mais do que devido. Não só resulta dos nossos
impostos com também nos nossos territórios estão os recursos naturais, as áreas
protegidas, os montados, as barragens, a RAN e a REN... As populações do
interior pagam um preço elevado para que Portugal mantenha bons indicadores
ambientais e o único que pedem em troca é que sejam compensadas na devida
medida em relação à riqueza que produzem e que encerram e não que sejam olhadas
com a desconfiança de quem está a pedir para gastar o que outros pagaram em
impostos.
Para alem disso, nestes territórios que estão a ser abandonados
à sua sorte está tudo o que Portugal tem de único e irrepetível em qualquer
lado do mundo e com potencial para ajudar a construir um futuro sustentável.
Está o que resta de cultura e tradições milenares de um modo de vida em
equilíbrio com a Natureza, que para além de ser factor decisivo de identidade e
afirmação é um factor económico de peso.
Temo que o Alandroal possa vir a
estar numa posição mais fragilizada do que devia no momento em que a questão
vier um dia para cima da mesa. A sucessiva falta de estratégia de
desenvolvimento e a situação de endividamento crónico em que ficámos retira-nos
alguma capacidade de argumentação.
É por isso que é importante
mostrarmos hoje que sabemos para onde queremos ir, que temos parcerias
estratégicas com os nossos vizinhos que ajudam a construir esse caminho. Que
temos valor e potencial económico. Que somos rigorosos na aplicação de fundos
comunitários. Que fazemos trabalho sério e consistente e que, como tal, devemos
ser respeitados pelo poder central e por todos os organismos do Estado. Temos
que mostrar que vale a pena continuar a pensar o Alandroal como um território
com identidade, potencial e futuro. E que há lugar neste processo para todos os
que queiram dar o seu contributo.
Esta pode muito bem ser a nossa
última oportunidade de mostrar isso e fazer um ponto de viragem neste concelho.
Temos que mostrar que a nossa continuidade enquanto concelho não pode ser posta
em causa. E se não o conseguirmos, seremos todos responsáveis. Uns mais que
outros, é claro, em função das responsabilidades e do poder de intervenção.
Portanto a questão de fundo é quem se vai demitir de fazer parte deste
processo!
A terminar: dê-nos a sua opinião sobre o papel dos blogues e sites do
Alandroal e, se assim o entender sobre o papel que o Al Tejo tem vindo a desenvolver.
Os blogues podem ser importantes
meios de comunicação, e é por isso que desde o início deste mandato, a Câmara
Municipal adoptou a postura de enviar informação da actividade do município
para os blogues mais conhecidos da sede de concelho colocando-os em pé de
igualdade com qualquer meio de
comunicação social, até porque, esses meios não existem no concelho e estes
acabam por ser uma importante fonte de informação.
Entre as pessoas ou instituições
e os meios de comunicação social, por força do seu código deontológico, existe,
regra geral, um respeito mútuo e uma partilha de responsabilidades que funciona
como garantia dos direitos e liberdades e da livre expressão de cada um. Nos
blogues isto não está assegurado. As únicas garantias que podem existir são as
que resultam dos critérios, mais ou menos claros, do editor.
Não nos podemos esquecer que os
direitos e liberdades de uns terminam necessariamente onde começam a colidir
com os direitos e liberdades de outros.
Admiro e respeito todas as
pessoas que nos blogues dão a sua opinião e escrevem o seu verdadeiro nome por
baixo. Como alguém disse um dia, “posso não concordar com o que dizes, mas
bater-me-ei até ao fim pelo teu direito a dizê-lo!”
Infelizmente para todos nós, noto
que os nossos blogues estão longe de cumprir esta missão.
Ao contrario do que muitos
defendem, o anonimato não serve a
livre expressão.
A pretexto da “liberdade”, da
“livre expressão” ou da “imparcialidade” não se pode dar espaço às mais
cobardes formas de espalhar o boato, a mentira e a difamação.
Os blogues perdem assim o seu
carácter informativo e transformam-se
em espaços e instrumentos que contribuem activamente para um ambiente
revanchista, destrutivo, de “bota-abaixo” e de destilar de ódios que só serve
interesses obscuros mas ao mesmo tempo identificáveis.
Ninguém que queira fazer um
trabalho de comunicação sério pode deixar-se usar como instrumento desta
estratégia.
Quem quer ser respeitado deve
dar-se ao respeito. O editor não se pode distanciar de qualquer conteúdo do seu
blogue ainda que seja um comentário. Se os blogues querem fazer um trabalho
sério e ser respeitados por isso comecem por dar o exemplo: Acabem de vez com
comentários anónimos e de gente que não se identifica publicamente.
Portanto, penso que o AL-TEJO tem
sido um importante meio na difusão do concelho e do que nele acontece, que o
tem feito de forma imparcial e abrangente, que dá espaço a opiniões diversas e
bem identificadas e que já fez um importante percurso na forma de lidar com os
comentários anónimos. Falta dar mais um passo. Falta acabar de vez com esses
comentários que poluem uma imagem quase irrepreensível. Deixo aqui esse desafio
ao editor.
Caso o entenda necessário e
se for de acrescentar e
informar algo
mais sobre o Concelho, faça o favor. Via aberta.
Muito se tem feito neste mandato
para colocar o concelho no rumo certo. Mas é incomparavelmente mais o que está
por fazer do que aquilo que está feito.
Não temos medo da crítica.
