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domingo, 20 de fevereiro de 2011

II MOSTRA GASTRONÓMICA DO PEIXE DO RIO


Intervenção do Presidente da Câmara, João Grilo, na cerimónia de abertura


É com enorme prazer que lançamos hoje a II Mostra Gastronómica do Peixe do Rio do Concelho de Alandroal.

Esta iniciativa emana da estratégia global que definimos para a promoção do concelho pelo que ele tem de genuíno, singular e irrepetível em qualquer outro lugar.

Nasceu da constatação óbvia da enorme riqueza e tradição gastronómica associada ao peixe do rio aqui existente e do modo como ela parecia adormecida como muitas outras riquezas deste concelho. Recordo que há um ano atrás, embora se comesse peixe do rio por todo o concelho, apenas um restaurante o tinha incluído na sua carta e o servia com regularidade.

Ora, esta tradição milenar estava apenas à espera de ser reavivada nas nossas mentes, gestos e palatos de modo a poder ser também partilhada com quem nos visita. Foi isso que a Câmara Municipal quis fazer.

Fizemo-lo em moldes diferentes do que é habitual neste tipo de certames, onde se tende a concentrar num só espaço a oferta gastronómica porque acreditamos no enorme efeito aglutinador que está associado a este modelo. Não queremos dinamizar apenas um espaço, queremos dinamizar um concelho. E queremos que o concelho se envolva no evento.

Este não é apenas um evento de promoção do concelho e da sua gastronomia. É também um importante momento para a dinamização económica de cerca de 30 micro e pequenas empresas: restaurantes, alojamentos, cafés, comerciantes de peixe, etc.

Aliás, o modo como estes empresários do concelho estão a aderir a esta iniciativa é para nós a melhor prova da sua importância. Em ralação à primeira edição, no ano passado, passámos de 8 para 13 restaurantes envolvidos. De 9 para 11 alojamentos. E mais três cafés na modalidade de petiscos, uma novidade deste ano.

Para este ano preparámos também um programa paralelo em torno do rio e do peixe. Quero destacar: A exposição “O Homem e o Rio”, que será por nós inaugurada daqui a pouco. As experiências culinárias, um ateliê de cozinha com o Chef António Nobre e um ateliê sobre “o vinho e o peixe do rio” com o enólogo Paulo Laureano. Um concurso de Pesca Desportiva em Juromenha. Um passeio pedestre “Em busca do Poejo”. E o grande momento de encerramento da mostra deste ano com uma “Caldeta para Todos” em Juromenha, que no fundo vão ser várias caldetas confeccionas como é tradição por alguns convidados de diferentes pontos do concelho. Portanto, razões não faltam para que todos encontrem uma forma de se envolverem neste evento.

Termino com um agradecimento aos Srs. Presidentes da ERT e do Pólo Turístico de Alqueva pela sua presença e pelo apoio que deram a esta iniciativa. A todos os restaurantes, alojamentos e cafés que participam e dão corpo a este evento. A toda a minha equipa, eleitos, funcionários e colaboradores que trabalharam de forma exemplar na preparação deste evento.

Deixo o convite para que nos acompanhem na inauguração da exposição na sala aqui ao lado e para que todos nos acompanhem num pequeno roteiro por alguns dos restaurantes aderentes logo de seguida.

Muito obrigado a todos

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

PROGRAMA "DOIS DEDOS DE CONVERSA" 30.01.2011


Para quem perdeu o programa em directo, deixamos a informação de que ele será repetido na próxima Quinta-feira, pelas 18h00.


Clique aqui para ouvir o programa no site da rádio

sábado, 29 de janeiro de 2011

PROGRAMA "DOIS DEDOS DE CONVERSA"...



Amanhã, 30 de Janeiro de 2011, a partir das 09h00

João Grilo fala da gestão MUDA à frente da Câmara Municipal de Alandroal

A não perder!

ALANDROAL: CÂMARA NO COMBATE À CRISE

A Câmara de Alandroal aprovou quatro projectos de regulamento relacionados com o “Plano de Intervenção e Combate à Crise do Município de Alandroal” aprovado no passado mês de Novembro.

O projecto de Regulamento de Apoio aos Empresários e Investidores no Concelho de Alandroal prevê, entre outras medidas, a redução em 10% da Taxa de Derrama, redução de 10% na aquisição de terrenos nas Zonas Industriais de Alandroal e Santiago Maior, e a isenção ou redução até 80% de taxas e preços municipais para a fixação de novas empresas ou novos investimentos em função dos postos de trabalho criados.


