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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

ALANDROAL NA COMUNICAÇÃO SOCIAL... POR BOAS RAZÕES!


Em dois dias consecutivos o Alandroal é capa do "Diário do Sul" por duas boas razões que demonstram o grande trabalho do MUDA à frente da autarquia no estabelecimento de parcerias para o futuro e na captação de investimentos. Estamos todos de parabéns!



ENTREVISTA DE JOÃO GRILO AO AL-TEJO


Publicamos aqui as quatro questões já divulgadas e vamos continuar a acompanhar esta entrevista.


Durante estes três anos de mandato qual a situação que considera mais positiva em beneficio do Concelho?

Estes três anos foram, provavelmente, os mais difíceis para o Alandroal no pós-25 de Abril. A crise económica que se abateu sobre o país teve está a ter aqui os seus reflexos. Houve, com certeza, nos primeiros anos da democracia outros momentos difíceis, mas nunca o concelho esteve tão fragilizado do ponto de vista financeiro para os enfrentar, até porque o papel do município, assim como as expectativas dos munícipes eram completamente diferentes nessas alturas.
Foram três anos a lutar contra um endividamento de tal modo pesado que todos os dias limita as nossas possibilidades de actuação, três anos em que assistimos a sucessivas reduções nas transferências do Estado para a autarquia ao mesmo tempo que as nossas receitas directas de taxas e impostos diminuíam e éramos alvo de retenções e penhoras de créditos de valores astronómicos para a nossa realidade por dívidas do passado – o que ainda está a acontecer. E tudo isto num cenário de crise nacional e internacional em que as pessoas estão mais desprotegidas e ainda esperam mais da câmara municipal.
Algumas pessoas ainda não perceberem a real dimensão do problema e pensam que tudo não passa de uma guerra de números entre forças políticas. Mas a verdade não permite interpretações duplas.

Portanto, neste contexto, que era a combinação perfeita para que tudo corresse mal e nós não fossemos mais do que os “administradores da insolvência” de um município falido, conseguimos, com a nossa actuação e as nossas respostas, assegurar o normal funcionamento da instituição, aprofundar politicas educativas e culturais, melhorar respostas sociais, estar mais perto dos munícipes na sua relação com a câmara municipal, recuperar a confiança dos fornecedores locais e das associações do concelho. Ao mesmo tempo, conseguimos concluir e pagar obras que estavam paradas ou em andamento mas sem pagamentos efectuados e, portanto, condenadas a parar a curto prazo. Lançámos e estamos a lançar novas obras e ao longo deste tempo desenvolvemos um número considerável de novos projectos que apenas aguardam financiamento. Estamos longe de ultrapassar todas as dificuldades e os tempos vão continuar a ser difíceis mas começamos a ter “a casa arrumada” e a poder olhar para o futuro com mais confiança.
Por tudo isto, para mim, o mais positivo destes três anos é, apesar de todas as dificuldades, termos uma câmara a funcionar em pleno, a construir as bases sólidas para um futuro melhor, a recuperar a sua credibilidade, bom nome e confiança das pessoas do concelho, assim como credibilidade externa nas relações institucionais. E ainda considero mais positivo que seja um movimento independente a liderar este processo com a ajuda de muita gente, dentro e fora da câmara que coloca acima de tudo a sua dedicação ao concelho.

E a menos conseguida ou até a mais frustrante?

O menos conseguido é que, por força deste cenário de crise, algumas coisas – que não dependem de nós – tendem a acontecer mais lentamente do que gostaríamos o que é frustrante para quem tem urgência em fazer acontecer.
Tem havido limitações e atrasos na aprovação de financiamentos comunitários para alguns dos projectos que desenvolvemos e que consideramos prioritários, como por exemplo a  remodelação dos sistemas de água e saneamento em todo o concelho ou a requalificação do caminho municipal 1109 entre Rosário e Ferreira de Capelins, ambos prontos para avançar há quase 2 anos.
Por outro lado, a conjuntura económica tem sido um obstáculo ao avanço de projectos privados, sobretudo na área do turismo, que estão aprovados pela câmara, alguns até já têm financiamento comunitário mas que demoram a sair do papel pelo clima de incerteza com que os investidores se confrontam e que poderiam, muito rapidamente, contribuir para a criação de emprego e para ajudar o concelho a afirmar-se como destino turístico.

Por fim, embora tenhamos noção que, em termos gerais, as pessoas do concelho compreendem e apoiam as nossas prioridades e a nossa política, dentro da câmara – ao nível dos funcionários – a mensagem tem sido mais difícil de passar e assumo isso como um dos aspectos menos conseguidos. Por força do nosso esforço de reestruturação dos serviços e redução dos custos internos e de funcionamento, a que temos recorrido para manter os postos de trabalho e os vencimentos ao final do mês, pelas alterações legislativas que têm estado associadas a limites nas horas extraordinárias e ajudas de custos, a cortes nos salários e subsídios de férias e de natal, ao congelamento nas carreiras ou a regras mais rígidas nas comparticipações nas despesas de saúde. Num cenário de crise e de perda, generalizada, de poder de compra é, sem margem de dúvida, mais difícil aceitar estas mudanças. Contudo, e apesar de tudo, parece-me que as pessoas começam a perceber que só estamos a pensar no futuro de todos.


Das prioridades que escolheu para resolução imediata quais foram as concretizadas?