Vivemos bem com ela e é ela que nos ajuda a melhorar. Acedi a dar esta
entrevista neste espaço sabendo que ela ia ser alvo de grande escrutínio local,
e é perfeitamente identificável o que são críticas sérias, consistentes e com
fundamento – porque sabemos que erramos e nem sempre conseguimos ver todos os
lados de um problema – e o que é politiquice baixa e fundamentalismo bacoco. É
esta última parte que está a mais nos blogues e no nosso dia a dia.
Somos uma comunidade pequena e
frágil que deve estar fortemente unida nos desafios que tem pela frente.
Aproxima-se um momento eleitoral
que vai ser vivido no mais difícil cenário de crise e dificuldades de que temos
memória recente.
Os alandroalenses vão ter que
fazer escolhas. E vão ter que escolher entre opções de futuro bem diferentes e
bem identificadas.
Será mais um momento para o
Alandroal demonstrar a sua cultura democrática e tenho a certeza que o vamos
fazer da melhor forma, mas deixo um apelo.
Não deixem que a politica vos
divida. Não deixem que alguns políticos vos dividam. Não deixem que vos
coloquem uns contra os outros. Não deixem que a politica crie barreiras entre
familiares, vizinhos, colegas de trabalho, etc.
Tenham “adversários políticos”,
não tenham “inimigos políticos”.
Critiquem, perguntem,
interessem-se! Queiram saber! Informem-se a fundo. Não se deixem ficar pela
superfície e pelo “diz que disse”.
E depois façam as vossas opções,
votem em consciência.
Uma comunidade distingue-se pelos
valores que pratica e não pelos que apregoa.
Penso que o crescimento deste
espírito no concelho tem sido um dos grandes contributos do MUDA e é também por
aqui o Alandroal deve aproximar-se mais do “quem de ti se fiar não o enganes,
lealdade em todas as cousas”.
quarta-feira, 13 de março de 2013
NOTÍCIAS CMA
Alandroal: Município
Candidata Novos Projectos de Valorização do Património do Concelho
A
Câmara Municipal de Alandroal aprovou recentemente, em reunião ordinária, uma
candidatura para restauro e conservação da Fonte Monumental da Praça da
República de Alandroal, também conhecida como “Fonte das Bicas”.
O
projecto tem como objectivos principais recuperar a estrutura da fonte,
construir réplicas das duas estátuas que foram roubadas, implementar um sistema
de circulação da água em circuito fechado, um sistema de iluminação cénica e
ainda melhorar a drenagem de águas na zona circundante à fonte. A obra foi
candidatada ao Proder, acção 3.2.1 – Conservação e Valorização do Património
Rural – e tem um investimento próximo dos 85 mil euros, financiado a 60%.
Além
disso, o Município de Alandroal tem já assegurado financiamento comunitário
para a realização de um filme promocional dedicado à história, arqueologia,
etnografia e cultura do concelho. O documentário,
intitulado “Terras do Endovélico”, é da responsabilidade do reconhecido
realizador José Meireles e será apresentado ao público em Julho, no Alandroal,
por altura do congresso científico dedicado ao estudo desta divindade com culto
pré-romano e romano exclusivo do concelho (São Miguel da Mota – Terena). O filme
tem ainda o objectivo de dar suporte à candidatura do património
etno-arqueológico do concelho a Património Europeu/Património da Humanidade.
Fonte: Gabinete de Imprensa C.M.A.
sexta-feira, 8 de março de 2013
ENTREVISTA DE JOÃO GRILO AO "TERRAS BRANCAS"
João Maria Aranha Grilo, professor. Em 2005 deixou
o ensino para assumir a vice-presidência da Câmara Municipal de Alandroal, na
altura, pelo PS. Divergências com o então presidente, levaram João Grilo a não
terminar o mandato para o qual tinha sido eleito. Juntamente com outros
alandroalenses, formou o Movimento Unidade e Desenvolvimento de Alandroal
(MUDA), movimento pelo qual concorreu às autárquicas 2009, acabando por vencer
por 7 votos! Em final de mandato, e enquanto decorre a IV Mostra Gastronómica do
Peixe do Rio, falei com o actual presidente da Câmara Municipal de Alandroal,
em mais um “Encontros no Alto da Praça”.
1. João Grilo, a terra e a
água estão intimamente ligados ao concelho do Alandroal. Grande extensão de
terra, um dos maiores concelhos do Pais e, agora, muita água, mercê da
construção da Barragem do Alqueva. Comecemos por falar da terra, do espaço que
gere, dos parcos recursos financeiros, das diferentes freguesias do concelho, e
da aposta no desenvolvimento do interior alentejano. Presidente, a tarefa não
tem sido fácil?
Não, não tem sido fácil. Sobretudo pelo
ponto de partida de onde fomos obrigados a começar. Mas por isso mesmo temos
mostrado que somos capazes de gerir o município no contexto mais difícil das
últimas décadas. Estamos a pagar dívidas, a equilibrar as contas, a fazer
obras, a reorganizar a câmara, a melhorar respostas sociais e educativas. Estamos
a provar que é possível fazer muito com muito pouco e que uma estratégia
concertada de desenvolvimento sustentável pode fazer crescer o concelho ao
longo do tempo.
2. Sendo este um dos maiores
concelhos do Pais, o Alandroal está também adjectivado de ser um dos mais
pobres. Que medidas tomou, está a tomar ou pensa vir a tomar para mudar esta
opinião?
