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domingo, 14 de agosto de 2011

2º ANIVERSÁRIO MUDA


Em clima de grande camaradagem, mais de centena e meia de amigos e apoiantes do MUDA estiveram presentes no almoço de celebração do 2º aniversário do movimento. Foram muitos os que devidos a férias ou afazeres profissionais não puderam estar presentes mas que fizeram chegar as suas mensagens de solidariedade e felicitações.

João Grilo fez um balanço destes dois anos de vida do movimento marcados pelo ano e meio há frente dos destinos da câmara.

Depois da sua criação e de “5 meses absolutamente inesquecíveis” o movimento viu reconhecida nas urnas a solidez da sua proposta e teve que imediatamente assumir a “responsabilidade de tomar as rédeas de um concelho à deriva”. Foi um momento que exigiu muito de todos mas soubemos dar resposta.

Temos provado todos os dias que somos um movimento com as pessoas, com as soluções e com a capacidade de elevar o concelho aos níveis de desenvolvimento que merece e que a cada dia ganha reforçada confiança dos nossos munícipes.

Os presentes manifestaram a sua total solidariedade e apoio à linha de actuação que o presidente João Grilo têm vindo a imprimir na autarquia, no cumprimento do programa eleitoral do MUDA e na defesa dos valores da justiça, da igualdade, da fraternidade e da honestidade que o movimento preconiza.

Por seu lado, João Grilo agradeceu a todos os que dão tudo no seu dia a dia pelo movimento e as generalizadas demonstrações de apoio e confiança na sua liderança uma vez que são essas demonstrações que contribuem de forma decisiva para a “força e a determinação para enfrentar todas as dificuldades” assim como para “ser mais exigente comigo próprio e com todos os que me rodeiam” porque só com “total e absoluta dedicação” se pode “estar de consciência tranquila de que estamos a fazer tudo para cumprir o que prometemos às pessoas”. João Grilo, pediu a todos um maior envolvimento na vida do movimento e do concelho, como forma de ajudar a cumprir os nossos objectivos e ultrapassar as dificuldades que todos sentimos pelo momento de crise que atravessamos.

Depois de oito anos de “vacas gordas” que afinal não eram gordas mas apenas “inchadas” (uma vez que se viveu sempre uma aparente riqueza disfarçada pelo endividamento) para fazer floreados, cabe ao MUDA a difícil tarefa de gerir uma autarquia em tempos de “vacas magras”, com grandes dívidas às costas e com as necessidades básicas da população a aumentarem todos os dias.

“Estamos cá para enfrentar com firmeza este desafio e provar que a nossa forma de estar na politica, colocando as pessoas em primeiro lugar, é aquela que este concelho precisa.

Foi dada a palavra a todos os que quiseram usar dela para manifestarem as suas opiniões, anseios e perspectivas, num clima descontraído e de grande abertura que sempre caracterizou os encontros do movimento.

O MUDA saiu deste almoço mais forte, com um inabalável sentimento de unidade e uma reforçada vontade de continuar a MUDAr o concelho para melhor, “alandroa a quem alandroer”!

sábado, 16 de julho de 2011

MUDA CONVIDA!



ALMOÇO CONVÍVIO DO MUDA

24 Julho 13h00

Pirâmides de S. Pedro - Alandroal

Aberto a todos os amigos do Movimento e a toda a população!

Vamos celebrar o 2º aniversário e falar do futuro!

Divulga!
Não faltes!




segunda-feira, 11 de julho de 2011

AINDA O ENDIVIDAMENTO

Embora já ninguém tenha dúvidas sobre o pesadíssimo endividamento que se acumulou na Câmara Municipal de Alandroal durante os 8 anos da gestão Nabais, o próprio continua ainda a fazê-lo, pondo em causa a isenção e idoneidade dos técnicos municipais em relação ao endividamento expresso na prestação de contas, assim como são desvalorizados os resultados da auditoria externa realizada pela Deloitte por ter sido "encomendada" pela câmara.
Pois bem, o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses 2009, da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, publicado em Maio passado, vem mais uma vez confirmar este triste cenário ao apresentar os munícipes do Alandroal como os 11º mais endividados entre os 308 municípios do país.


Será possível continuar a negar está evidência? Ou vai agora dizer-se que o MUDA também controla os Técnicos Oficiais de Contas?

domingo, 26 de junho de 2011

POR TERRAS DO ENDOVÉLICO - Intervenção do Presidente na Sessão de Abertura


Abrimos hoje a segunda edição do “Por Terras do Endovélico”: Nove Dias à Descoberta do Concelho de Alandroal. Em relação à primeira, realizada há um ano atrás, o evento cresceu – sem esquecer a sustentabilidade – amadureceu e apresenta-se hoje mais próximo dos objectivos com que foi criado.

Nesta segunda edição este evento afirma-se já como o principal momento de promoção do concelho tanto para dentro como para o exterior. Apresentamos hoje um evento multifacetado em que o legado histórico e cultural de Endovélico abre as portas à ciência, à cultura, à música, à gastronomia e às actividades económicas.