Desde logo o equilíbrio das contas do município. Quando assumimos funções a câmara vivia uma situação de absoluta emergência financeira com mais de 30 milhões de passivos totais exigíveis através dos compromissos assumidos. Desse valor, pelo menos 17 milhões de euros eram dívida de curto prazo que podia e estava a ser exigida a todo o momento pelos credores. Temos estado a fazer um percurso de eliminação de compromissos assumidos, pagamento de dívida e consolidação de passivo. Em cada um destes 4 anos de mandato, mais de um milhão de euros das nossas receitas que devia ser para investimento terá sido para pagar dívida. Ainda estamos a viver momentos difíceis, mas quando entrar em vigor o Plano de Reequilíbrio Financeiro aprovado em Dezembro a dívida de curto prazo não consolidada do município passará a zero, e os passivos totais serão pouco superiores aos 18 milhões de euros. É um problema que vai demorar 20 anos a ser resolvido, mas nestes 4 terão sido dados os passos necessários para que a câmara possa funcionar e pagar a dívida acumulada sem comprometer o desenvolvimento do concelho.

Por outro lado, quando assumimos funções, a câmara era uma estrutura pesada, dispersa, desorganizada e gastadora em todos os sentidos. A reorganização de serviços e da estrutura da câmara permitiu reduzir custos de funcionamento, melhorar as respostas e embora este seja um trabalho que nunca se pode considerar concluído, começamos a ver os frutos dessa estratégia.
Temos estado a introduzir mecanismos de poupança que só não avançam mais rapidamente porque exigem investimentos iniciais significativos, como é o caso da bomba de combustível própria que já está em funcionamento e que permite uma poupança de 10 cêntimos por litro de gasóleo.

Mas isto não significa que já tudo esteja bem. Este trabalho tem que continuar a ser desenvolvido. Tenho noção, por exemplo, que o serviço de águas continua a ser uma fonte de problemas na nossa relação com os munícipes. Estamos longe de estar satisfeitos com isto e vamos continuar a introduzir alterações até as coisas funcionarem a 100%. E ainda há muito trabalho a fazer, por exemplo, no estaleiro municipal, armazéns e arquivo.

E acima de tudo, a mais importante das prioridades, porque dela dependem todas as outras, é a definição de um rumo e uma estratégia de desenvolvimento para o concelho, o que não existia. Houve uma aposta para além de todos os limites do razoável nas “grandes obras”, dispersas, megalómanas, desequilibradas, para “encheram o olho” à população e o ego de algumas pessoas e que serviram mais as vaidades politicas que o desenvolvimento do concelho. Obras que se revelaram caras, desajustadas das necessidades da população e que tem elevados custos de manutenção que vão sempre ser um problema no futuro.

Nestes quatro anos invertemos essa tendência e definimos uma verdadeira estratégia de recuperação e reabilitação dos imóveis já existentes, como são exemplo, a antiga escola primária do Alandroal e o antigo posto da guarda fiscal do Alandroal que agora se destina ao novo quartel da GNR ou a escola primária de Terena, prestes a entrar em obra. E já temos em desenvolvimento projectos para a recuperação do antigo posto da guarda fiscal de Montejuntos e das capelas de S. António em Alandroal e Terena para desempenharem com dignidade as suas funções de capelas mortuárias.
Quanto ao património histórico, assumimos como prioritária uma estratégia de intervenção e de recuperação como factor decisivo para um desenvolvimento sustentado assente na economia cultural e no turismo. Estamos a intervir no castelo do Alandroal, vamos restaurar a “Fonte das Bicas” e recuperar a Capela da Boanova e estamos a desenvolver projectos para que o património do concelho tenha um plano de recuperação exequível e contínuo ao longo do tempo – algo que nunca aconteceu no passado! – e estamos a preparar uma estratégia de incentivo à ocupação e reabilitação dos centros históricos de Alandroal, Terena e Juromenha.

Destaco ainda a prioridade dada ao desenvolvimento económico. Criámos eventos de promoção do concelho e das suas actividades económicas que se estão a consolidar pela autenticidade, qualidade e sustentabilidade. A “Mostra Gastronómica do Peixe do Rio” e o Festival “Terras do Endovélico” estão a tornar o concelho conhecido pelo que tem de melhor. Ajudámos a criar a primeira associação empresarial do Alandroal, criámos um novo conjunto de incentivos à fixação de empresas e estamos a estabelecer laços de cooperação com outros municípios, de onde destaco a cooperação com Olivença que se vai traduzir na assinatura de um protocolo já no próximo dia 19 com a presença de empresários dos dois concelhos.
Estas prioridades, assim como outras em áreas tão diversas como a cultura, a acção social e a educação, a eficiência energética, as acessibilidades e a mobilidade sustentável estão hoje plasmadas num documento que contou com a participação de todos na sua elaboração (Agenda 21 Local) e que orienta o desenvolvimento estratégico do concelho para os próximos anos.

Politicamente optou por ser do PS e nessa força política foi militante. Depois face às situações sobejamente conhecidas e que o levaram à fundação do MUDA, qual é presentemente a sua orientação ideológica dominante?

Aquilo que somos em cada momento é o somatório da nossa história de vida, da nossa formação e dos nossos valores. Isso não muda por se estar num partido ou num movimento. O desempenho de funções autárquicas aumenta a nossa sensibilidade para algumas questões, alarga os nossos horizontes, mas a nossa essência mantém-se. Não preciso de fazer parte de um partido para me sentir em paz com os meus valores ideológicos e comigo mesmo. Sinto-me bem como independente e sei que sou respeitado por isso.
Não quero falar do passado, mas o tempo veio provar que estávamos certos nas posições que tomámos. Sabíamos quais seriam as consequências disso ao nível do partido e sempre convivemos bem com isso. Aliás, a cada dia que passa aumenta a nossa convicção de que não poderia ser de outra maneira e cada vez são mais as pessoas que compreendem isso.
Neste momento representamos com muito orgulho um movimento independente que mantém boas relações com todos os partidos e isso é o mais importante porque quem ganha é o Alandroal.