Costumo dizer que não somos tão pobres
como nos pintaram no passado nem tão ricos como nos quiseram fazer crer há
pouco tempo. Somos um concelho com um grande potencial agrícola e agro-pecuário
que se pode traduzir também numa grande riqueza agro-industrial, assim haja
investimentos. Temos potencial mineiro como já aconteceu no passado e pode
voltar em breve a acontecer com as prospecções que estão em curso. Temos
potencial para as energias alternativas, designadamente a termo-solar, com
alguns interesses manifestados. E temos todo o potencial turístico que
proporciona uma natureza quase intacta. A câmara apostou na criação de
condições favoráveis à fixação de empresas, ajudou a criar uma associação
empresarial e está a promover o contacto entre empresários, como é exemplo a
parceria recente com Olivença. O momento não é o melhor e os empresários estão
com uma atitude defensiva resultado do sentimento que se vive no país e na
Europa. Por exemplo, só ao nível do turismo temos projectos aprovados na câmara
– e alguns com financiamentos comunitários garantidos – que triplicam o número
de camas do concelho. É preciso ultrapassar esta instabilidade e voltar a
acreditar no futuro da região.
3. Nos Censos de 2011, o
concelho de Alandroal apresenta uma perda de mais de 11% da população
residente, em comparação com os Censos de 2001. Que comentário lhe merece estes
números? Como se pode inverter esta tendência?
Este é um cenário comum a todo o
interior do país. E quando falo de interior estou já a incluir quase dois
terços do território. É a prova de que não existem politicas de nível nacional
destinadas a combater esta tendência e as politicas dos municípios também nem
sempre foram as melhores. Apostou-se demasiado no “betão” que melhora o
sentimento de “qualidade de vida” das pessoas mas que só por si não é
suficiente para as segurar no território. O factor crítico para fixar pessoas é
o emprego e hoje as autarquias não podem continuar a pensar na criação de
emprego através delas próprias. Os autarcas tem que ser cada vez mais agentes
de desenvolvimento local, promotores das dinâmicas económicas e empresariais e
das potencialidades dos seus concelhos e cada vez menos construtores de
rotundas. Dá mais trabalho e menos garantias de “retorno eleitoral” imediato,
mas será fundamental para o futuro. Por outro lado, é preciso não esquecer que
se não fosse a grande vontade dos municípios de segurar e atrair população o
cenário ainda seria bem pior. Enquanto o país não assumir como estratégico o
desenvolvimento equilibrado de todo o território com politicas sérias,
concretas e contínuas, será muito difícil que os municípios, só por si, o
consigam.
4. Concelho raiano, com fortes
ligações à Estremadura espanhola, pode encontrar aqui o(s) parceiro(s) para o
desenvolvimento da região. O recente “piscar de olhos” a Olivença, com a
assinatura do Convénio de colaboração entre os dois concelhos, é um sinal que é
este o caminho a seguir?
Sem dúvida. Com Olivença temos uma
história e uma cultura em comum que é importante valorizar, e do lado de
Olivença existe um grande interesse em valorizar esse legado e em tudo o que é
português. Mas também temos uma proximidade territorial muito grande. Os dois
concelhos estão separados apenas pelo Guadiana/Alqueva e Juromenha e Villareal
estão frente a frente e representam a porta de entrada no Alqueva para os dois
países. O todo é sempre maior que a soma das partes, e Alandroal e Olivença, em
conjunto, representam um potencial económico, turístico e cultural que deve ser
profundamente explorado. Queremos apresentar aos dois países um produto
turístico único, baseado na história, na cultura e no imaginário raiano que
permita conjugar experiências únicas com o rio pelo meio. Esta ideia tem um
grande potencial de dinamização económica dos dois territórios e é uma das
nossas grandes apostas.
5. E do “lado de cá”, com os
concelhos lusos vizinhos, a cooperação tem sido a desejada?
Do lado de cá colaboramos, conversamos,
mas depois cada um refugia-se ou vê-se forçado a refugiar-se na resolução dos
problemas do seu território e no muito que há por fazer e as ideias de
colaboração avançam lentamente ou vão ficando para trás. Há tempos chegou a
estar em cima da mesa a ideia de uma “Associação de Municípios da Zona dos
Mármores” que depois de muita discussão não saiu do papel. É uma pena, porque
todos tínhamos muito a ganhar com a escala que isso representava. Temos
projectos comuns, como a “Rota Tons de Mármore” que envolve os 5 municípios e a
Entidade Regional de Turismo que pode ser apontada como exemplo de colaboração
a seguir. Talvez as dificuldades nos obriguem a todos a colaborar mais no
futuro.
6. A água, a muita água da
Barragem do Alqueva que banha grande parte do concelho de Alandroal, origina
uma aposta forte no turismo. A IV Mostra Gastronómica de Peixe do Rio, que está
a decorrer até dia 10, é disso um exemplo. Quais as expectativas, assim como as
novidades para este certame?
As expectativas são de que apesar das
dificuldades que estamos a viver, os restaurantes voltem a estar cheios nesta
altura, ajudando a manter um sector que está a passar por dificuldades. Até
porque o peixe do rio tem a vantagem de ser um produto de grande qualidade e
interesse gastronómico mas também, em regra, bastante acessível no que diz
respeito a custos e os preços praticados nos nossos restaurantes durante a
mostra são a prova disso. Quanto a novidades, a principal é a criação de um
centro de acolhimento na Praça da República onde os visitantes podem encontrar
toda a informação sobre a mostra, as actividades, os restaurantes aderentes, a
que distancia ficam, quais os pratos de que dispõe e um apoio a reservas de
moda tentar distribuir os visitantes por todos os restaurantes de forma
equilibrada e evitar filas de espera em alguns. Neste espaço também convidamos
os visitantes a conhecerem os produtos regionais do concelho.