Segundo a CM Alandroal, está prevista a realização de uma sessão de divulgação e de recolha de contributos junto dos empresários do concelho, em data ainda a definir.


O projecto de Regulamento de Apoio Social a Melhorias Habitacionais tem como objectivo apoiar as famílias mais carenciadas, e os idosos em situação de exclusão social, na melhoria das condições de habitabilidade das suas casas, através da comparticipação no custo de obras de conservação e reparação das mesmas.


Já o projecto de Regulamento de Intervenção Social no Município de Alandroal pretende constituir-se como um plano de acção social direccionado às famílias em situação de pobreza ou carência financeira, resultante da actual crise económica em que vivemos e motivadas por situações de desemprego de um ou dois elementos do agregado familiar. O apoio à compra de produtos alimentares e o apoio ao arrendamento de habitação são algumas das medidas previstas neste projecto de

Regulamento.


Por último, o projecto de Regulamento “Alandroal ComVida” tem como objectivoinverter a tendência de despovoamento que se verifica nos concelhos de interior, promovendo a fixação de novas famílias no concelho de Alandroal. A atribuição de 500 euros a novas famílias que se fixem no concelho, ou a eliminação do limite de idade para atribuição do subsídio de nascimento, são exemplos de medidas previstas neste Regulamento.


Os projectos de regulamento entrarão em discussão pública, por um período de 30 dias, após a publicação do respectivo Aviso no Diário da República.


Notícias Alentejo, 29 de Janeiro de 2011

domingo, 23 de janeiro de 2011

PRESIDENCIAIS 2011 RESULTADOS NO CONCELHO



ALMOÇO CONVÍVIO DO MUDA (2)

Natal em qualquer dia.

Vale mais tarde que nunca”. Este adágio aplica-se, sem reticências, ao almoço natalício do MUDA.

Não houve oportunidade na quadra mais adequada à solidariedade, à confraternização ou ao convívio familiar.

Movimento é antónimo de apático e o MUDA movimentando-se veio a realizar o seu almoço de Natal, no dia 16-01-2011.

A efeméride Natal, pelo que no passado representou e no presente continua a representar, não será disparate nenhum, ser considerada um epicentro de movimento.

E não serão os movimentos precursores de Liberdade?

Não congregou Jesus multidões sedentas liberdade e justiça?

Não revolucionou o Mundo?

Alcança-se do Blog “A MUDAnça é feita em cada dia pelo contributo de todos”.

Nessa tarde, em que o Sol, rompendo o denso e persistente nevoeiro de várias dias, pareceu quer associar-se ao acontecimento.

Foi tentado passar, sem ensaios nem convencionalismos, a ideia de MUDAr as três componentes que normalmente se compõem estes almoços, comida, discurso e palmas.

Pretendeu-se, com aquela tentativa, livrar-nos, por momentos das amarras da cadeira, do cheiro do vinho ou até da pressão que um desconhecido, sentado ao nosso lado ou á nossa frente, nos possa causar e, ao mesmo tempo criar-se oportunidades para o aparecimento de novos valores nas diversas áreas da arte. Essa foi a intenção.

João Maria foi por duas vezes interrompido, quando discursava, com entrega de dois postais ilustrados.

Não terá sido uma manifestação de arte?

Porque não havemos de seguir o exemplo?

Pessoas houve que cantaram, que falaram em ensaios, em acordeão. Ao meu fax chegaram versos. A ideia desabrochou.

Dar-lhe-emos continuidade?

O mais importante e para que haja o já falado contributo de todos é soltarmo-nos de nós. Deitar cá para fora o que pensamos, a nossa ideia sem receios de espécie alguma.

Acabar de vez com aquela palavra condicionante que nos inibe de falarmos na altura própria, composta apenas por duas letras “S e E”, e nos deixa a falar sozinhos, “se fosse hoje....se fosse agora.....se soubesse o que sei hoje”. Um hoje que foi ontem, que já não volta e, que nos pode conduzir ao remorso ou ao arrependimento, chorando as oportunidades perdidas.

Acreditem que o pensamento é a maior riqueza do ser humano, a nossa maior propriedade. Vamos usá-lo.