TEXTO PARA PUBLICAÇÃO - HELDER SALGADO


 o Tobias não embarcava em utopias


O velho Tobias era um cidadão alandroalense.
   Tornara-se um homem carismático pelos seus ditos, sempre oportunos e  originários de uma grande reflexão, que fazia dos momentos mais atribulados da sua vida.
   Nasceu na freguesia de nossa senhora da Conceição e lá morreu.
   Fora tropa em Vila Viçosa, fez guardas à rainha dona Amélia e conheceu o rei D. Carlos, de quem se dizia admirador.
    Enquanto servidor do exército considerou o Palácio Ducal a sua segunda casa.
   Zé Tobias, moço de trinta anos, casado e pai de um lindo casal de gémeos, sofreu após a sua saída da tropa, o maior desaire da sua vida.
    Acreditava e explicava, que fora a queda da monarquia, a razão de ter sido posto fora do exército.
    Gostava de ter seguido a política e a disciplina da tropa, não tanto pelo vencimento, que embora certo e bem regrado pela esposa chegava para manter a casa no Alandroal, junto à horta da Bica, onde sempre viveu, mas pela vaidade que sentia quando de uniforme vestido.
    Sentia-se bem dentro daquele fato de cotim militar no Verão e de saragoça no Inverno.
    E o boné?
   Cada dia que o colocava na cabeça tinha que se ver ao espelho.
   Vinha a casa de oito em oito dias, vinha sempre a pé, exceto quando recebia o pré, nesse dia vinha na diligência do estafeta Manuel Colunas, que fazia carreira dia sim, dia não, entre o Alandroal e Vila Viçosa.
     Tirava um bilhete de segunda classe, donde emergia a obrigatoriedade de se descer nas ladeiras. No percurso entre as duas povoações descia-se em três. Na ladeira do alto de nossa senhora, algumas vezes tolerada e na de Pardais e do alto Carambou de obrigação.  
    Quando se descia na praça e passava em frente da taberna que fora do avô do Pimenta, o velho taberneiro gritava-lhe:
- Oh meu capitão, não vai um copo? 
   O Tobias sorria e com um ar superior e vaidoso lá bebia o seu copito.
   Fora da tropa e não se deixando abater pelo despedimento, logo arranjou trabalho e nos domingos, quando por vezes tinha folga, ia para o campo arranjar algo para o sustento da família.
   Cardos, agriões, “tubarões” cogumelos e alguma azeitona para pisar e retalhar, tudo isto, levava para casa. Conhecia bem as azinheiras que davam boletas doces para o magusto, aproveitando o lume que fazia nas noites invernosas.   
    Olhar para as mãos dos outros, nunca olhou.
    Tive conhecimento de uma das suas reflexões, que eu na minha modesta maneira de ser e de pensar e, com a vivência dos meus anos, classifiquei de política.
    A ditadura tinha caído havia ano e meio.
    A instabilidade apoderou-se no país e o desentendido no exercício do poder era perfeito e conducente um descalabro financeiro.
    O cenário, campestre, situou-se junto a meio caminho da estrada das Hortinhas/Terena, num dia frio mas soalheiro dum Inverno que se adivinhava longo, no lugar chamado de Chaparral.
    Naquele dia eu era tratorista de ocasião.
   Tinha ido buscar lenha, grossa e migada, que o Adélio Salgado, carteiro de profissão, tinha cortado das velhas azinheiras para estas reverdecerem.
Escutem-nos esta conversa.
- Lembraste Zé do velho Tobias? - pergunta o carteiro ao primo Zé Salgado, ferrador de ofício e alandroalense como o Adélio, ambos a trabalhar e a morar na freguesia de São Pedro de Terena.
- Se me lembro - respondeu o ferrador, abrindo um sorriso denunciador das recordações do velho Tobias.
   O carteiro pressionando um pequeno pau entre o polegar e o indicador diz para o primo.
- Lembras-te do velho Tobias dizer isto - e apontando para o pequeno palito, continuou - Agora estão os republicanos em cima - e invertendo os dedos diz - Amanhã estão os monárquicos. O Povo está sempre no meio, sempre entalado. - Concluiu com uma firmeza inabalável o primo Adélio.  
    Estou a falar de três gerações que, por curiosidade, poderíamos associar a três sistemas políticos - monarquia, república e democracia. 
   Ao ler a imprensa bloguista Alandroalense nela se levantam uns novos/velhos arautos, tentando tocar um novo hino, com uma trombeta velha, roufenha, de anúncios políticos, gastos, inatingíveis, tentando enganar os incautos.
   O Alandroal, o Concelho não necessita de novas demagogias e muito menos de demagogos sobejamente conhecidos e causadores do aprofundamento concelhio, precisa isso sim, de homens que façam parte da solução num caminhar honesto e credível.
   Os Alandroalenses tal como O TOBIAS NÃO VÃO EMBARCAR EM UTOPIAS. 

Helder Salgado.
15-12-2012.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

NOTÍCIAS CMA


Alandroal e Olivença Assinaram Convénio de Colaboração

 
Os municípios de Alandroal e Olivença querem estabelecer “pontes” sólidas para o desenvolvimento conjunto dos dois territórios vizinhos, separados apenas pelo rio Guadiana, hoje Albufeira de Alqueva. O protocolo agora estabelecido, que visa o desenvolvimento de projectos e actividades de interesse público comuns, foi assinado na presença de um conjunto alargado de empresários dos dois concelhos e incide sobre as áreas das actividades económicas e empresariais, da cultura, do turismo, de ambiente e da educação.

Com este acordo os dois municípios afirmam a sua vontade comum de criar sinergias de desenvolvimento e promoção conjunta dos seus territórios, ao abrigo dos acordos de cooperação estabelecidos entre Espanha e Portugal e na expectativa de ver os seus projectos financiados por fundos comunitários.

O presidente da câmara do Alandroal, João Grilo, afasta desta colaboração qualquer tipo de polémicas por questões históricas e afirma que “estamos no século XXI, integrados na União Europeia, num território com grandes potencialidades de desenvolvimento mas que tem sido sucessivamente esquecido pelo poder central, e que a nível local também sempre esteve fechado sobre si mesmo, e que está a sentir a crise como todo o país”.