7. Com a aposta neste evento,
pretende tornar o Alandroal num destino gastronómico?
O Alandroal tem um conjunto de
restaurantes com grande qualidade que o tornam um interessante destino
gastronómico ao longo do ano. Por todo o concelho há também lugares menos
conhecidos mas onde se pratica uma cozinha muito genuína e muito interessante.
Com este evento procuramos associar essa procura à grande tradição do concelho
em relação ao peixe do rio e mostrar tudo o que temos de melhor para diferentes
gostos e carteiras mas sempre com garantia do que é genuíno e autêntico.
8. A aposta é bastante diversificada,
alem da gastronomia, o Alandroal proporciona também amplos locais de lazer. O
Guadiana mudou de “cara”, agora está bem mais cheio, ultrapassou inclusive as
margens e passou a ser um local bastante procurado pelos populares para gozarem
algum do seu tempo livre. É objectivo do actual executivo proporcionar mais e
melhores condições, tais como melhores acessibilidades, pista de pesca
desportiva, pista de canoagem, etc…, a quem vos visita?
Sim, o potencial para desportos e lazer
ligados à água é muito grande e está a começar a ser explorado. E esse
potencial existe não apenas no Alqueva mas também na barragem do Lucefecit. Em
Juromenha já está instalada uma empresa de animação turística dedicada a estas
actividades e há espaço para se fazer muito mais. Temos em preparação a criação
de uma pista de pesca em Juromenha e planos para duas áreas recreativas e de
lazer, Águas Frias (Rosário) e Azenhas D´El Rei (Montejuntos) que aguardam
investidores privados.
9. O fomento da actividade
desportiva, em especial com o incremento dessa actividade nas diferentes
colectividades das freguesias rurais, é notório. Curiosamente, o grande
investimento em equipamentos desportivos, com a conclusão do Complexo
Desportivo de Alandroal, acabou por acontecer na sede de concelho, onde a
actividade desportiva oficial é praticamente nula. Como justifica esta medida,
e de que forma pensa dinamizar este espaço?
O município apoia o desporto onde há
vontade local para que ele se pratique e, por isso, temos apoiado os projectos
das colectividades em todo o concelho. Infelizmente, a política de
investimentos em equipamentos desportivos não acompanhou as vontades locais e
concentrou-se no Alandroal. O que se gastou no Complexo Desportivo do Alandroal
chegava e sobrava para criar melhores condições para a prática desportiva em
Santiago Maior, Terena, Rosário e Alandroal. Temos que olhar em frente e
procurar corrigir essas assimetrias, embora o momento seja difícil. Quanto ao
Alandroal, o nosso objectivo é colocar a infraestrutura ao serviço da prática
desportiva do maior número de munícipes possível. Neste momento realizam-se ali
treinos e jogos, do INATEL (Alandroal United), dos escalões de formação (Terena
e Rosário) e dos veterenos. Temos prevista ainda a criação de uma escola de rugby
em colaboração com o Clube de Rugby de Juromenha.
10. 2013 é ano de eleições
Autárquicas. Mais lá para o final do ano, os actuais executivos vão ser
“avaliados”, e o Município de Alandroal não será excepção. Qual o balanço que
faz do presente mandato à frente do município alandroalense?
O mandato ainda não chegou ao fim, e no
tempo que ainda falta pretendemos lançar mais alguns projectos e iniciativas
que, a somar ao trabalho já desenvolvido, nos vão permitir considerar que os
grandes objectivos para o mandato foram alcançados. O mais importante deste
mandato era consolidar as contas, reestruturar a câmara, recuperar a
credibilidade interna e externa da autarquia e lançar as bases de um
desenvolvimento sustentado. Penso que esse trabalho estará, em larga medida,
conseguido em Outubro. Foi isto que prometemos às pessoas.
11. Na região, o Alandroal é o
concelho onde o quadro de candidatos às próximas autárquicas está mais
avançado. Já são conhecidos três candidatos, mas continua no segredo dos deuses
a recandidatura do actual presidente. O Movimento Unidade e Desenvolvimento de
Alandroal, vai a votos? João Grilo é o candidato?
O Movimento Unidade e Desenvolvimento de
Alandroal vai seguramente a votos. Desenvolveu um trabalho que lhe permite
apresentar-se aos eleitores com um sentimento de dever cumprido e com
legitimidade para pedir, com humildade, a renovação da confiança dos eleitores
no projecto. Quanto à minha recandidatura nem está no segredo dos deuses nem é
tabu. Deve sair de dentro do movimento e não de declarações unilaterais, só
isso.
12. Por estes dias, o Alandroal
tem sido também comentado por algo que manchou o quotidiano alandroalense. O
Tribunal de Redondo recebe o julgamento do ex-presidente do Município de
Alandroal, e actual candidato, João Nabais. Como presidente do Município de
Alandroal, município lesado neste processo em mais de 750 mil euros, que
comentário lhe merece este processo, sendo que os factos que são levados a
julgamento remontam à altura em que fazia parte de executivo na qualidade de
vice-presidente?
Como representante do município que
surge na qualidade de lesado neste processo, não devo pronunciar-me sobre
qualquer aspecto do mesmo.
13. O Alandroal em particular,
e o Alentejo em geral, têm futuro?