Mais do que um momento de festa e de afirmação do concelho – o que também é importante – este é mais um momento de dinamização da economia local com o envolvimento dos restaurantes, dos alojamentos e de outros agentes locais com um fim comum, na linha do que tem sido a nossa actuação global ao criarmos eventos “virados para fora” mas com um profundo envolvimento da comunidade local.

Este ano, o evento surge com uma atenção especial à nossa agricultura e ao nosso tecido produtivo. Num momento em que vão sendo muitas as vozes que se levantam em defesa da interioridade e de um “regresso à terra” como importantes contributos para ultrapassarmos a crise em que mergulhámos – argumentos estes com os quais não poderia estar mais de acordo – apresentamos uma Feira de Actividades Económicas no fim de semana de 01 a 03 de Julho e dois Mercados de Produtos Regionais nos dois Sábados do evento. Tenho a certeza que aqueles que nos visitam e muitos dos nossos munícipes vão ficar surpreendidos com o muito que se faz neste concelho a este nível.

Mas o muito que se faz é o melhor sinal do muito mais que se pode vir a fazer. A agricultura e as agro-industrias têm ainda um enorme potencial de crescimento neste concelho, e esta autarquia vão estar sempre ao lado dos investidores que queiram fazer esta aposta. Entendemos ainda que a preservação do mundo rural e da sua cultura e tradições é também um factor crucial para a consolidação do Alandroal como destino turístico, no contexto de Alqueva e do Alentejo. Sem esta aposta não teremos nada de diferenciador para oferecer a quem nos visita.

Ao nível da gastronomia apostamos este ano na simplicidade e riqueza do que a nossa terra dá de melhor – o pão, o azeite, a azeitona, o tomate... – e apresentamos, durante os nove dias nos restaurantes aderentes, a “Mostra Gastronómica do Gaspacho”. Na essência, talvez o mais simples dos pratos alentejanos, mas com uma riqueza e diversidade de acompanhamentos que por certo surpreende.

À ciência, em particular à Arqueologia, está também reservado um papel de destaque. Nas palestras de Sábado, dia 02 de Julho, vamos contactar com as últimas investigações ligadas ao deus Endovélico, assim como com outros trabalhos de Arqueologia em desenvolvimento no concelho neste momento, em particular no que diz respeito à revisão da Carta Arqueológica do Concelho, iniciada por nossa iniciativa neste mandato.

Sejamos claros, os objectivos do município ao evocar a figura de Endovélico como cartão de visita da região e “mestre de cerimónias” deste evento são puramente culturais, históricos, educacionais e promocionais. O culto a Endovélico, onde e nas formas em que exista, é algo que respeitamos e que deixamos ao cuidado dos directamente envolvidos.

No passado dia 18 de Maio foi apresentado, no Museu Nacional de Arqueologia, um novo conjunto escultórico romano encontrado no Santuário a Endovélico, em S. Miguel da Mota. Recomendo vivamente a todos uma visita a esta exposição. Este novo conjunto, associado ao que já vinha sendo adicionado às colecções do museu desde os trabalhos de Leite de Vasconcelos, e que corresponde a cerca de 90 peças, são a prova da importância impar deste legado a nível nacional. Às vozes que defendem o regresso destas peças ao Alandroal, deixem-me que vos diga com toda a franqueza, dada a sua importância, nunca o Museu Nacional de Arqueologia o permitiria. Contudo, é possível encontrar soluções de partilha do espólio, e é nisso que temos estado a trabalhar. Posso anunciar que já convidei os investigadores que têm desenvolvido trabalho ligado a Endovélico, professores Carlos Fabião, Thomas Schatnner e Amílcar Guerra para, em conjunto com o Doutor Luís Raposo, Director do Museu Nacional de Arqueologia, constituírem a comissão científica do projecto do “Centro Interpretativo do Endovélico”, que contamos ter concluído antes do final do mandato.

Por fim, quero salientar que não esquecemos que apresentamos este certame num cenário de crise e de grandes dificuldades para as famílias. Este é um evento pensado e desenvolvido com grande contenção orçamental. Os fundos comunitários obtidos no âmbito da “Rede Terras do Sol” permitem fazer face às despesas com os espectáculos e outras despesas associadas ao evento até cerca de 50% do investimento total. E o total de investimento é, seguramente 10 vezes menos – repito, 10 vezes menos – do que foi gasto em equivalente evento promocional realizado no mandato anterior e que ainda hoje estamos a pagar. Só com muito trabalho e muita imaginação é possível oferecer um evento equilibrado como este, sem comprometer os esforços de canalização de recursos para onde estão as principais necessidades: a acção social, a educação, o apoio às famílias.

Por isso quero agradecer a todos os que estão a dar o seu contributo para a realização deste evento, às unidades de turismo, aos restaurantes, aos expositores...sem a vossa colaboração nada disto seria possível. Quero agradecer também o extraordinário trabalho de equipa, de entrega e de envolvimento de um grupo de pessoas que sendo autarcas, funcionários ou colaboradores da autarquia tem em comum o amor a esta terra e a vontade de a ver crescer e afirmar-se. Quando a entrega é total, os resultados aparecem, e não se pode pedir mais.

A todos muito obrigado!


sábado, 11 de junho de 2011

MUDA INFORMA 2


“Por Terras do Endovélico” Volta a Promover Alandroal


Nove dias para descobrir o concelho de Alqueva onde o património, a cultura e as tradições se entrecruzam de forma única.