O autarca afirma que, “neste contexto é inadmissível que não alarguemos horizontes, que não esgotemos possibilidades e que não o façamos em primeiro lugar com que está mesmo ao nosso lado e tem objectivos e propósitos idênticos”. Os empresários e as populações de ambos os concelhos não nos perdoariam se não estivéssemos empenhados neste propósito. E ainda bem que o estamos, porque os benefícios são para ambos os lados mas o Alandroal pode ter muito a ganhar com este processo que agora iniciamos.”
Um dos grandes objectivos imediatos é a criação de uma solução de travessia para pessoas e veículos entre Juromenha e Villareal, mas dos planos dos dois municípios fazem parte, por exemplo, a promoção turística conjunta dos dois territórios em Portugal e Espanha através de produtos turísticos específicos, a criação de eventos culturais realizados alternadamente nos dois concelhos e um programa de intercâmbios entre os agrupamentos de escolas e universidades seniores, entre outras iniciativas.
 
 
Fonte: Gabinete de Imprensa C.M.A.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

NOTÍCIAS CMA


Município e Autoridade Tributária Promovem Sessão de Esclarecimento Sobre Novas Regras de Facturação

 

A Câmara Municipal de Alandroal, em colaboração com a Autoridade Tributária (AT)/Direcção de Finanças de Évora, vai promover uma sessão de esclarecimento sobre as novas regras de facturação. A iniciativa vai realizar-se no próximo dia 19 de Fevereiro, no auditório do edifício sede do Município de Alandroal, pelas 14:30 horas.

A sessão será conduzida por dois formadores do projecto “e-factura” da AT/Direcção de Finanças de Évora e destina-se a empresários, comerciantes e a todo o público em geral. Para além da apresentação do tema, do novo regime de bens em circulação e dos direitos e deveres dos agentes económicos os participantes terão, ainda, oportunidade para ver esclarecidas as suas dúvidas sobre os assuntos abordados.
 
Fonte: Gabinete de Imprensa C.M.A.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Discurso do Presidente na Cerimónia do 33º Aniversário dos Bombeiros do Alandroal e Homenagem ao Comandante José Fontes


Exmo. Sr. Representante da Liga dos Bombeiros Portugueses, 
Exmo. Sr. Presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Évora,
Exmo. Sr. Presidente da Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alandroal e restantes membros dos corpos sociais da associação,
Exmo. Sr. Comandante dos Bombeiros Voluntários de Alandroal, Sr. José Fontes,
Exmos. Representantes das entidades civis, militares e religiosas,
Exmos. Srs. Representantes de outras associações de bombeiros,
Bombeiros e bombeiras,
Minhas senhoras e meus senhores,

É com enorme prazer que a Câmara Municipal de Alandroal, que aqui represento, se associa às Comemorações do 33º Aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alandroal.

Neste momento prestamos a justa homenagem e reconhecido agradecimento a todos os homens e mulheres que ao longo dos seus 33 anos de existência ajudaram a manter viva esta associação no desempenho da mais nobre das missões: servir o próximo com risco da própria vida.

Se há alguém que personifica esse espírito e que como ninguém ajudou a fazer a história desta instituição, essa pessoa é, sem sombra de dúvida, o Comandante José Fontes a quem hoje também prestamos uma justíssima homenagem.

Em todos os contactos que a minha condição de autarca proporcionou ao longo dos últimos anos, encontrei sempre um homem empenhado, disponível, pronto na acção e pragmático na resposta. Um homem que transmite a confiança, a determinação e a segurança que se exigem tanto no dia a dia como  nas situações mais extremas. Um homem que é um exemplo e uma referência numa altura em que os desafios que se colocam aos bombeiros são enormes.

Penso que a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Alandroal teve a felicidade de que coincidisse com a chegada destes tempos a eleição de uma nova direcção que soube encarar o momento com coragem e a determinação necessárias para tomar decisões difíceis, conseguindo assim colocar a associação a salvo dos graves problemas que, infelizmente, outras viveram e vivem.
É nos dias difíceis, quando os recursos são escassos e as necessidades são muitas que sobressaem os que estão à altura dos acontecimentos daqueles que se deixam ultrapassar por eles e esta direcção, liderada pelo Dr. António Bastos, tem mostrado estar à altura desses acontecimentos para construir um futuro melhor para a associação, contando para tal, com o envolvimento de todos os que trabalham e colaboram com a instituição, facto também assinalável.
O Alandroal precisa deste tipo de trabalho, os Bombeiros precisam deste tipo de trabalho e espero que esta direcção o possa continuar por muito tempo.

O Executivo que lidero orgulha-se de manter com esta associação uma relação de estreita parceria, colaboração e respeito mútuo que constitui, não tenho dúvidas, uma importante mais-valia para os habitantes deste concelho.
Em comunidades como a nossa, é da Câmara Municipal e dos bombeiros que as populações mais esperam e mais exigem sempre que confrontados com a necessidade e a emergência.
A Câmara Municipal, consciente deste papel, tem procurado reforçar o apoio à associação e assim, em alguma medida, compensar os apoios que vão faltando de outros lados.