O Alandroal e o Alentejo têm futuro
porque não acredito em inevitabilidades. Quando oiço dizer que as projecções
técnicas apontam para que se continue a perder população, a aumentar a
desertificação e a diminuir o investimento num território com tantas potencialidades
tenho dificuldades em perceber que alguns políticos aceitem esses “cenários” e
trabalhem para “esses” realidades. Penso que os políticos existem para
contrariar esses cenários, vencer inevitabilidades e ajudar a construir as
realidades que queremos para o futuro. Só assim se justifica que existam. E
penso que todos os que temos responsabilidades politicas temos a obrigação de
construir esse futuro e não defraudar a nossa região.
ENTREVISTA DE JOÃO GRILO AO AL-TEJO (Cont.)
Considera-se um político de carreira? Pensa continuar mesmo que não venha a ser o próximo Presidente da Câmara prosseguindo a vida politica? Isto é, aceitaria desempenhar o cargo de Vereador mesmo se não vier a vencer as eleições?
Nunca me poderia considerar um
político de carreira porque fiz o meu percurso e a minha carreira no ensino e
num determinado momento senti que podia fazer uma pausa nessa carreira e
dedicar-me ao meu concelho. É isso que tenho estado a fazer e só nesta
perspectiva é que encaro a vida política. Só esta perspectiva é que me permite
que esteja de corpo e alma num projecto mas sempre pronto para voltar a essa
carreira se for necessário, sem me sentir refém de nada nem de ninguém. Penso
que já demonstrei que não estou agarrado a lugares nem a tentar fazer carreira.
O que me move são as convicções e é por elas que pretendo continuar enquanto
sentir que faz sentido. Em politica, como na vida, tão importante como escolher
o momento para entrar é saber escolher o momento para sair. Espero vir a ter a
sabedoria necessária para um dia não deixar passar esse momento.
O MUDA tem um projecto de
desenvolvimento para o concelho que está longe de se esgotar nestes quatro
difíceis anos que agora terminam. Pelo contrário, é nos próximos 4 a 8 anos que
esperamos que todos, no concelho,
possamos colher os frutos deste trabalho. Como tal, não nos passa pela
cabeça que este ciclo fundamental para o futuro do concelho seja interrompido
antes do tempo. Mas isso o povo é que vai decidir, soberanamente, através do
voto. Qualquer pessoa que se apresenta a eleições tem que ter a humildade para
ocupar o lugar que os eleitores lhe reservarem. É uma das mais elementares
regras democráticas e de respeito pelos eleitores.
Acredita que consegue até ao fim do Mandato colocar o Município a salvo
do garrote das dívidas contraídas e que, enquanto Presidente, poderá
concretizar as medidas preconizadas na Agenda 21 Local?
Como já disse, os passos
necessários para isso já estão dados. Com a aprovação pela Assembleia Municipal
do Plano de Reequilíbrio do Município é só já uma questão de tempo até que o
mesmo seja uma realidade. Esse plano representa dificuldades e constrangimentos, uma vez que ao longo de 20
anos vamos ter que amortizar mais de um milhão de euros de dívida por ano –
dinheiro que devia ser usado para o desenvolvimento do concelho nos próximos
mandatos – mas, apesar de tudo, este plano assegura uma margem de investimentos
que nos permite acreditar na implementação da Agenda 21 Local. É nesse
equilíbrio difícil entre pagar dívidas e fazer investimentos que temos que
construir o nosso futuro. Sendo certo que o “tempo das vacas gordas” passou e
hoje vivemos uma realidade completamente diferente no país e no mundo. No
Alandroal, em particular, as vacas nem sequer eram gordas, estavam inchadas de
endividamento para bem parecer. Nem somos tão pobres como nos pintaram no
passado nem tão ricos como recentemente nos quiseram fazer parecer. Somos um
concelho onde é preciso arregaçar as mangas, falar menos e trabalhar mais!
II.
Trace-nos um brevíssimo diagnóstico para o Concelho do Alandroal em
termos de presente? Acha que temos um futuro prometedor?
Se não acreditasse num futuro
prometedor para o concelho não andava aqui.
Temos futuro porque somos um
concelho que pela riqueza natural e patrimonial, pela história e cultura, pelas
acessibilidades e proximidade com Espanha, por estar simultaneamente na Zona
dos Mármores e em Alqueva tem um potencial de desenvolvimento acima da média
dos concelhos vizinhos e dos concelhos do interior no geral, mas não há
milagres. Só com muito trabalho ao longo do tempo se pode concretizar essa
realidade. Acredito nessa realidade e nestes quase quatro anos fiz tudo para
criar os “alicerces” que nos aproximam dela. Gostava de continuar a dar o meu
contributo para o crescimento das “paredes” deste edifício nos próximos anos e
um dia ver concretizado o mais que merecido “telhado” para os nossos filhos e
netos. Porque acredito neste edifício chamado “Concelho do Alandroal”.
O que sempre faltou ao concelho
foi trabalho sério e estratégia de longo prazo.
Sempre ouvi dizer que “temos a
vantagem de estar perto de Espanha”, mas nunca vi ninguém fazer nada para tirar
partido disso. Agora, pelo contrário,
estamos a trabalhar a sério com Olivença e queremos chegar a Badajoz,
Cáceres e Mérida. Nunca antes tinha havido, do ponto de vista político, o mais
pequeno esforço de aproximação. Houve geminações com Cuba, Cabo Verde, Brasil
que a única coisa que deixaram foi grandes contas para pagar e nunca se olhou
para o lado, onde os benefícios para as populações podem ser simples e
imediatos.