A segunda edição deste certame promovido pelo Município de Alandroal, que se realiza entre 25 de Junho e 3 de Julho, promete nove dias repletos de emoções, com a cultura, a ciência, a gastronomia e as tradições locais a constituírem um forte atractivo.
Com Endovélico como anfitrião, o concelho mostra-se aos visitantes, com o que de melhor produz, numa feira de actividades económicas a decorrer entre 01 e 03 de Julho. Os dois Sábados do evento acordam com um mercado de produtos regionais em plena Praça da República. Durante os nove dias os restaurantes do concelho promovem uma “Mostra Gastronómica do Gaspacho”, um dos ex-libris de gastronomia regional alentejana, simples na essência, mas infinitamente diversificado nas propostas.
Na componente científica, para além das palestras e workshops dedicados ao deus da Lusitânia, que os romanos adoptaram como seu, estão previstas visitas guiadas aos locais de interesse arqueológico e sessões de observação astronómica.
Do programa cultural destaque para a “Noite do Endovélico”, no dia 25 de Junho, na Barragem do Lucefécit, animada pelos Kumpania Algazarra, e para os concertos da Banda da Armada (dia 01 de Julho) e Amor Electro (dia 02 de Julho), no Alandroal.
Passeios pedestres, BTT e TT, sessões de degustação de produtos locais, animação de rua e finais de noite com músicas do mundo são motivos adicionais para vir descobrir um dos últimos segredos do Alentejo.
A Câmara Municipal de Alandroal junta a tudo isto um pacote de descontos em alojamento, nas unidades hoteleiras aderentes, assim como descontos nos restaurantes para quem estiver alojado no concelho, tudo para tornar ainda mais inesquecíveis estes nove dias. Consulte o site da Autarquia em www.cm-alandroal.pt ou a nossa página no facebook, em www.facebook.com/cmalandroal, para conhecer o programa detalhado da iniciativa e outras informações relevantes.

MUDA INFORMA 1


CRECHE DE SANTIAGO MAIOR PRESTES A ARRANCAR

Investimento de 447mil euros no futuro do concelho

A Câmara Municipal de Alandroal está a ultimar os preparativos para iniciar a construção, em Aldeia de Pias, junto ao Centro Escolar, da Creche de Santiago Maior, equipamento tão solicitado pelos munícipes da freguesia, que não dispõem ainda de um local tão importante para a formação dos mais jovens.

Na reunião de Câmara do passado dia 20 de Abril foi aprovado o projecto de construção e em 18 de Maio foi aprovado o procedimento para a abertura do concurso público para a construção da Creche de Santiago Maior. A obra tem um custo total previsto de 447.438,82 euros, com um financiamento de 80% através do programa InAlentejo, no âmbito da subvenção assinada entre os Municípios pertencentes à CIMAC, e tem um prazo de construção de um ano.

A Câmara Municipal de Alandroal entende que este é um investimento essencial para o concelho, se queremos ter capacidade de fixar jovens famílias e de proporcionar qualidade de vida. Por isso mesmo, estamos profundamente empenhados em fazer deste equipamento, prometido por anteriores executivos, uma realidade o mais brevemente possível.

Fonte: Gabinete de Imprensa da CMA

quinta-feira, 2 de junho de 2011

PARABÉNS MATIAS JOSÉ!!

REVISTA INDEPENDENTE E MULTICULTURAL DA ROMÉNIA
«Horizonte Literário Contemporâneo»
Poesia de Matias José

«DIN PATRIA LUI CAMOES»
Matias José

DIN PATRIA LUI CAMOES
Cutreieră noaptea
Tablourile ce mă-nconjoară!

MATIAS JOSE
(PORTUGALIA)

BREVE
Tudo é tão breve
Neste espaço de tempo,
Tudo tão fugaz!
E nem um lamento,
Um sinal de paz!
Tudo tão leve
Como o instante
Em que se crê,
Tudo ser capaz!

SCURT
Totu-i atât de scurt
În acest moment
Totul atât de efemer!
Şi niciun regret,
Sau urmă de răgaz!
Totul atât de fragil
Precum este clipa
În care te crezi
Nemuritor şi viteaz!

EM OUTRO TEMPO
As almas que fogem
Na noite dos meus sonhos,
Não são mais... nem menos;
São almas que me acolhem
De braços abertos!... Despertos!
Crianças de olhos risonhos
Com seus olhares amenos,
Durante a noite vagueiam
Pelos quadros que me rodeiam!

ALTĂDATĂ
Sufletele ce-aleargă
Prin negura viselor mele
Sunt doar atât;
Sunt suflete ce mă primesc
Cu braţele-ntinse! … Tăcut!
Copii cu ochi râzători
Cu suave priviri,
Cutreieră noaptea
Tablourile ce mă-nconjoară!

O REFÚGIO
Na água pouco profunda acoplada
Um corpo disforme jaz em silêncio...
Da vida o mais querer é não querer nada,
Esperar alí! ... Ficar só eternamente!
Olhando as flores brotar num campo imenso
Nos sons da noite da terra amada,
Abrir a janela, libertar a mente!
Vaguear em recônditos lugares
Sem hora marcada para chegares!