Já no meu mandato, foi estabelecido um protocolo de cooperação ao qual estão associadas as verbas necessárias ao desenvolvimento de acções de colaboração, como seja, o ainda necessário apoio ao abastecimento de água às populações no período de Verão.
A Câmara Municipal assegura 50% do vencimento dos 5 elementos da “Equipa de Intervenção Permanente”, pioneira no distrito e que agora termina o seu contrato inicial de  3 anos. No início da semana, tive oportunidade de reunir com eles, ouvir de viva voz o balanço que fazem destes três anos de actividade, perceber quais são as suas aspirações  e transmitir a grande satisfação que temos com o desempenho da equipa pelo que já informei a Autoridade Nacional de Protecção Civil que pretendemos dar continuidade a este protocolo.
Antes do Verão passado, entregámos à associação uma embarcação de resgate e salvamento especialmente vocacionada para operar no Alqueva, com equipamentos de mergulho e cursos de formação.
Já manifestei à direcção a disponibilidade que existe para que a Câmara Municipal assuma o valor não financiado da ambulância com que a associação foi recentemente contemplada através de uma candidatura ao PRODER.
E, para acompanhar o esforço de conclusão e modernização das instalações levado a cabo pela actual direcção, a Câmara Municipal vai assumir as pavimentações de toda a zona envolvente ao quartel.
Além de outras colaborações pontuais em que estaremos sempre envolvidos.

Mas voltemos, e para terminar, àquilo que nos trouxe aqui hoje.
A Câmara Municipal também reconhece o trabalho, a dedicação e a entrega com que o Comandante José Fontes desempenhou as suas funções ao longo de todos estes anos e não quer de maneira nenhuma deixar passar este momento sem expressar esse reconhecimento.
Por minha proposta, foi aprovada por unanimidade na última sessão de câmara a atribuição ao Comandante José Fontes  da “Medalha de Ouro do Município”, atribuída a quem “pelo seu prestígio, cargo, acção ou relacionamento com o Alandroal, sejam considerados dignos dessa distinção”, por, e passo a citar, “ao longo de 33 anos, ter assumido um papel crucial em prol do concelho do Alandroal, designadamente, no campo da Protecção Civil, do Socorrismo, do Transporte de Doentes, do Combate a Incêndios e auxílio da população”.
E é, portanto, com muito orgulho que lhe vou fazer a entrega da mesma daqui a pouco.

Esta homenagem de hoje marca o fim de um ciclo, mas não necessariamente o fim de uma carreira. Pode representar o início de um novo ciclo, já que a experiência e saber acumulados pelo Comandante são um bem precioso para o Alandroal e podem e devem continuar ao serviço desta comunidade.
Assim, aproveito para informar que lancei ao Comandante José Fontes o desafio de assumir o cargo de Comandante Operacional Municipal, no âmbito dos Serviços Municipais de Protecção Civil, convite esse que ele está a ponderar.

Desejo à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Alandroal um grande futuro ao serviço da população do Alandroal.
As maiores felicidades ao novo comandante, João Francisco Pais.
Ao Comandante José Fontes as maiores felicidades na expectativa de que venha a abraçar o desafio que lhe lancei.
A todos, muito obrigado.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

NOTÍCIAS CMA


Comércio Local Volta a Estar Em Destaque Com “Alandroal ConVida Especial Dia de São Valentim”

Com a aproximação do Dia de São Valentim é altura de começar a procurar uma forma especial de assinalar este dia. Para o ajudar na escolha da sua prenda, a Câmara Municipal de Alandroal, em conjunto com o comércio local, vai voltar a promover a iniciativa “Alandroal ConVida Especial Dia de São Valentim”, que lhe dará acesso a convidativos descontos.  
Cosmética, ourivesaria, desporto, moda, cabeleireiros, alojamentos ou restaurantes são alguns exemplos dos bens e serviços a que poderá aceder, com apetecíveis descontos. Entre os dias 4 e 14 de Fevereiro não perca a oportunidade de comprar aquela lembrança especial para a sua cara-metade, contribuindo ao mesmo tempo para a dinamização do comércio local.
Para saber quais os estabelecimentos aderentes a esta iniciativa pode consultar o site do Município de Alandroal, em www.cm-alandroal.pt, ou a página do facebook da Autarquia, em www.facebook.com/cm-alandroal.
Fonte: Gabinete de Imprensa C.M.A.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

NOTÍCIAS CMA


Peixe do Rio Volta à Mesa no Alandroal

IV Mostra Gastronómica em Todo o Concelho de 1 a 10 de Março

O Município de Alandroal continua a sua forte aposta na promoção da tradição gastronómica do concelho ligada ao peixe do rio que, associada à inovação que as novas espécies que o Alqueva trouxe para a região e à criatividade dos restaurantes locais, tem permitido projectar o Alandroal como um destino gastronómico de eleição. Entre os dias 1 e 10 de Março de 2013, em todos os restaurantes, cafés e “tascas” aderentes, vai ser possível saborear o “peixe frito” e a “caldeta de barbo”, mas também a carpa, o lúcio-perca e o sável, em receitas variadas e surpreendentes.

 Para esta IV edição da Mostra Gastronómica do Peixe do Rio, o Município aposta na instalação de um “Welcome Center” no centro da vila de Alandroal, na Praça da República, onde os visitantes poderão encontrar toda a informação sobre a Mostra e sobre os produtos regionais do concelho, e onde se irão realizar workshops de culinária, momentos de degustação de produtos e de animação associada à cultura local.  

Roteiros gastronómicos pelos estabelecimentos aderentes, “A Hora do Petisco”, a inauguração de um novo percurso pedestre “Nas Margens do Alqueva”, a realização de mercados de produtos regionais aos sábados, um concurso de pesca e um concurso de poesia de popular, com o peixe do rio como mote, são outros motivos de interesse para passar pelo concelho de Alandroal ao longo destes dez dias.

Luis Mourão, Chef Executivo da cozinha do restaurante “Divinus”, do Convento do Espinheiro, é convidado nesta edição a trazer ao Alandroal a sua interpretação do peixe do rio. A merecer destaque está também a realização da tradicional “Caldeta para Todos”, que este ano se realiza junto à aldeia de Rosário, nas margens de Alqueva, e irá encerrar esta IV Mostra do Peixe do Rio do Concelho de Alandroal.