Para que o Concelho continue a caminhar na estrada da credibilidade, da justiça e da liberdade a MUDAnça deverá operar-se em todas as áreas.

E como este ano choveu muito, vamos “meter as botas á ribeira”, vamos todos ser os arautos da MUDAnça.

Bem hajam.

Hélder Salgado.

24-01-2011

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

ALMOÇO CONVÍVIO DO MUDA


Muitos amigos do MUDA lamentaram a falta de oportunidade para um almoço de Natal do MUDA neste ano. Daí até à ideia de um "almoço de Reis" foi um passo. Os reis passaram mas a vontade de nos encontrarmos todos para almoçar, conviver e trocar ideias não.
Assim, convidamos todos os interessados a juntarem-se a nós no PRÓXIMO DOMINGO, DIA 16, NO RESTAURANTE "ZÉ DO ALTO", NO ALANDROAL, A PARTIR DAS 12H30.
Participa! A MUDAnça é feita em cada dia pelo contributo de todos!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Tribunal diz que despesas com operações às cataratas feitas em Cuba foram "ilegais"


Público 11.01.2011 - 11:54 Por Idálio Revez, com José António Cerejo

Uma operação em clínicas nacionais custava cerca de 1.900 euros. A Câmara de Vila Real de Santo António pagou uma média de 2.900 euros por doente, incluindo viagem e alojamento.

As despesas efectuadas pela Câmara de Vila Real de Stº António com as operações às cataratas feitas em Cuba, por falta de resposta dos serviços de saúde nacionais aos idosos em risco de cegueira, são consideradas "ilegais" pelo Tribunal de Contas (TC). Uma auditoria efectuada às contas da autarquia detectou que foram gastos cerca de 640 mil euros com o tratamento dos doentes enviados para Cuba entre 2007 e 2009.

A contratação dos serviços médicos e de transporte necessários para viabilizar as cirurgias em Cuba não foi objecto de "concurso público ou concurso limitado por prévia qualificação", pelo que os pagamentos efectuados "são ilegais e susceptíveis de configurar eventual responsabilidade financeira sancionatória", com a aplicação das multas correspondentes.

Fazendo as contas, com base nos totais de despesa e no acordo entre as autoridades cubanas e o município, referidos pelo TC, verifica-se que terão sido tratados em Havana cerca de 220 doentes, com um custo médio para a câmara da ordem dos 2.900 euros - incluindo a cirurgia (1300 euros), mais viagens e internamento.

O presidente da Câmara de Alcoutim, Francisco Amaral (PSD) - pioneiro neste tipo de iniciativas das autarquias -, diz que pagou, em 1999, 75 operações aos olhos, numa clínica de Faro, "por menos de mil euros" cada uma. Por isso, diz, quando foi contactado para enviar doentes para Cuba, respondeu: "Não, muito obrigado". Amaral diz, porém, que a mediatização deste caso, feita pelo seu colega de Vila Real de Stº António, Luís Gomes, também do PSD, teve o "mérito de envergonhar o Governo".

Em 2008, o grupo HPP Saúde - proprietário das clínicas de Santa Maria, em Faro, e Hospital Privado S. Gonçalo, de Lagos - propôs a várias câmaras do Algarve e Baixo Alentejo a realização de operações às cataratas a mil euros por cada olho. As intervenções aos dois olhos, efectuadas em dias distintos, ficaria por 1.900 euros.

A presidente do Conselho de Administração do Hospital de Faro (HDF), Ana Paula Gonçalves, reconhece que há quatro anos esta unidade de saúde apresentava um défice na especialidade de Oftalmologia: "Só tínhamos um médico" e o tempo de espera para uma consulta era "bastante elevado". Por isso, após a polémica dos doentes enviados para Cuba, o hospital recebeu autorização do Governo para contratar especialistas, com a missão de acabar com as listas de espera. A situação, acrescenta, está agora "razoavelmente normalizada", com cinco oftalmologistas ao serviço.