REFUGIUL
În apa puţin profundă şi densă
Un corp diform se odihneşte în tihnă…
Ce poţi dori mai mult decât să nu vrei nimic de la soartă,
Acolo s-aştepţi!… Singur întruna!
Privind florile-ncolţind pe-o câmpie-infinită
În zgomotele nopţii, din ţărâna dragă,
Să deschizi fereastra minţii – nebuna!
Să cutreieri prin locuri pierdute
Fără termene-n cuie bătute!

Traducere de Laura Leucă
MTTLC, Universitatea din Bucureşti

UM POETA PORTUGUÊS NO “HORIZONTE LITERÁRIO”
Matias José (pseudónimo de Carlos Camões Galhardas) é um novo poeta Português. Na sua criação, ele salva algo da herança literária do famoso poeta nacional Camões, autor de “Os Lusíadas”. O novo escritor também mostra ter bom conhecimento sobre a criação poética de Mihai Eminescu, poeta nacional romeno. Nós pensamos que este novo autor pode tornar-se uma voz distinta da poesia contemporânea de seu país.
Desde 2011, Carlos Camões é um colaborador da nossa revista multicultural.
Apresentação por Daniel Dragomirescu

UN POET PORTUGHEZ LA “ORIZONTUL LITERAR”
Matias José (pseudonimul lui Carlos Camões Galhardas) este un tânăr poet portughez, care cultivă în versurile sale ceva din moştenirea marelui înaintaş al cărui nume îl poartă, poetul naţional portughez Camoes, autorul celebrei Lusiade. Din cultura poetică a confratelui din Portugalia nu lipsesc nici cunoştinţele despre creaţia lui Mihai Eminescu şi credem că prin perseverenţă, acest tânăr autor va putea deveni o voce poetică distinctă a literaturii actuale din ţara sa.
Din 2011, Carlos Camões este colaborator al revistei noastre multiculturale.
Prezentare bilingvă de Daniel Dragomirescu

Matias José (a nickname of Carlos Camões Galhardas) is a young Portugues poet. In his creation, he saves something from the literary heritage of famous national poet Camoes, author of Luciada. The young author is informed also on the poetic creation of Mihai Eminescu, Romanian national poet. We think this young author could become a distinct voice of contemporary poetry from his country.
Since 2011, Carlos Camões is a contributor of our multicultural journal.
Prezentare bilingvă de Daniel Dragomirescu
Fonte: Pág. 19 da revista HLC 2/2011

Pág. 19 da Revista HLC 2/2011
Poemas de Matias José

sábado, 21 de maio de 2011

CASTELO: DISCURSO DO PRESIDENTE JOÃO GRILO

O espaço em que nos encontramos teve a sua primeira pedra lançada no dia 6 de Fevereiro de 1294 por ordem de D. Lourenço Afonso, Mestre da Ordem de Avis – no reinado de D. Dinis – e foi concluído em 24 de Fevereiro de 1298, ou seja 4 anos mais tarde.

Desde então, passaram mais de 700 anos. 700 anos da vida de um povo foram vividos a olhar para estas muralhas. 700 anos da vida de um povo foram vividos dentro destas muralhas. O espaço passou por muitas transformações, algumas ainda bem vivas na memória de muitos, outras que se foram perdendo no tempo.

Ao apresentarmos hoje um projecto de requalificação do espaço público e iluminação do castelo do Alandroal, estamos conscientes da responsabilidade que esta acção acarreta e do importante que é aproximar novamente este espaço da vida dos alandroalenses, dotando-o das infra-estruturas necessárias mas sem beliscar a sua essência.

Penso que o projecto do arquitecto Manuel Aires Mateus – que daqui a pouco nos fará uma breve apresentação do mesmo – capta na perfeição este espírito e é para nós um prazer enorme tê-lo a trabalhar connosco.

A riqueza do património material do concelho do Alandroal – com destaque para os “três castelos” – é tão evidente, quão evidente é o estado de degradação e abandono em que o mesmo se encontra. Não apontamos o dedo nem procuramos culpados. Estamos virados para o futuro e para o que podemos fazer daqui para a frente.

Este executivo que tenho a honra de liderar decidiu definir como prioridade contrariar esta realidade por todos os meios ao nosso alcance. Para além do castelo do Alandroal, estamos apostados em reabilitar a Fortaleza de Juromenha, vamos intervir em breve na Capela da Boanova, estamos a estudar possibilidades para o Castelo de Terena, estamos a preparar a requalificação da emblemática Fonte Monumental, a “Fonte das Bicas”, estamos a rever a Carta Arqueológica do Concelho e temos projectos para S. Miguel da Mota e para o Endovélico.

Não o fazemos por vaidade ou com o simples objectivo de embelezar monumentos para mostrar ao visitante. Preservar o património é, em simultâneo, dar-lhe novas funções e vivências para que este possa continuar a cumprir a sua missão, como o tem vindo a fazer ao longo dos séculos: ser espaço definidor de identidades, espaço de conhecimento, de partilha e de cultura.