O município aposta ainda na promoção do evento em dois importantes certames que coincidem com o primeiro fim-de-semana da mostra, a Bolsa de Turismo de Lisboa, de 27 de Fevereiro a 3 de Março, onde já esteve presente no ano passado integrado no stand da Entidade Regional de Turismo, e a “Feria del Toro de Olivença”, de 28 de Fevereiro a 03 de Março, onde estará presente pela primeira vez. 

Fonte: Gabinete de Imprensa C.M.A.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

NOTÍCIAS CMA


Ponte Velha de Terena Classificada Como Monumento de Interesse Público

 

O Governo português, através da secretaria de Estado da Cultura, classificou 40 edifícios e conjuntos arquitetónicos, em todo o país, como monumentos de interesse público, segundo portarias publicadas no Diário Da República, no passado dia 31 de Dezembro de 2012. A ponte velha da vila de Terena é um dos monumentos classificados.

A relação de monumentos classificados integra ainda imóveis, quintas de diversas épocas e estilos arquitetónicos, igrejas, capelas e pontes. O Castelo de Castro, no concelho de Amares ou o Teatro da Trindade, na Figueira da Foz, são exemplos de monumentos classificados no Norte e Centro do país. No sul, o destaque vai para a Ponte Velha de Terena, no concelho do Alandroal e para o Tanque Romano da Herdade do Correio-Mor, concelho de Elvas.

Construída em meados do século XVI, a Ponte Velha de Terena é hoje em dia uma das pontes históricas do Alentejo. Composta por seis arcos de volta perfeita com aduelas de cantaria de granito, apresenta talha-mares elevados acima do fecho dos arcos, assumindo função de contrafortes, a montante e jusante.

A Câmara Municipal de Alandroal congratula-se com esta decisão do Governo, que vem reforçar o reconhecimento sobre o rico património arquitectónico do concelho.
Fonte: Gabinete de Imprensa C.M.A.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

NOTÍCIAS CMA


Câmara de Alandroal Aprovou Plano de Reequilíbrio Financeiro e Orçamento para 2013

 
A Câmara do Alandroal ultrapassou o impasse que vivia quanto ao futuro das suas contas desde a declaração, em Junho, da situação de desequilíbrio financeiro estrutural e de ruptura financeira sem que posteriormente tivesse sido aprovada a adesão do município ao PAEL.
Em reunião de assembleia municipal de 28 de Dezembro foi aprovado com maioria absoluta o Plano de Reequilíbrio Financeiro do município. O plano foi aprovado com os votos favoráveis dos eleitos do MUDA, da CDU e da presidente da Junta de Freguesia de Juromenha e apenas um voto contra da bancada do PS, com abstenção dos restantes elementos, e vai procurar consolidar um total de 16,1 milhões de euros num empréstimo a 20 anos.
Recorde-se que o município já estava, desde 2009, envolvido num Plano de Saneamento Financeiro para um total de 9,65 milhões de euros a pagar em 12 anos, que se revelou insuficiente e impraticável face aos quase 7 milhões de compromissos imputáveis a essa data mas que não se encontravam reflectidos nas contas da câmara.
O Presidente João Grilo classifica o plano aprovado como “o menor dos males” para arrumar de vez as contas do passado, passar a ter um controlo absoluto sobre o serviço da dívida, permitir continuar a desenvolver um conjunto alargado de investimentos prioritários e estratégicos e garantir o funcionamento normal da câmara municipal em todas as suas competências e áreas de actuação. “O ideal era não precisarmos de um plano deste tipo, mas como precisamos, a alternativa era o caos financeiro, e isso, penso que ninguém quer!”
Na mesma reunião de assembleia e com idêntica votação foram aprovadas as Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2013. O orçamento de 21,6 milhões de euros em que 50% do valor orçamentado corresponde a dívida, espelha bem a necessidade absoluta de recorrer às receitas extraordinárias de um empréstimo de reequilíbrio financeiro. “Sem o plano de reequilíbrio, simplesmente, não teríamos orçamento!” refere o autarca.
Como prioridades para o orçamento de 2013 o presidente destacou a continuação da aposta nos projectos financiados pelo QREN de modo a manter boas taxas de execução e garantir novos financiamentos. Esta estratégia permitiu concluir o Complexo Desportivo de Alandroal e o Centro Escolar de Santiago Maior, permite que o município tenha em obra a Requalificação do Interior do Castelo de Alandroal e a Creche de Santiago Maior e permite perspectivar o arranque para breve de obras como a Requalificação do Caminho Municipal 1109 entre Rosário e Ferreira de Capelins, o Pólo Escolar de Terena ou a Reconversão da Rede de Águas e Saneamento em Pias, Casas Novas e Venda.
Para além da absoluta necessidade de continuar a aumentar a eficiência e a eficácia do município em todas as suas acções a diminuir as despesas de funcionamento, as restantes prioridades do executivo para 2013 passam pelo reforço das medidas no apoio social, na educação e na saúde, pela implementação das medidas do “Plano Municipal para o Uso Eficiente da Água” e pelo aprofundar da estratégia de desenvolvimento turístico e económico.
 
 
Fonte: Gabinete de Imprensa C.M.A.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

NOTÍCIAS CMA


Alandroal Vai Ter Novo Posto da GNR

 

A Câmara Municipal de Alandroal vai assinar um protocolo com o Ministério da Administração Interna (MAI) para a construção de um novo posto da GNR na sede de concelho. O novo posto resultará da reconversão do antigo posto da Guarda Fiscal do Alandroal que durante muitos anos, e até há pouco tempo, funcionou como biblioteca municipal.

A GNR do Alandroal está há vários anos instalada provisoriamente numa vivenda particular adaptada, sem as condições que se exigem à prestação de um serviço de qualidade à população. O protocolo prevê que a obra seja financiada em 85% por fundos comunitários do QREN, em 10% pelo MAI e em 5% pela câmara municipal que disponibiliza o imóvel a reconverter.