David Barros Madeira dirigiu uma das duas equipas de especialistas exteriores, contratadas pelo HDF, para colmatar a falta de oftalmologistas. "Fizemos num ano 1.920 cirurgias". O preço pago à equipa por doente, afirma Ana Paula Gonçalves, oscilou entre os 400 e os 650 euros. Sobre os doentes tratados em Cuba, o médico, que observou alguns deles no pós-operatório, concluiu que a técnica utilizada em Havana está ultrapassada. "Não digo que eles tenham sido mal operados, mas a técnica usada é idêntica ao que se fazia em Portugal há 20 anos". Barros Madeira diz também que as operações aos dois olhos com um intervalo de tempo muito curto, como sucedia em Cuba, não é aconselhável: "Clinicamente, está errado. É grande o risco de infecção", afirmou, referindo que espera normalmente um mês entre cada cirurgia.

Autarca algarvio rejeita conclusões dos auditores do TC

"Tivémos uma atitude solidária com as pessoas. Demos uma pedrada no charco e ainda somos criticados", diz Luís Gomes, rejeitando as conclusões da auditoria. O autarca garante que foram tratadas em Cuba cerca de 300 pessoas do concelho, das quais um pouco mais de 200 foram operadas às cataratas e as restantes a problemas de Ortopedia e outros.

No caso das cataratas, afirma, tratou-se quase sempre de cirurgias aos dois olhos, com intervalos de cinco dias. Os vários acordos firmados com os cubanos, garante, contemplavam não só as cirurgias, como um check-up total, o tratamento das patologias identificadas e 12 dias de internamento. Cada doente, no caso das cataratas, ficou em cerca de 2.000 euros ao município, assegura, afirmando que o valor pago a Cuba era de 1300 por doente e a viagem uns 700 - o que está longe de bater certo com os números do TC. "Onde é que em Portugal, nessa altura, se conseguia fazer isso por 2.000 euros?", pergunta, reivindicando o facto de essas cirurgias terem baixado no Algarve para os actuais "600 a 1.000 euros por olho" nos privados, e ainda o facto de o Governo ter posto mais médicos nos hospitais. "Por isso deixámos de levar as pessoas a Cuba para tratar as catratas, mas continuamos a levá-las noutras áreas."Em 2007, frisa, dizendo que tem orçamentos desse ano, "os preços mais baixos nas clínicas eram de 1.500 a 1.750 euros por cada olho". Quanto à necessidade de concurso público, Luís Gomes diz que já respondeu ao TC que o entendimento do município é o de que ele não era necessário.

COMUNICADO DA AUTARQUIA

A Vice-Presidente da Câmara Municipal de Alandroal anunciou na Reunião de Câmara do passado dia 27 de Dezembro que, por questões profissionais que não pode neste momento contornar, a partir do próximo dia 1 de Janeiro de 2011 deixará de exercer as suas funções como vereadora a tempo inteiro, na Câmara Municipal de Alandroal.
Esta situação, embora fosse previsível a longo prazo, surgiu como inesperada neste momento. Depois de quase 30 anos de dedicação à saúde e à população do concelho de Alandroal, a nomeação da Dra. Fátima Ferreira como Chefe de Serviços da Carreira de Clínica Geral, para além de mérito próprio, deverá constituir também um orgulho para todos os Alandroalenses.
Acreditamos que desempenhará as suas novas funções com a dedicação, compromisso e espírito de entrega que sempre dedicou a esta Câmara Municipal desde o dia da sua tomada de posse, em 02 de Novembro de 2009 e fazemos votos das maiores felicidades e sucesso profissional neste novo desafio. Sabemos também que o concelho de Alandroal, e a Autarquia em particular, poderão continuar a contar com o seu apoio e dinamismo para o desenvolvimento de novos projectos nas áreas da Saúde e Acção Social.
Por mútuo acordo com o Presidente da Câmara Municipal de Alandroal, João Grilo, e com o apoio incondicional do Movimento Unidade e Desenvolvimento do concelho de Alandroal (MUDA) que venceu as eleições autárquicas de 11 de Outubro de 2009, a Dr.ª Fátima Ferreira permanecerá na Câmara Municipal de Alandroal, em regime não presencial, por um período de aproximadamente 3 meses, de forma a concluir o trabalho de base que tem vindo a desenvolver ao longo de mais de um ano nas áreas da Saúde e Acção Social e permitir uma transição harmoniosa para o próximo responsável, conforme o compromisso eleitoral assumido com os munícipes do concelho de Alandroal.
Durante este período o Presidente da Câmara acumula os restantes pelouros que estavam a cargo da Senhora Vice-Presidente (Habitação, Educação e Ciência, Formação Profissional, Transportes Escolares e Municipais, Feiras e Mercados, Canil e Serviços Veterinários) situação apenas possível pelo curto espaço de tempo envolvido e pelos motivos expostos.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

BOAS FESTAS


O MUDA deseja a todos os sócios, simpatizantes e amigos um Feliz Natal e um ano de 2011 cheio de sonhos concretizados no caminho da Mudança!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

70 CAMARAS REFORÇAM APOIOS


70 câmaras reforçam apoios

Associação de municípios vai avaliar ajudas dadas por algumas autarquias - como taxas de água mais baixas ou refeições extras aos alunos - para as replicar noutros concelhos.

