A todos muito obrigado!

“Por Terras do Endovélico” Volta a Promover Alandroal


O espaço em que nos encontramos teve a sua primeira pedra lançada no dia 6 de Fevereiro de 1294 por ordem de D. Lourenço Afonso, Mestre da Ordem de Avis – no reinado de D. Dinis – e foi concluído em 24 de Fevereiro de 1298, ou seja 4 anos mais tarde.
Desde então, passaram mais de 700 anos. 700 anos da vida de um povo foram vividos a olhar para estas muralhas. 700 anos da vida de um povo foram vividos dentro destas muralhas. O espaço passou por muitas transformações, algumas ainda bem vivas na memória de muitos, outras que se foram perdendo no tempo.
Ao apresentarmos hoje um projecto de requalificação do espaço público e iluminação do castelo do Alandroal, estamos conscientes da responsabilidade que esta acção acarreta e do importante que é aproximar novamente este espaço da vida dos alandroalenses, dotando-o das infra-estruturas necessárias mas sem beliscar a sua essência.
Penso que o projecto do arquitecto Manuel Aires Mateus – que daqui a pouco nos fará uma breve apresentação do mesmo – capta na perfeição este espírito e é para nós um prazer enorme tê-lo a trabalhar connosco.
A riqueza do património material do concelho do Alandroal – com destaque para os “três castelos” – é tão evidente, quão evidente é o estado de degradação e abandono em que o mesmo se encontra. Não apontamos o dedo nem procuramos culpados. Estamos virados para o futuro e para o que podemos fazer daqui para a frente.
Este executivo que tenho a honra de liderar decidiu definir como prioridade contrariar esta realidade por todos os meios ao nosso alcance. Para além do castelo do Alandroal, estamos apostados em reabilitar a Fortaleza de Juromenha, vamos intervir em breve na Capela da Boanova, estamos a estudar possibilidades para o Castelo de Terena, estamos a preparar a requalificação da emblemática Fonte Monumental, a “Fonte das Bicas”, estamos a rever a Carta Arqueológica do Concelho e temos projectos para S. Miguel da Mota e para o Endovélico.
Não o fazemos por vaidade ou com o simples objectivo de embelezar monumentos para mostrar ao visitante. Preservar o património é, em simultâneo, dar-lhe novas funções e vivências para que este possa continuar a cumprir a sua missão, como o tem vindo a fazer ao longo dos séculos: ser espaço definidor de identidades, espaço de conhecimento, de partilha e de cultura.
Porque uma das nossas mais fortes apostas é na cultura. Não naquela visão redutora de cultura como “oferta cultural”. Não naquela visão redutora de cultura como uma forma de gastar o dinheiro dos impostos em actividades e eventos com fins recreativos. Mas sim numa visão de cultura como a expressão da memória de um povo, da sua história, do seu património, das suas raízes e do modo com estes se entrecruzam na sua vivência diária.
Uma visão de cultura como expressão da identidade de um povo e com justificado motivo de orgulho local. Uma visão de cultura como factor de diferenciação e motor de desenvolvimento. Porque é também de desenvolvimento sustentado que falamos. Apostar no património material e imaterial do concelho como um produto de elevada qualidade e dinamizar os espaços com vida cultural aumenta a atractividade e o número de visitantes, com reflexos directos no turismo e na economia local.
Por isso, não nos limitamos hoje a apresentar esta importante obra. É também nosso objectivo que este espaço venha a acolher, já no verão do próximo ano, um importante festival de música com características únicas no país e com o potencial de envolver toda a região. Um festival que vá de encontro aos munícipes, entrando na vida do concelho com a naturalidade de algo que aqui tem origem e não como algo importado de fora. Um festival que aposta na complementaridade de dois géneros musicais fundamentais da identidade cultural do mundo ocidental: a música erudita e o jazz, mas onde projectos de cariz mais popular também terão o seu espaço. Um festival que nasce no castelo mas que se estende até ao céu estrelado de uma qualquer das aldeias do concelho. Um festival onde a ópera chega ao público com toda a magia do teatro musical mas com proximidade e envolvência. Um festival que vai muito além do momento em que está a acontecer e que ao longo do ano envolve os músicos da região em acções de formação e de divulgação contribuindo para o seu desenvolvimento musical, ao mesmo tempo que trás até ao concelho residências de artistas consagrados ou estágios de jovens músicos de todo o país. Um evento para o qual temos a sorte de contar com a direcção artística do maestro Pedro Moreira, que entre outros aspectos relevantes de um vasto currículo na música, desempenha actualmente o cargo de director da Escola Superior de Música de Lisboa (e que temos o prazer de ter aqui connosco hoje).