 Para o presidente da câmara, João Grilo, esta é uma obra que permite cumprir três grandes objectivos: “Dotar a GNR de boas condições para o desempenho das suas funções, trazer a GNR para o coração da vila aumentando assim o sentimento de segurança da população e reconverter um edifício histórico que de outra forma continuaria a degradar-se, cumprindo assim uma prioridade deste executivo que é, sempre que possível, recuperar edifícios existentes em vez de construir novos de raiz”.
 
Fonte: Gabinete de Imprensa C.M.A.

sábado, 15 de dezembro de 2012

BOAS FESTAS!




O MUDA deseja a todos um Feliz Natal e um Bom Ano de 2013.

“A verdadeira medida de um homem não se vê na forma como se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas em como se mantém em tempos de controvérsia e desafio”
(Martin Luther King)

No MUDA acreditamos que em 2013 vamos todos continuar a dar o nosso melhor para construir o concelho que queremos para os nossos filhos e netos, com os olhos postos num futuro melhor e a forte determinação para construir esse caminho de mudança que exige mais um passo firme a cada dia.

domingo, 9 de dezembro de 2012

ACIMA DE TUDO, ESCLARECER COM VERDADE



Discurso do Presidente na Inauguração do Lar da APIT - Terena




Exma. Sra. Directora do Centro Distrital da Segurança Social de Évora, Dra. Sónia Ferro,
Exmo. Sr. Presidente da Direcção da APIT, Sr. Poeiras,
Exmo. Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Terena – S. Pedro, Sr. Manuel Ramalho,
Senhores vereadores e demais autarcas,
Funcionários e utentes do lar,
Demais convidados,
Minha senhoras e meus senhores,

É hoje inaugurada oficialmente uma obra muito ambicionada por esta freguesia e para a qual, ao longo do tempo, muitas pessoas contribuíram.
Estão, portanto, de parabéns todos aqueles que deram o seu contributo para esta realização.
Está de parabéns a população que assim ganhou um equipamento que pode servir melhor os seus idosos.

A Câmara Municipal, que aqui represento, como é seu dever e obrigação pelas responsabilidades que detém na área social, foi sempre um parceiro deste projecto.
No meu mandato, dando cumprimento a um compromisso assumido pela câmara, foram transferidos para a APIT – durante o decorrer da obra – 130.802,58 €, correspondentes a cerca de 90% do apoio total previsto para fazer face à contrapartida nacional deste projecto financiado pelo programa PARES.
Também a fiscalização da obra foi da responsabilidade da autarquia. Primeiro através de uma empresa externa e no meu mandato com o recurso aos meios técnicos próprios do município.
Também no âmbito do programa PARES, transferimos, na mesma altura, cerca de 70.000 € para a obra de ampliação do Lar e Centro de Dia “Cantinho Amigo de Santiago Maior”, nesse caso, mais de um ano após a conclusão da obra.

A câmara tem neste momento compromissos semelhantes com outros projectos que venham a ser desenvolvidos no concelho pelas IPSS com o recurso a fundos comunitários.
Ou seja, a câmara municipal está directamente envolvida do ponto de vista financeiro no apoio a todos os projectos financiados.
Fazemo-lo porque sabemos que de outra forma muito dificilmente esses projectos se concretizariam e porque sabemos as dificuldades com que as nossas instituições se debatem.

Dificuldades que não são alheias à APIT. Dificuldades que todos conhecemos e para as quais somos solicitados a acudir ainda com mais recursos.

Permitam-me que vos explique porque é que apesar de sermos sensíveis a esses apelos, não podemos, no momento, fazer mais do que aquilo que já fazemos.

Vivemos um momento de emergência social sem paralelo na nossa memória colectiva recente. Sou hoje confrontado todos os dias com situações de carência ao nível das necessidades básicas de algumas pessoas do concelho que na minha memória só encontram paralelo nas histórias que os meus avós contavam de tempos muito antigos.

A câmara municipal, apesar das dificuldades próprias com que se debate, pelo papel que desempenha no nosso território, não podia ficar alheia a esta realidade e por isso  preparou um conjunto de programas e medidas específicas para  aumentar as respostas neste momento critico.
Foi criado um programa de “vales de compras” para bens de primeira necessidade, em parceria com o comércio local, que apoia neste momento 51 famílias com um custo anual próximo dos 15 mil euros.
Foi criado um programa de apoio ao arrendamento que neste momento chega a 15 famílias com um custo anual próximo dos 10 mil euros.
Apoiamos 863 idosos do concelho em 50% das suas despesas com medicação, num esforço que representa cerca de 100 mil euros anuais.
Criámos um programa de melhoria habitacionais  que já deu apoio a 4 munícipes desfavorecidos no valor de 10500 euros e que tem neste momento 10 novos processos em análise.
E ainda ajudamos directamente e neste momento mais de 60 famílias com a integração de membros desses agregados familiares através dos programas ocupacionais do subsídio de desemprego e do rendimento social de inserção.
Participamos nas despesas de manutenção da “oficina móvel” e da “eco-loja” criadas no âmbito dos CLDSs e que estão a ajudar muitos munícipes.
Reforçámos os apoios à natalidade, criámos apoios à fixação de jovens e famílias no concelho.
Tudo isto apenas na área social.
Como é fácil de perceber, não nos podem pedir mais neste momento porque desempenhamos um importante papel no atenuar dos efeitos negativos da crise neste concelho no limite das nossas capacidades.