A Associação Nacional de Municípios (ANMP) quer que as câmaras aumentem as medidas de apoio às famílias desfavorecidas. Para isso, vai monitorizar as ajudas sociais que estão a prestar 70 municípios, dos grandes centros urbanos e do litoral, que serão aqueles com situações mais complicadas. A ideia é depois replicar estas ajudas a todo o País. Ao que o DN apurou, serão estas as câmaras inicialmente apontadas para ser alvo da atenção da associação (ver infografia). "Apesar da diminuição das receitas e dos cortes nas transferências do Orçamento do Estado, as autarquias vão aumentar as verbas gastas com as despesas sociais no próximo ano, o que as torna no grande Ministério Social do País", diz ao DN Fernando Ruas. Pagamentos de refeições, de livros escolares ou de medicamentos, reduções das taxas da água ou até doação de dinheiro são alguns dos contributos para atenuar "os efeitos de uma crise que é transversal ao País, e que poderão ser replicados no universo dos 308 concelhos", adianta Fernando Ruas. A associação de municípios acredita que "não faz sentido criar respostas uniformes. Em Sintra, as cantinas das escolas estão abertas ao domingo, mas em Bragança, se calhar, é mais favorável abri-las aos sábados", adianta. O que "importa é estudar as medidas em curso nestes 70 municípios e aplicá-las consoante as realidades". Os apoios dados pelas câmaras são diversos. Em Caminha, o município implementou "um conjunto de medidas sociais para agregados familiares com maiores dificuldades". Numa nota assinada pela autarca Júlia Costa são descritas as ajudas para "compensação dos valores pagos com creches e reembolso das verbas gastas com os livros escolares pelas famílias". Em Valongo, a autarca Maria Trindade definiu a "distribuição diária e gratuita de refeições quentes aos munícipes mais carenciados". Na Amadora, o orçamento municipal reservou 500 mil euros para a "concessão de apoios pontuais às famílias, para fazer face a situações de emergência social". Em Castro Marim, o presidente, José Fernandes, tem no orçamento a possibilidade de atribuir "apoios para fazer face a situações de emergência e realização de obras em habitações de agregados familiares mais desfavorecidos, bem como o incentivo à natalidade". Já o presidente da Câmara Municipal de Alandroal, João Grilo, fez aprovar um plano que "comparticipa, até ao valor máximo de 50 euroseuro/mensais, as despesas gerais das famílias, em casos comprovados de carência para aquisição de bens de primeira necessidade". A câmara comparticipa também "medicamentos aos portadores do Cartão Social Munícipe Idoso". Em Faro, Macário Correia introduziu "melhorias na tarifa da água para os mais carenciados, que são 40% dos consumidores, e que por isso vão pagar menos". Em Portimão, o autarca Manuel da Luz garante que vai "tentar aumentar a verba de 1,6 milhões de euros atribuídos este ano no apoio social para manter os apoios à renda da casa, à alimentação e aos medicamentos. Somos o poder político mais próximo das pessoas e não podemos abdicar disso". Em Aljezur, os 13 milhões de orçamento não impedirão José Amarelinho de "manter a oferta dos manuais escolares para todos os alunos do 1.º ciclo e a atribuição de bolsas de estudo aos alunos do ensino superior". Em Lagoa, a câmara decidiu "aumentar em 25% o apoio na comparticipação de medicamentos". São 150 euros/ano, para 300 idosos. Em Albufeira há um Programa de Apoio ao Arrendamento, em que a autarquia "comparticipa o pagamento das rendas". São 450 mil euros que permitem uma ajuda média às famílias de 200 euros. Práticas que permitirão à ANMP "elaborar uma cartilha, que depois será sugerida aos outros municípios, já com as verbas financeiras usadas e os aspectos legais salvaguardados, para a sua aplicação", revela o presidente da ANMP. Medidas e práticas que vão sair de orçamentos mais reduzidos. "Vai ficar obra por fazer, mas as pessoas vão ser ajudadas", conclui o autarca.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

PENSAMENTO

"Não há pior analfabeto que o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. O analfabeto político é tão burro que se orgulha de o ser e, de peito feito, diz que detesta a política. Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância política é que nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, desonesto, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."