E agora a pergunta que todos se colocam: muito bem, mas onde está o dinheiro para fazer tudo isto? Bem, acreditamos que com os patrocínios certos e os financiamentos disponíveis este festival será uma realidade sem implicar um avultado investimento da autarquia. Trabalhar bem e com pouco dinheiro é o nosso dia-a-dia! Aliás, permitam-me que clarifique algo que também anda em muitas cabeças: sim, o espectáculo de hoje é totalmente financiado por fundos comunitários a que o município tem acesso para a dinamização dos castelos e apenas para esse fim!
Quero ainda salientar que não ficamos por aqui, no que à cultura diz respeito. Vamos arrancar já com uma “Agenda Cultural de Verão” que vai trazer animação ao coração da vila. Quero anunciar também aqui hoje, o regresso do Fórum Cultural à actividade regular já em Setembro próximo, mas em moldes muito diferentes dos anteriores. Em primeiro lugar, com uma aposta clara em actividades que envolvam as pessoas muito para além do papel de espectador passivo. Em segundo lugar com o reavivar de tradições adormecidas. E em terceiro lugar, com a aposta na qualidade e na excelência. Em Setembro vamos relançar a programação regular de cinema com um novo sistema digital 3D.
Por fim, permitam-me alguns agradecimentos: À Sra. Directora Regional de Cultura e a toda a sua equipa, aqui representada pelo Dr. António Carlos Silva. Sem a estreita colaboração que sempre nos proporcionaram neste e noutros projectos em que estamos envolvidos, a meu ver exemplar naquilo que deve ser o trabalho entre os serviços desconcentrados da administração central e as autarquias. Ao arquitecto Manuel Aires Mateus, por ter abraçado este projecto sem hesitar e pelo modo como se está a envolver com este Concelho. Ao maestro Pedro Moreira, pela total disponibilidade e grande entusiasmo para dirigir o festival que hoje apresentamos. Ao José Pedro Gil, por entre outras muitas qualidades, ter o dom de saber juntar as pessoas certas para que as coisas aconteçam e por fazer o favor de ser um grande amigo nosso. A toda a minha equipa política e técnica que acompanhou de forma inexcedível todo o processo que nos trouxe até aqui, hoje. Recordo que este é um projecto idealizado, projectado e candidatado na sua totalidade no decurso deste mandato! Ao Mário Laginha e aos Aduf que vamos ter o prazer de escutar daqui a pouco.
A todos os presentes, porque é desse lado que vem a força para continuarmos com determinação no rumo que definimos para o concelho. Quero lembrar-vos que todo este trabalho tem como objectivo final desenvolver o património mais importante de todos: as nossas gentes!
(Foto: Rádio Campanário)


Exmo. Sr. Presidente da Assembleia Municipal,
Srs. Vereadores, Srs. Presidentes de Junta e restantes autarcas,
Minhas senhoras e meus senhores,
Caras amigas, caros amigos,
Quero antes de mais felicitar a Sra. Presidente da Junta pelo trabalho seu trabalho que hoje inauguramos e pelo modo como estamos a ser e sempre fomos, bem recebidos nesta terra. Este trabalho é a prova de que com o apoio certo da câmara, as juntas de freguesia, com a sua dinâmica própria, podem fazer a diferença ao serviço das populações.
Celebramos o 25 de Abril num momento de profunda crise que a todos nos levanta dúvidas quanto ao futuro! Não adianta perguntar como chegámos aqui. Já todos vamos percebendo como. Importa saber como vamos seguir em frente.
Todos sabemos também que no concelho enfrentamos dificuldades acrescidas face ao estado de quase falência em que ficámos. A autarquia, por sua vez, lida todos os dias o melhor que pode com uma situação financeira no limite de sustentabilidade enquanto procura recuperar dos excessos do passado.
Se não fosse a pesada dívida que temos às costas teríamos, à partida, mais margem de manobra e mais capacidade de resposta. Não é motivo para baixarmos os braços...
Nas últimas eleições os munícipes deste concelho escolheram ser governados por quem lhes prometeu verdade, honestidade, transparência e muito trabalho para mudar o concelho.
Porque prometemos verdade, não escondemos as dificuldades que enfrentamos.
Porque prometemos honestidade, não prometemos aquilo que não podemos cumprir.
Porque prometemos transparência prestamos contas todos os dias das nossas acções.
Porque prometemos muito trabalho, é a trabalhar no concelho e para o concelho que ocupamos o nosso tempo.
E porque prometemos a mudança, sabemos que apesar das dificuldades não nos podemos afastar desse caminho.