Sempre ouvi dizer que “o
Endovélico é único no mundo e só nosso” mas nunca vi ninguém fazer nada para o promover
ou criar um museu. Agora, pelo contrário, criámos o “Terras do Endovélico”,
estamos a projectar o museu, criámos o centro de estudos, estamos a apoiar
publicações, escavações, etc.
Sempre ouvi dizer que “temos um
grande tradição no peixe do rio e
o nosso concelho é conhecido por isso”, mas nunca vi ninguém fazer nada para
promover essa tradição e com isso trazer visitantes. Agora, pelo contrário,
criámos a “Mostra Gastronómica” e já se pode comer peixe do rio em todos os
restaurantes do concelho (antes da mostra havia um único a servir peixe) e a
procura de peixe já permite a existência de pescadores profissionais.
Sempre ouvi dizer que “os nossos
monumentos, os nossos castelos, são a nossa maior riqueza”, mas muito pouco se
fez para os recuperar e tornar atraentes para os visitantes. Vendeu-se gato por
lebre até à exaustão com “o concelho dos três castelos” que depois eram três
ruínas que causavam – e ainda causam –grande desilusão aos turistas. Agora,
pelo contrário, temos um plano contínuo de intervenções no património que já
começou no castelo do Alandroal, vai estender-se à fonte da praça e à Capela da
Boanova, ao castelo de Terena e à Misericórdia de Terena, Rocha da Mina, o
Posto da Guarda Fiscal de Montejuntos, para mencionar os que já tem trabalho em
desenvolvimento.
Sempre ouvi dizer que “o nosso
concelho tem um grande potencial turístico, agrícola e agro-industrial” mas
nunca vi a câmara fazer nada de concreto para ajudar os empresários a construir
essa realidade. Agora, pelo contrário, ajudámos a criar uma associação
empresarial, temos em desenvolvimento investimentos comuns com a Associação de
Beneficiários do Lucefecit, estamos a estabelecer pontes com Espanha e com
outros países da Europa, e tudo sem sair de cá! É verdade que é o momento mais
difícil para este trabalho, mas por isso mesmo é que não podemos perder mais
tempo.
E podia continuar com o “sempre
ouvi dizer” e “nunca vi fazer”. Porquê? Ajudem-me a responder os que puderem,
mas a verdade é que estava tudo aí, à espera de ser feito.
É claro que os resultados de uma
estratégia deste tipo demoram a aparecer. Não dão votos no imediato. É um risco
para quem governa mas é o que o concelho precisa. E sempre se apostou em
estratégias mais “seguras” de curto prazo. Mas imagine onde estaríamos hoje se
todas estas estratégias de desenvolvimento tivessem sido começadas há 30, 20 ou
mesmo 10 anos atrás!
Mais vale tarde que nunca –
teremos que dizer – mas está aqui grande parte da explicação para o nosso
atraso histórico em relação aos concelhos vizinhos.
Em que situação estão as obras da Biblioteca Municipal? E já agora que
utilidade se pretende dar ao Parque onde se fizeram as Expo-Guadiana?
A obra da biblioteca municipal
começou em 3 de Junho de 2005 e tinha um prazo de execução de um ano. Tinha um
custo total de cerca de 1,5 milhões de euros. Financiada a 50% pelo Terceiro
Quadro Comunitário de Apoio (QCAIII) e 45% pelo Instituto Português do Livro e
das Bibliotecas (IPLB), à câmara correspondia apenas 5%, ou seja 75 mil euros.
Os projectos do QCAIII tinham que
ser executados até à data final de encerramento do quadro comunitário, Junho de
2009, o que não se veio a verificar.
Portanto, hoje, a situação é a
seguinte: precisamos ainda de mais de 500 mil euros para concluir a obra e
estamos a ser pressionados pela CCDR para devolver mais de 360 mil euros de
financiamento recebido. Ou seja, uma obra que teria custado à câmara 75 mil
euros se tivesse sido concluída no prazo previsto (ou mesmo em quatro vezes o
prazo previsto!) exige, hoje, para ser concluída quase um milhão de euros dos
escassos recursos da câmara. É esta a dimensão do problema.
Quanto ao chamado “parque de
feiras e exposições” é de longe o local onde, ao longo do tempo, das mais
diversas formas, mais dinheiro “se enterrou”.
É impossível calcular com
exactidão tudo o que ali se gastou: custo do terreno, sucessivas terraplanagens
e instalação de equipamentos eléctricos (cada vez que havia uma feira), aluguer
de tendas e outros equipamentos, construção de vedações (foram feitas pelo
menos duas, a última em 2009), etc. Foram milhões que não se traduziram em
nada.
Para além disso, o projecto de um
“mega-pavilhão de eventos” no parque de feiras estava totalmente desajustado da
nossa realidade como se tem provado em concelhos vizinhos. O actual quadro
comunitário já não estava orientado para financiar projectos deste tipo e o que
se conhece do próximo, ainda menos.
Hoje temos em desenvolvimento um
estudo prévio que oportunamente será apresentado à população para discussão e
que prevê uma total inversão da filosofia do espaço numa lógica de “parque
verde” com espaço para a praça de touros e um picadeiro com escola de equitação
(numa lógica de concessão privada), jardins, circuito de manutenção,
“skate-park”, hortas comunitárias, etc.