Porque uma das nossas mais fortes apostas é na cultura. Não naquela visão redutora de cultura como “oferta cultural”. Não naquela visão redutora de cultura como uma forma de gastar o dinheiro dos impostos em actividades e eventos com fins recreativos. Mas sim numa visão de cultura como a expressão da memória de um povo, da sua história, do seu património, das suas raízes e do modo com estes se entrecruzam na sua vivência diária.

Uma visão de cultura como expressão da identidade de um povo e com justificado motivo de orgulho local. Uma visão de cultura como factor de diferenciação e motor de desenvolvimento. Porque é também de desenvolvimento sustentado que falamos. Apostar no património material e imaterial do concelho como um produto de elevada qualidade e dinamizar os espaços com vida cultural aumenta a atractividade e o número de visitantes, com reflexos directos no turismo e na economia local.

Por isso, não nos limitamos hoje a apresentar esta importante obra. É também nosso objectivo que este espaço venha a acolher, já no verão do próximo ano, um importante festival de música com características únicas no país e com o potencial de envolver toda a região. Um festival que vá de encontro aos munícipes, entrando na vida do concelho com a naturalidade de algo que aqui tem origem e não como algo importado de fora. Um festival que aposta na complementaridade de dois géneros musicais fundamentais da identidade cultural do mundo ocidental: a música erudita e o jazz, mas onde projectos de cariz mais popular também terão o seu espaço. Um festival que nasce no castelo mas que se estende até ao céu estrelado de uma qualquer das aldeias do concelho. Um festival onde a ópera chega ao público com toda a magia do teatro musical mas com proximidade e envolvência. Um festival que vai muito além do momento em que está a acontecer e que ao longo do ano envolve os músicos da região em acções de formação e de divulgação contribuindo para o seu desenvolvimento musical, ao mesmo tempo que trás até ao concelho residências de artistas consagrados ou estágios de jovens músicos de todo o país. Um evento para o qual temos a sorte de contar com a direcção artística do maestro Pedro Moreira, que entre outros aspectos relevantes de um vasto currículo na música, desempenha actualmente o cargo de director da Escola Superior de Música de Lisboa (e que temos o prazer de ter aqui connosco hoje).

E agora a pergunta que todos se colocam: muito bem, mas onde está o dinheiro para fazer tudo isto? Bem, acreditamos que com os patrocínios certos e os financiamentos disponíveis este festival será uma realidade sem implicar um avultado investimento da autarquia. Trabalhar bem e com pouco dinheiro é o nosso dia-a-dia! Aliás, permitam-me que clarifique algo que também anda em muitas cabeças: sim, o espectáculo de hoje é totalmente financiado por fundos comunitários a que o município tem acesso para a dinamização dos castelos e apenas para esse fim!

Quero ainda salientar que não ficamos por aqui, no que à cultura diz respeito. Vamos arrancar já com uma “Agenda Cultural de Verão” que vai trazer animação ao coração da vila. Quero anunciar também aqui hoje, o regresso do Fórum Cultural à actividade regular já em Setembro próximo, mas em moldes muito diferentes dos anteriores. Em primeiro lugar, com uma aposta clara em actividades que envolvam as pessoas muito para além do papel de espectador passivo. Em segundo lugar com o reavivar de tradições adormecidas. E em terceiro lugar, com a aposta na qualidade e na excelência. Em Setembro vamos relançar a programação regular de cinema com um novo sistema digital 3D.

Por fim, permitam-me alguns agradecimentos: À Sra. Directora Regional de Cultura e a toda a sua equipa, aqui representada pelo Dr. António Carlos Silva. Sem a estreita colaboração que sempre nos proporcionaram neste e noutros projectos em que estamos envolvidos, a meu ver exemplar naquilo que deve ser o trabalho entre os serviços desconcentrados da administração central e as autarquias. Ao arquitecto Manuel Aires Mateus, por ter abraçado este projecto sem hesitar e pelo modo como se está a envolver com este Concelho. Ao maestro Pedro Moreira, pela total disponibilidade e grande entusiasmo para dirigir o festival que hoje apresentamos. Ao José Pedro Gil, por entre outras muitas qualidades, ter o dom de saber juntar as pessoas certas para que as coisas aconteçam e por fazer o favor de ser um grande amigo nosso. A toda a minha equipa política e técnica que acompanhou de forma inexcedível todo o processo que nos trouxe até aqui, hoje. Recordo que este é um projecto idealizado, projectado e candidatado na sua totalidade no decurso deste mandato! Ao Mário Laginha e aos Aduf que vamos ter o prazer de escutar daqui a pouco.

A todos os presentes, porque é desse lado que vem a força para continuarmos com determinação no rumo que definimos para o concelho. Quero lembrar-vos que todo este trabalho tem como objectivo final desenvolver o património mais importante de todos: as nossas gentes!

(Foto: Rádio Campanário)

terça-feira, 3 de maio de 2011

MUDA DÁ LIBERDADE!