Tenho sentido que é um caminho difícil e cheio de obstáculos. Sempre foi assim o caminho dos justos. Não esperava outra coisa.
Há quem prefira meias verdades à verdade completa.
Há quem prefira que lhes vendam ilusões à honestidade.
Há quem prefira a dissimulação à transparência.
E há quem prefira fingir que trabalha a trabalhar a sério.
Mas tenho sentido também muito apoio e muita compreensão e como tal acredito que a grande maioria dos nossos munícipes não só quer que continuemos assim, como exige que continuemos assim, porque já foram demasiado enganados no passado.
E é esse o nosso compromisso que hoje aqui reforço: continuar a trabalhar com verdade, honestidade, transparência e dedicação absoluta.
37 anos depois do 25 de Abril de 1974, pode haver quem se sinta desiludido com o ponto em que estamos. Quem pense que muitas das promessas de Abril estão ainda por cumprir e outras parecem hoje mais distantes.
É verdade que enfrentamos tempos incertos, mas não tenhamos a mais pequena dúvida, as dificuldades da vida democrática são sempre preferíveis às promessas da ditadura.
A liberdade precisa de ser reforçada todos os dias com empenho, com disponibilidade, com acções concretas.
Este é um momento em que a sociedade civil deve dar o seu contributo máximo e não ficar apenas à espera que os políticos resolvam!
Hoje, mais do que nunca, devemos estar unidos pelo concelho, unidos pelo país, unidos pela democracia, unidos pela nossa forma de vida e pelo futuro dos nossos filhos!
É neste sentido que temos trabalhado de modo especial para enfrentar a crise. Apesar das dificuldades, temos procurado desenvolver, desde o início do mandato, um trabalho de resposta atempada, de proximidade e de compromisso com o que a população espera da Autarquia.
Procuramos não defraudar as expectativas dos fornecedores locais e pagar a tempo e horas.
Estamos atentos aos nossos compromissos na educação, na acção social (cartão social do idoso) e noutras respostas.
Não descurarmos a construção de um projecto de futuro para o concelho com os pés bem assentes na terra, através de um significativo conjunto de medidas de apoio aos empresários e à economia local.
Para além de tudo o que já está no terreno, estamos a preparar novas medidas para aumentar a nossa capacidade de resposta social em tempo de crise.
Temos em fase de discussão pública um Regulamento de Intervenção Social no Município de Alandroal que pretende constituir-se como um plano de acção social direccionado às famílias em situação de pobreza ou carência financeira motivadas por situações de desemprego de um ou dois elementos do agregado familiar.
Paralelamente, estamos a preparar um protocolo com o Centro Social e Paroquial de Alandroal para um reforço da valência “família e comunidade” que apoia directamente os mais necessitados.
Vamos formalizar um protocolo de colaboração com os Bombeiros Voluntários de Alandroal para garantir que estes vão ter condições para estar próximo das pessoas quando são necessários.
E por fim, porque em tempo de crise é particularmente importante que estejamos todos do mesmo lado na procura de soluções, vou promover a criação de um Conselho Consultivo Municipal, constituído por membros da sociedade civil do concelho, para enriquecer o debate e ampliar a reflexão sobre o rumo a traçar.
Nos nossos quase 900 anos de história já mostrámos muitas vezes que somos um povo capaz de enfrentar as maiores dificuldades e seguir em frente.
O povo sempre soube, nas mais diversas situações, escolher os políticos que o país ou que o concelho precisavam. Acreditamos que somos, hoje, o exemplo disso!
É nos momentos difíceis da vida e da política que os homens e mulheres se distinguem uns dos outros. Os que lutam por construir e não deixam de acreditar num futuro melhor para todos e os que, pelo contrário, vêm na política um meio para outros fins.
Quero destacar aqui dois homens, dois filhos desta terra onde estamos, que tem sabido estar do lado certo nos momentos difíceis colocando os interesses do concelho acima de tudo.
O Vereador Costa que tem colocado a sua experiência e trabalho continuado ao serviço do desenvolvimento desta freguesia e deste concelho, mesmo quando já tinha provas dadas e quando teria sido muito mais fácil nada fazer.
O Vereador Galhardas que nunca virou as costas às dificuldades e no momento certo não hesitou fazê-lo mais uma vez.
Quero dizer-vos que tenho absoluta confiança nestes dois homens para enfrentarmos juntos os desafios que ai vêem.
Estendo esta confiança a toda a minha restante equipa e a todos vós. Porque a vossa ajuda é fundamental para o sucesso da nossa missão. Juntos fazemos a diferença todos os dias.
Viva o 25 de Abril,
Viva o Concelho do Alandroal,
Viva Portugal.