Pode adiantar-nos algo
mais sobre o andamento das Comemorações dos Forais?
Este era outro assunto que estava
totalmente esquecido e que não podemos deixar de assinalar com a devida
dignidade pela sua importância histórica e pela circunstância de termos três
forais num único concelho. As Comemorações dos 500 Anos dos Forais Manuelinos
de Juromenha, Terena e Alandroal estão a decorrer de Outubro de 2012 a Janeiro
de 2016 com os principais eventos agendados para o período de Outubro de 2014 a
Outubro de 2015. Já está constituída uma comissão “ad hoc” para orientar
científica e culturalmente os trabalhos, estão estabelecidos os contactos com o
Arquivo Nacional da Torre do Tombo para o restauro dos exemplares do município
e contamos apresentar o programa das comemorações muito em breve em data e
local a designar. As comemorações envolvem o restauro dos originais, uma edição
“fac simile” conjunta dos 3 forais
e podem ainda envolver recriações históricas, conferências, exposições e outros
momentos distribuídos pelas três localidades do concelho.
Esclareça-nos sobre o projecto “Endovelico”? As pessoas continuam envolvidas?
O projecto “Endovélico” é e
continuará a ser uma das nossas grandes prioridades. Como traço cultural, é um
dos nossos principais factores de diferenciação e de afirmação mas a verdade é
que, mesmo dentro do concelho, ainda muitas pessoas desconhecem a real
importância que este deus e o seu culto teve no contexto da Lusitânia romana.
Neste mandato desenvolvemos o
estudo prévio do centro interpretativo/museu em colaboração com o Museu
Nacional de Arqueologia e contamos apresentar o projecto definitivo em Julho
próximo. Será um espaço onde o espólio do Endovélico terá um lugar central mas
muito interactivo, capaz de mostrar às crianças e jovens das escolas o que era
a vida romana no nosso território há 2000 anos atrás. Será também um verdadeiro
museu do concelho com uma forte componente etnográfica e da relação com a
fronteira. Contamos que seja um espaço capaz de atrair de forma contínua um número
significativo de visitantes com destaque para estudantes de todo o país mas
também de Espanha.
Lançámos o Festival “Terras do
Endovélico”, que terá este ano a sua terceira edição, num formato que conjuga a
promoção cultural com a feira de actividades económicas, num modelo muito
sustentável mas que procura ser o ponto alto da afirmação do território.
Criámos o “Centro de Estudos do
Endovélico” que está a juntar os especialistas na orientação científica do
projecto do museu, mas também a criar outras dinâmicas, com destaque para o
programa educativo que vai levar a arqueologia até às escolas e a todas as
crianças do concelho.
Estamos a desenvolver um
documentário sobre as “Terras do Endóvelico” (para apresentar em Julho),
financiado por fundos comunitários, e que será um importante cartão de visita
do concelho.
Fruto do trabalho do centro,
teremos, também em Julho um congresso científico que vai juntar todos os
investigadores nacionais e internacionais da temática. As comunicações deste
congresso darão corpo à primeira edição dos “Cadernos do Endovélico” que ao
longo do tempo continuarão a nova produção científica e a enriquecer o centro
de estudo.
Para nós o mais importante é que
as crianças e as pessoas do concelho conheçam e valorizem este legado histórico
e cultural. Só assim poderemos aumentar a nossa auto-estima em relação ao
concelho e à sua riqueza cultural e transmitir aos visitantes.
Como parte desta estratégia posso
adiantar que, antecedendo o congresso de Julho, a câmara vai organizar um
conjunto de visitas guiadas de pequenos grupos ao Museu Nacional de Arqueologia
para que conheçam a real importância deste legado no contexto da Arqueologia
nacional.
Uma das acusações de que é alvo, é a da fraca oferta cultural
apresentada no Fórum Cultural (principalmente o pouco aproveitamento do
projecto TEIAS) e do modo como o responsável da programação foi demitido.
Concorda com essas criticas? Pode justificar-nos os motivos da sua posição?
Não concordo em absoluto com o
“pouco aproveitamento do programa TEIAS” porque a câmara não só vai esgotar os
espectáculos que lhe estavam reservados como ainda vai aproveitar algum do
financiamento que estava reservado para outras câmaras, que não foi por estas
utilizado, para contratar novos espectáculos. Considero até particularmente
interessante o modo como estamos a utilizar o serviço educativo do programa
para dar apoio às actividades da biblioteca municipal que graças a isso e ao
restante trabalho está a desenvolver uma actividade digna de nota.
Quanto à suposta “fraca oferta
cultural” – questão que, em boa verdade, ainda não me foi colocada por nenhum
munícipe directamente – provavelmente, estão em causa diferentes conceitos de
cultura e de disponibilidades.
Para nós a “forte” oferta
cultural não significa um conjunto sucessivo de actuações de “nomes sonantes”
no Fórum Cultural a um preço que o município não poderia pagar em
circunstâncias normais, quanto mais em situação de grandes dificuldades
financeiras e para um público muito restrito.
O que tínhamos era um grande
consumo de recursos para chegar às poucas dezenas de pessoas que frequentavam o
“Café-Concerto” ou que assistiam aos espectáculos do auditório.
Para nós a prioridade é e será
sempre promover uma cultura que chegue às pessoas e de que as pessoas façam parte.
Por isso canalizamos os poucos recursos que temos prioritariamente para esse
fim.
Estamos a apoiar de forma mais
consistente os projectos culturais existentes no concelho, como a Banda da
Escola de Música do Centro Cultural do Alandroal que já conta com uma banda
juvenil recentemente criada.