À semelhança do que aconteceu por altura das eleições presidenciais, lembramos que o Movimento Unidade e Desenvolvimento de Alandroal (MUDA) foi criado para constituir uma resposta válida e credível aos problemas e desafios que o concelho enfrenta.
Lembramos ainda que o âmbito do movimento é LOCAL, e é nesse âmbito que foi validado pelo voto dos eleitores e que se tem vindo a afirmar como a tendência que mais facilmente coloca os interesses do concelho acima de todos os outros, congregando um conjunto de pessoas e vontades que melhor resposta podem dar aos desafios que o concelho enfrenta. Sendo certo que todos aqueles que partilhem destes princípios têm no movimento um espaço para o demonstrarem a qualquer momento. Todos são bem-vindos quando se trata de arregaçar as mangas para lutar pelo concelho.
O Movimento foi criado fazendo assentar os seus princípios na pluralidade de opções e tendências, e acolheu de braços abertos apoiantes de todos os quadrantes políticos ou sem opção partidária.
Neste contexto, não faria sentido que este movimento tomasse uma posição pública de apoio a um candidato em particular nas próximas eleições presidenciais.
Assim, deixamos claro que:
1) O MUDA NÃO APOIA QUALQUER PARTIDO POLÍTICO NAS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS DE 5 DE JUNHO.
2) Os apoiantes do movimento devem sentir-se TOTALMENTE LIVRES PARA APOIAR O PARTIDO COM QUE MAIS SE IDENTIFIQUEM.
3) NENHUMA POSIÇÃO PÚBLICA DE QUALQUER APOIANTE OU DIRIGENTE VINCULA O MOVIMENTO de qualquer forma.

Enquanto Movimento, contamos trabalhar da melhor maneira possível com todos os partidos na afirmação dos interesses do concelho.

domingo, 1 de maio de 2011

MUDA INFORMA

SOBRE A BANDA

Como é do conhecimento geral, as celebrações do 25 de Abril ficaram este ano marcadas pela ausência da Banda da Escola de Música do Centro Cultural de Alandroal no acompanhamento ao executivo camarário nas cerimónias de hastear da bandeira nas sedes das juntas de freguesia do concelho. A banda esteve presente apenas no hastear da bandeira na sede concelho, deslocando-se em seguida para Bencatel para participar nas festas daquela localidade. O presidente e os vereadores deslocaram-se a todas as sedes de freguesia onde a cerimónia se realizou sem acompanhamento musical. Chegados à sede da junta de Freguesia de Alandroal (Nossa Senhora da Conceição) no encerrar do percurso, como é hábito, encontraram as bandeiras já desfraldadas e a junta encerrada.

O presidente, em conversa com os músicos e elementos da direcção da banda imediatamente após o hastear da bandeira, teve oportunidade de manifestar o seu profundo desagrado com esta atitude que não dignifica a banda perante todos os munícipes deste concelho que em larga medida contribuem para a sua sustentabilidade.

Nunca antes a banda tinha deixado de estar presente nos momentos solenes da vida deste concelho, conferindo-lhes, dessa forma, a dignidade que merecem.

Ao assumir um compromisso fora do concelho para este dia e esta hora, estava a direcção do Centro Cultural de Alandroal plenamente consciente que deste modo não poderia honrar este compromisso que tem para com a Câmara Municipal, mas sobretudo, para com a população do concelho, que suporta com os seus impostos o pagamento dos vencimentos do mestre e dos professores, dos instrumentos e das fardas, das instalações e dos transportes e outros apoios de que a banda tem vindo a beneficiar. A Direcção do Centro Cultural está, com esta postura, a deixar que outros interesses menos claros se sobreponham aos deveres da colectividade.

Este comportamento é revelador do clima de confronto que a Direcção do Centro Cultural decidiu adoptar perante este Executivo.

A Câmara Municipal, na pessoa do seu Presidente, tem feito um grande esforço para celebrar com o Centro Cultural um protocolo de colaboração que permita a continuidade da banda, ao mesmo tempo que garanta que a mesma esteja ao serviço das actividades e festividades do concelho.

É aceitável que uma banda que é suportada quase em exclusivo com dinheiros públicos ainda cobre às comissões de festas 3500 euros para actuar em Terena na Festa da Boa Nova? Ou 1200 euros para actuar na Aldeia da Venda na Festa da Santa Cruz? Quando outras bandas de fora do concelho apresentam orçamentos bastante mais baixos? Por que razão sofreram estes orçamentos aumentos significativos após o início de funções deste executivo ao ponto de no ano passado a banda não ter estado em praticamente nenhuma das festividades do concelho? Pode esta Câmara Municipal financiar por um lado toda a actividade de uma banda e escola de música e por outro ver-se obrigada a subsidiar as colectividades para poderem pagar as actuações dessa mesma banda de música? Onde acaba a dedicação à causa do associativismo, da educação pela música e do espírito de participação cívica e começa o negócio?

Depois de vários meses de negociações de um protocolo, de avanços e recuos e outros episódios menos dignificantes que um dia serão conhecidos em toda a sua extensão, parece ter-se chegado a um impasse.

Saliente-se que tal protocolo nunca existiu antes, sendo a banda apoiada pontualmente quando havia necessidade através de subsídios e não tendo, como tal, qualquer compromisso assumido com a Autarquia. Ora, esta situação é, no quadro legal actual, absolutamente insustentável. Para que a Câmara possa apoiar a banda o Centro Cultural deve reunir alguns requisitos legais e ao mesmo tempo assumir o compromisso de que os dinheiros públicos que lhe são entregues são de algum modo replicados e devolvidos à comunidade.