Por outro lado, e no que à sustentabilidade das nossas instituições diz respeito, não acredito que seja atirando dinheiro para cima dos problemas que eles se resolvem.
As IPSS enfrentam hoje dificuldades que as obrigam a rever os seus modelos de funcionamento, sob pena de, não o fazendo, poderem ver posto em causa o seu futuro.
O tempo das “capelinhas” e do “orgulhosamente sós” já passou e hoje a união de esforços, a partilha de recursos e a definição de estratégias conjuntas afigura-se fundamental para ultrapassar as dificuldades.
Há algum tempo que venho desafiando as instituições do concelho a não apenas estreitarem estes níveis de colaboração mas também a ousarem trazer para o debate a própria possibilidade da fusão de instituições de modo a garantir a sustentabilidade e a cobertura de valências e respostas que o concelho precisa.
Hoje pode parecer uma ideia ousada. Pode levantar algumas dúvidas. Estou certo que num futuro próximo será uma questão de sobrevivência.
Naturalmente, para que isso aconteça é necessário que se ponham de parte os interesses locais, pessoais ou de circunstância e que o serviço social – o servir o outro para uma sociedade melhor – seja a prioridade de todos os que escolhem esta área de actuação.
Esta visão não se coaduna com projectos de promoção pessoal ou politica com as IPSS como palco.
Esta visão não se coaduna com pequenas “guerras” locais.
Esta visão exige solidariedade, espírito de sacrifício, entre-ajuda.
Esta visão exige um olhar para o concelho como um todo profundamente interligado.
Saberemos nós – autarcas, dirigentes associativos e demais agentes locais –
estar à altura das exigências dos tempos que vivemos?
A experiência da Rede Social dos últimos 3 anos diz-me que se deram grandes passos nesse sentido mas é possível e desejável ir muito mais longe.
As nossas populações não esperam outra coisa de todos nós.

Muito obrigado a todos.

domingo, 2 de dezembro de 2012

OPINIÃO


Direito à opinião
O que vão ler aqui neste comentário/opinião não vai além disso mesmo...
Dia 1 de Dezembro ao acordar dei uma volta pelos blogues da terra e tal não é o meu espanto quando  li e reli todo o comunicado da J.S.Alandroalense. 
Ora como todos os que "leram" e tentaram perceber o que se passou para tal comunicado sair para a rua, algo de grave se passou...??
No comunicado da JS informa-se a população que reuniram em assembleia e resolveram entregar os cartões de militantes do PS e daí a desvinculação à força politica que sempre defenderam. 
Até aqui tudo bem... quando surge um parágrafo em que se lê: 
"Face à instabilidade gerada por falsos autos noticiosos, vem clarificar que a saída de João Nabais do Partido Socialista se deve a razões estritamente de ordem pessoal, as quais só a ele dizem respeito.
Os falsos autos noticiosos na minha opinião talves sejam aqueles que os municípes veêm, dizem e sabem muito bem o que foi o governo Nabais no mandato anterior, ou então... estão tentar desmentir a mais que provável verdade sobre a noticía que a Rádio Campanário lançou no dia 29-11-2012, que se podia ler: "Alandroal: João Nabais sem apoio do PS". Noticia que informa a população que os vereadores eleitos pelo PS na Câmara Municipal do Alandroal deixaram de exercer o respectivo mandato autárquico como militantes do PS mas sim como independentes, por falta de confiança entre o partido e os vereadores.
Eu não consigo perceber a falta de confiança dos vereadores no partido, aliás eu até percebo porque basta olhar para o nosso país e ver o que as forças politicas nos fizeram, fazem e futuramente irão fazer durante anos. Mas nesta situação, na minha opinião, não é o caso!
Depois uma situacão muito caricata..." Esta posição tomada pelos presentes não nos leva a uma situação dos chamados “vira casacas” ".
Se não é uma situação de vira casaca é o quê???? Com franqueza! vão continuar a defender as causas mas contra as orientações estatutárias... É confuso e incoerente, se o PS se se candidatar às autárquicas o que irão estes senhores fazer, apoiar,ou virar a casaca, na minha opinião estão demasiado perdidos nesta novela.
Deixando ainda a leve sensação de que o movimento poderá ser apoiado pelo partido... "não sendo para já esta uma candidatura apoiada pelo Partido Socialista, estaremos em incumprimento face às regras estatutárias vigentes". Em incumprimento estão! A ver bem a probabilidade de serem apoiados pelo PS é que não...
Em conclusão... "Será um movimento com orientações socialistas, onde prevalecerão os valores da sociedade, valorizando uma esquerda democrática e moderna, assim como a verdadeira social-democracia europeia adequada às necessidades e interesses..." orientações estas que tem o resultado à vista de toda a europa e do mundo, a verdadeira decadência no seu auge, cada um rouba mais que o outro.   
Horas depois....
Quero esclarecer que este comentário foi enviado(identificado como sempre) para os blogues da terra mas se repararem não foi publicado em nenhum.
Neste momento acabo de ler o comunicado do Sr.Nabais e lá está mais do mesmo, com apenas dois destaques a sobressair à vista.
O Sr. Nabais acusa talvez o Ministério Público de calúnias e ataques sem escrúpulos, digo talvez o MP porque a Câmara Minicipal apenas o visa em um(não tenho a certeza)os outros 200 e tais processos(não tenho a certeza exacta) em que vai ser julgado são parte de um processo bem maior que cabe a acusação ao MP, e que acusa também de os terem habilmente gerido no tempo com o único objectivo de o assassinarem politicamente.
Ora, não fossem os tribunais trabalharem à velocidade a que trabalham! Toda esta situação já estaria resolvida! Nem tudo acontece/decorre  como nós queremos.
O outro destaque também caricato tem um facto adquirido.
Escreve que se desvinculou para proteger o partido, mas vai mesmo assim candidatar-se contra ele... Não entendo de maneira nenhuma, e não acredito que o PS tenha sido acusado ou esteja também infiltrado nestes processos judiciais.
Ah! e promete um projecto muito além do espectro politico socialista, o que não é dificil de fazer, basta governar para as pessoas e trabalhar para nós que é para isso que são eleitos.
Na minha opinião são dois comunicados muito incoerentes e perdidos na razão.
Não levem a mal esta minha opinião, afinal é um direito meu e esses ninguém me tira percentagem alguma...
ELSO BALIXA