Apoiámos os Cantadores dos Reis
com a edição do CD.
Estamos a financiar novos
projectos como o grupo de música tradicional “Trigueirão do Relheiro” de
Hortinhas e, da mesma forma, vamos apoiar a criação de um rancho folclórico.
Nada disto existia.
Estamos a proporcionar às
crianças aulas de guitarra através da Escola Popular e iniciámos este ano um
projecto de música para todas as crianças do ensino pré-escolar e de terapia da
fala para o 1º Ciclo. Nada disto existia.
A Escola Popular tem quase 700
alunos, mais de 10% da população, em grande parte idosos, distribuídos por todo
o concelho que beneficiam de aulas de teatro, danças de salão, yoga, ginástica,
inglês, história, informática. Nada disto existia.
E não nos podemos esquecer que
todo o trabalho na temáticas do Endovélico, dos forais manuelinos, das memórias
paroquiais, da antologia de poetas populares e de outras publicações que temos em preparação correspondem
a investimentos na área cultural, onde muito pouco se estava a fazer antes.
Penso que não se pode pedir mais
oferta cultural ou outra oferta cultural, num momento em que a grave crise que
estamos a viver obriga a câmara a um esforço muito maior para canalizar grande
parte dos recursos financeiros para apoio directo às famílias em termos de acção social e educação.
Quanto ao antigo programador
cultural, tenho por ele o maior respeito como artista e como profissional e
sempre que se justifique, como aconteceu com o CD dos cantadores dos reis,
trabalharemos com ele. Mas para o trabalho que estamos a desenvolver e para as
prioridades que estão definidas temos no quadro da câmara pessoas com a
capacidade e competência necessárias, como se tem demonstrado, pelo que merecem
a minha total confiança.
Também ultimamente não cessam as críticas à forma como tem gerido os
contratos por ajuste directo quer com pessoal contratado quer com certas obras
a realizar. Poderá esclarecer os nossos leitores sobre o assunto?
Não sei que criticas são essas já
que não chegaram às sessões de câmara ou à assembleia municipal, lugares
próprios para aparecerem e serem discutidas. No nosso concelho faz-se muita
“politica de café” ou do boato e do anonimato e pouca politica séria e frontal
nos locais próprios. Não contem connosco para alimentar esses caminhos.
Posso dizer que os contratos de
ajuste directo que hoje se fazem na câmara são feitos com absoluta
transparência, num escrupuloso cumprimento da legislação em vigor e para fazer
face a necessidades reais e concretas para que a câmara desenvolva a sua
actividade e concretize da melhor maneira as prioridades para que este
executivo foi eleito com enorme respeito pelos escassos recursos públicos que
temos ao nosso dispor.
Vários desses contratos já vêm do
mandato anterior e mantiveram-se por serem necessários. Outros resultam de
termos um quadro de pessoal desajustado das reais necessidades e que não pode
ser ajustado por estarmos impedidos de abrir concursos por força do excesso de
endividamento. Por exemplo, A câmara não tem nos seus quadros um único
arquitecto, um engenheiro civil ou um técnico superior da área de informática.
Se eles existissem não teríamos que recorrer a serviços externos.
Os restantes são para projectos
concretos, quer seja para projectos técnicos de obras (muitos nas áreas de
remodelação e alargamento das redes de água e saneamento do concelho,
requalificação de caminhos e recuperação do património), quer seja para
concretização de projectos com financiamento comunitário, como foi o caso do
sistema de cinema 3D, o barco para os bombeiros, a Agenda 21 Local, etc.
Hoje fala-se mais de ajustes
directos porque a legislação mudou muito e obriga a que todas as despesas
superiores a 5 mil euros tenham por base as regras da contratação pública e
sejam publicitadas. Até 2009 não era assim. Hoje – e ainda bem que é assim!
– todos os ajustes são publicados
numa base de acesso público. Mas se querem falar sobre ajustes directos convido
a consultar o que está publicado na base para 2009, até ao final de Outubro, só
em relação à ultima Expo-Guadiana e Festas de Setembro.
Hoje só temos um objectivo: pôr a
câmara a funcionar e as respostas serem as exigidas pelos munícipes! Duma coisa
podem ter a certeza, hoje os contratos de avença são com pessoas ou empresas
que realmente fazem trabalho para o município, que na maior parte dos casos
vivem ou estão ligados ao concelho, que assim ajudam famílias a não ter que
deixar o concelho num momento de crise muito grande. Hoje não há, como já houve
no passado, avenças milionárias na
câmara para pessoas que nem cá punham os pés!
Foi bem aceite por todos o patrocínio da Autarquia para a realização do
CD dos Cantadores dos Reis. Pensa a Autarquia seguir procedimento idêntico com
outros agrupamentos culturais principalmente com a Banda do Centro Cultural?
Como já disse, a nossa prioridade
é para o apoio aos agentes culturais locais. O CD dos Cantadores dos Reis foi
uma proposta do grupo para assinalar o seu 23º aniversário com a qual
concordámos desde o primeiro momento. É claro que a câmara trata todos os
agentes culturais do concelho com o mesmo respeito e estamos disponíveis para
apoiar todas as propostas que façam sentido. Posso adiantar que a edição de um
CD da Banda já está a ser equacionada e espero que o grupo de cantares
tradicionais “Trigueirão no Relheiro” tenha em breve a qualidade e a projecção
que justifique uma edição semelhante.
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