Na curta troca de impressões do dia 25 de Abril, o Presidente da Câmara Municipal disponibilizou-se para mais uma vez reunir com a direcção para tentar ultrapassar esse impasse e fechar um acordo.

Por fim, é importante clarificar também tudo o que tem sido dito em relação à situação do mestre. O mestre é desde há vários meses sabedor do imperativo legal a que a Câmara está sujeita de fazer cessar o seu e outros contratos (cinco) que se encontram em igual circunstância. Também desde essa altura está informado que antes de esse contrato terminar seria convidado a assinar um novo contrato. Que fique claro que nunca esta câmara teve intenção de dispensar os serviços do actual mestre da banda. Qualquer outro aproveitamento desta questão só pode ter como objectivo contribuir para a desinformação e manipular os sentimentos das pessoas, em especial dos músicos, que sendo na sua maioria muito jovens, são também mais influenciáveis.

Por fim, para os que querem ver na postura que a Câmara tem adoptado em relação a esta questão sinais de atitudes persecutórias ou de ingerência na vida de uma colectividade, que fique claro que não são tais acusações que nos vão desviar do caminho da justiça, da verdade e do rigor na aplicação dos dinheiros públicos em prol do desenvolvimento social e cultural deste concelho.

A Câmara Municipal de Alandroal pede a todos os munícipes, em especial a todos aqueles que estão, estiveram, ou pensam vir a estar ligados à banda e que se interessam por este assunto que se informem o melhor possível de tudo o que aconteceu e está a acontecer, sendo certo que o clima de boato e contra-informação instalado só beneficia quem de facto está interessado em destruir. A Autarquia e o seu executivo estão, como é seu apanágio e obrigação, na posição diametralmente oposta.

Fonte: Gabinete de Imprensa do Município de Alandroal

quarta-feira, 27 de abril de 2011

25 de Abril 2011 - Intervenção do Presidente da Câmara

Exmo. Sr. Presidente da Assembleia Municipal,

Srs. Vereadores, Srs. Presidentes de Junta e restantes autarcas,

Minhas senhoras e meus senhores,

Caras amigas, caros amigos,

Quero antes de mais felicitar a Sra. Presidente da Junta pelo trabalho seu trabalho que hoje inauguramos e pelo modo como estamos a ser e sempre fomos, bem recebidos nesta terra. Este trabalho é a prova de que com o apoio certo da câmara, as juntas de freguesia, com a sua dinâmica própria, podem fazer a diferença ao serviço das populações.

Celebramos o 25 de Abril num momento de profunda crise que a todos nos levanta dúvidas quanto ao futuro! Não adianta perguntar como chegámos aqui. Já todos vamos percebendo como. Importa saber como vamos seguir em frente.

Todos sabemos também que no concelho enfrentamos dificuldades acrescidas face ao estado de quase falência em que ficámos. A autarquia, por sua vez, lida todos os dias o melhor que pode com uma situação financeira no limite de sustentabilidade enquanto procura recuperar dos excessos do passado.

Se não fosse a pesada dívida que temos às costas teríamos, à partida, mais margem de manobra e mais capacidade de resposta. Não é motivo para baixarmos os braços...

Nas últimas eleições os munícipes deste concelho escolheram ser governados por quem lhes prometeu verdade, honestidade, transparência e muito trabalho para mudar o concelho.

Porque prometemos verdade, não escondemos as dificuldades que enfrentamos.

Porque prometemos honestidade, não prometemos aquilo que não podemos cumprir.

Porque prometemos transparência prestamos contas todos os dias das nossas acções.

Porque prometemos muito trabalho, é a trabalhar no concelho e para o concelho que ocupamos o nosso tempo.

E porque prometemos a mudança, sabemos que apesar das dificuldades não nos podemos afastar desse caminho.

Tenho sentido que é um caminho difícil e cheio de obstáculos. Sempre foi assim o caminho dos justos. Não esperava outra coisa.

Há quem prefira meias verdades à verdade completa.

Há quem prefira que lhes vendam ilusões à honestidade.

Há quem prefira a dissimulação à transparência.

E há quem prefira fingir que trabalha a trabalhar a sério.

Mas tenho sentido também muito apoio e muita compreensão e como tal acredito que a grande maioria dos nossos munícipes não só quer que continuemos assim, como exige que continuemos assim, porque já foram demasiado enganados no passado.

E é esse o nosso compromisso que hoje aqui reforço: continuar a trabalhar com verdade, honestidade, transparência e dedicação absoluta.

37 anos depois do 25 de Abril de 1974, pode haver quem se sinta desiludido com o ponto em que estamos. Quem pense que muitas das promessas de Abril estão ainda por cumprir e outras parecem hoje mais distantes.

É verdade que enfrentamos tempos incertos, mas não tenhamos a mais pequena dúvida, as dificuldades da vida democrática são sempre preferíveis às promessas da ditadura.

A liberdade precisa de ser reforçada todos os dias com empenho, com disponibilidade, com acções concretas.

Este é um momento em que a sociedade civil deve dar o seu contributo máximo e não ficar apenas à espera que os políticos resolvam!