Aires Mateus é um dos mais conceituados arquitectos portugueses da actualidade sendo responsável por projectos tão emblemáticos como o Centro de Monitorização e Investigação das Furnas, na Ilha São Miguel Açores, ou o Museu do Farol de Santa Marta, em Cascais. Vence o concurso de ideias para a reabilitação do Parque Mayer, em Lisboa e, entre outros prémios nacionais e internacionais conta com uma menção honrosa no concurso para o Grande Museu Egípcio, no Cairo.
A intervenção envolve um montante próximo dos 400 mil euros e será financiada no âmbito do INALENTEJO, regulamento Política de Cidades – Redes Urbanas para a Competitividade e a Inovação, com uma taxa de comparticipação de 85%.
Este projecto foi desenvolvido em parceria com o IGESPAR e a Direcção Regional de Cultura do Alentejo e conta com o parecer favorável destas entidades.
Também em parceria com a Direcção Regional de Cultura está a ser desenvolvido um Plano estratégico para o Castelo de Alandroal que visa enquadrar futuras intervenções ainda necessárias, como por exemplo, a reabilitação do caminho de ronda.
João Grilo, presidente da autarquia, referiu que “muito se tem falado de requalificação do vasto e riquíssimo património arquitectónico e monumental do concelho, mas este é o primeiro passo concreto e significativo nesse sentido, facto que muito orgulha este executivo, uma vez que é um projecto desenvolvido de raiz neste mandato e representativo do rumo que queremos traçar. A requalificação do castelo e os eventos culturais que estamos a perspectivar para este espaço são uma das melhores formas de projectar este concelho”.
Fonte: Diário do Sul, 22.04.2011


| Cordão humano em Alandroal contra alterações ao transporte de doentes não urgentes |
| Sábado, 02 Abril 2011 21:19 |
| Várias centenas de pessoas participaram hoje na vila alentejana de Alandroal num cordão humano, em protesto contra as alterações introduzidas no transporte de doentes não urgentes. O cordão humano, que integrou pessoas das várias localidades do concelho de Alandroal, decorreu entre a Praça da República e o Centro de Saúde da localidade. O presidente do município, João Grilo, que integrou a iniciativa, disse à Agência Lusa que o objetivo do cordão humano foi o de “chamar a atenção para os problemas que se vivem atualmente em relação ao transporte de doentes não urgentes”. “Temos um registo contínuo e constante de situações de pessoas que deveriam beneficiar de transporte face às suas situações clínicas e que não estão a ter esse benefício”, salientou o autarca, eleito por um movimento independente. João Grilo referiu ainda que “não se pode permitir que pessoas que têm direito a transporte para consultas, exames médicos e tratamentos, fiquem privadas desse direito, e não tendo condições económicas para as deslocações, fiquem em casa”. “O mais importante é que todas as entidades se conjuguem para que nem uma pessoa que tenha direito a transporte para consulta ou para fazer tratamento ou exame médico, fique privada desse direito”, realçou. Segundo o autarca, vai decorrer na sexta-feira outra reunião, sobre esta situação, entre a autarquia e as entidades responsáveis pela saúde no concelho e no distrito de Évora. O deputado do PCP eleito pelo círculo de Évora João Oliveira, que participou também no cordão humano, considerou que “medidas deste tipo, de corte no transporte de doentes e nos direitos à saúde fazem-se sentir no concelho de Alandroal de uma forma duplamente gravosa”. “Trata-se de uma região com uma população envelhecida, com poucos recursos económicos e que não tem condições de custear aquilo que é um direito que a Constituição prevê, o direito à saúde”, salientou. Rita Martins, 62 anos, residente em Alandroal, participou no cordão humano para exigir que seja “resolvida a situação do corte nas credenciais” para o transporte de doentes não urgentes. Outro residente no concelho, Manuel João Palhoco, 77 anos, que integrou a iniciativa, disse à Lusa que “é um problema a falta de transporte para os doentes”, acrescentando que “as reformas são baixas e não chegam para pagar as deslocações”. O vereador do município de Alandroal, Custódio Costa (CDU), numa intervenção junto ao Centro de Saúde, exigiu a “revogação o mais rapidamente possível do despacho do Governo” relacionado com o transporte de doentes não-urgentes. Assinado pelo secretário de Estado da Saúde, Óscar Gaspar, o despacho, que entrou em vigor a 01 de janeiro, determina que o acesso ao transporte pago pelo Ministério da Saúde passa a ter que responder obrigatoriamente a dois requisitos: prescrição clínica e insuficiência económica. |
| Fonte: Diana FM |