Hoje, mais do que nunca, devemos estar unidos pelo concelho, unidos pelo país, unidos pela democracia, unidos pela nossa forma de vida e pelo futuro dos nossos filhos!

É neste sentido que temos trabalhado de modo especial para enfrentar a crise. Apesar das dificuldades, temos procurado desenvolver, desde o início do mandato, um trabalho de resposta atempada, de proximidade e de compromisso com o que a população espera da Autarquia.

Procuramos não defraudar as expectativas dos fornecedores locais e pagar a tempo e horas.

Estamos atentos aos nossos compromissos na educação, na acção social (cartão social do idoso) e noutras respostas.

Não descurarmos a construção de um projecto de futuro para o concelho com os pés bem assentes na terra, através de um significativo conjunto de medidas de apoio aos empresários e à economia local.

Para além de tudo o que já está no terreno, estamos a preparar novas medidas para aumentar a nossa capacidade de resposta social em tempo de crise.

Temos em fase de discussão pública um Regulamento de Intervenção Social no Município de Alandroal que pretende constituir-se como um plano de acção social direccionado às famílias em situação de pobreza ou carência financeira motivadas por situações de desemprego de um ou dois elementos do agregado familiar.

Paralelamente, estamos a preparar um protocolo com o Centro Social e Paroquial de Alandroal para um reforço da valência “família e comunidade” que apoia directamente os mais necessitados.

Vamos formalizar um protocolo de colaboração com os Bombeiros Voluntários de Alandroal para garantir que estes vão ter condições para estar próximo das pessoas quando são necessários.

E por fim, porque em tempo de crise é particularmente importante que estejamos todos do mesmo lado na procura de soluções, vou promover a criação de um Conselho Consultivo Municipal, constituído por membros da sociedade civil do concelho, para enriquecer o debate e ampliar a reflexão sobre o rumo a traçar.

Nos nossos quase 900 anos de história já mostrámos muitas vezes que somos um povo capaz de enfrentar as maiores dificuldades e seguir em frente.

O povo sempre soube, nas mais diversas situações, escolher os políticos que o país ou que o concelho precisavam. Acreditamos que somos, hoje, o exemplo disso!

É nos momentos difíceis da vida e da política que os homens e mulheres se distinguem uns dos outros. Os que lutam por construir e não deixam de acreditar num futuro melhor para todos e os que, pelo contrário, vêm na política um meio para outros fins.

Quero destacar aqui dois homens, dois filhos desta terra onde estamos, que tem sabido estar do lado certo nos momentos difíceis colocando os interesses do concelho acima de tudo.

O Vereador Costa que tem colocado a sua experiência e trabalho continuado ao serviço do desenvolvimento desta freguesia e deste concelho, mesmo quando já tinha provas dadas e quando teria sido muito mais fácil nada fazer.

O Vereador Galhardas que nunca virou as costas às dificuldades e no momento certo não hesitou fazê-lo mais uma vez.

Quero dizer-vos que tenho absoluta confiança nestes dois homens para enfrentarmos juntos os desafios que ai vêem.

Estendo esta confiança a toda a minha restante equipa e a todos vós. Porque a vossa ajuda é fundamental para o sucesso da nossa missão. Juntos fazemos a diferença todos os dias.

Viva o 25 de Abril,

Viva o Concelho do Alandroal,

Viva Portugal.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

25 de Abril 2011


O MUDA convida toda a população a associar-se às comemorações do 25 de Abril promovidas pela autarquia!

Manuel Aires Mateus assina Requalificação do Castelo de Alandroal


Município vai Avançar com Requalificação do Interior e Iluminação com Financiamento Comunitário

Aires Mateus é um dos mais conceituados arquitectos portugueses da actualidade sendo responsável por projectos tão emblemáticos como o Centro de Monitorização e Investigação das Furnas, na Ilha São Miguel Açores, ou o Museu do Farol de Santa Marta, em Cascais. Vence o concurso de ideias para a reabilitação do Parque Mayer, em Lisboa e, entre outros prémios nacionais e internacionais conta com uma menção honrosa no concurso para o Grande Museu Egípcio, no Cairo.


A intervenção envolve um montante próximo dos 400 mil euros e será financiada no âmbito do INALENTEJO, regulamento Política de Cidades – Redes Urbanas para a Competitividade e a Inovação, com uma taxa de comparticipação de 85%.

Este projecto foi desenvolvido em parceria com o IGESPAR e a Direcção Regional de Cultura do Alentejo e conta com o parecer favorável destas entidades.

Também em parceria com a Direcção Regional de Cultura está a ser desenvolvido um Plano estratégico para o Castelo de Alandroal que visa enquadrar futuras intervenções ainda necessárias, como por exemplo, a reabilitação do caminho de ronda.


João Grilo, presidente da autarquia, referiu que “muito se tem falado de requalificação do vasto e riquíssimo património arquitectónico e monumental do concelho, mas este é o primeiro passo concreto e significativo nesse sentido, facto que muito orgulha este executivo, uma vez que é um projecto desenvolvido de raiz neste mandato e representativo do rumo que queremos traçar. A requalificação do castelo e os eventos culturais que estamos a perspectivar para este espaço são uma das melhores formas de projectar este concelho”.

Fonte: Diário do Sul, 22.04.2011