Bertolt Brecht (1898-1956)

domingo, 28 de novembro de 2010

JOÃO GRILO AO "NOTÍCIAS ALENTEJO"

«É em momentos de crise que se devem procurar novas soluções»



João Grilo, presidente da Câmara de Alandroal (independente), diz que o poder local, por força de todas as competências que sobre si recaem, vive “virado para si próprio” à escala de cada concelho e considera, por isso, que o país necessita de uma estrutura de decisão intermédia. Em resposta a uma questão colocada pelo Notícias Alentejo sobre a regionalização, o autarca acrescenta que em momentos de crise se devem questionar os paradigmas vigentes e procurar novas soluções.

A regionalização é um tema que tem marcado a agenda política regional. Concorda com a necessidade de avançar para o modelo de regiões administrativas? De que forma?

Penso que é cada vez mais evidente no nosso país a necessidade de uma estrutura de decisão intermédia entre o poder local e o poder central.

O poder local, por força de todas as competências que sobre si recaem vive “virado para si próprio” à escala de cada concelho, sendo que a maior parte das iniciativas regionais que ultrapassam essa escala estão mais dependentes da vontade que, por vezes, os autarcas têm de trabalhar em articulação (sobretudo entre “vizinhos”) do que de qualquer outro factor.

Por outro lado, o poder central revela-se muitas vezes incapaz de compreender as dinâmicas regionais e dar resposta às mesmas em tempo útil.

Assim, é fundamental a existência de uma estrutura decisória intermédia capaz de fazer a região funcionar como um todo e perspectivar o seu desenvolvimento a médio e longo prazo.

Seja qual for o modelo, penso que é imperativo que este processo seja desenvolvido sem mais custos para o país. A conjugação de todas as estruturas regionais existentes – CCDRs, governos civis e diferentes direcções regionais – associada a um emagrecimento da máquina central poderia, inclusive, traduzir-se numa economia de recursos.

Muitas vozes defendem que pelo facto de estarmos a atravessar um momento de crise esta questão não é prioritária na agenda política. Penso absolutamente o contrário. É em momentos de crise como este que se devem questionar os paradigmas vigentes e procurar novas soluções.

No actual quadro de diminuição da despesa pública, teme-se que os cortes orçamentais acabem por atrasar alguns investimentos, nomeadamente a construção de um novo hospital em Évora. Considera que o distrito e a Região estão em condições de fazer vingar a ideia de construção de uma nova unidade hospitalar como uma prioridade?

Espero que sim. Espero que não se atrase a oportunidade de dotar a região de uma unidade hospitalar que possa acabar de vez com a constante e diária deslocação de milhares de doentes de todo o Alentejo para Lisboa, com todos os custos que isso representa, não só financeiros, mas sobretudo humanos, pela redução de qualidade de vida que estas deslocações representam.

Por outro lado, a afirmação da região como destino turístico de excelência está também, em grande parte, dependente do sentimento de qualidade e proximidade dos serviços de saúde que os turistas experimentam. E este não é um factor a descurar. Aliás, considero que esta é uma questão fundamental não apenas a nível das cidades do Alentejo mas de todas as sedes de concelho.


Quinta, 25 de Novembro de 2010

PRESIDENCIAIS: MUDA DÁ LIBERDADE!



ESCLARECIMENTO PÚBLICO

O Movimento Unidade e Desenvolvimento de Alandroal (MUDA) foi criado para constituir uma resposta válida e credível aos problemas e desafios que o concelho enfrenta.
O seu âmbito é, portanto, LOCAL, e é nesse âmbito que foi validado pelo voto dos eleitores e que se tem vindo a afirmar como a tendência que mais facilmente coloca os interesses do concelho acima de todos os outros, congregando um conjunto de pessoas e vontades que melhor resposta podem dar aos desafios que o concelho enfrenta. Sendo certo que todos aqueles que partilhem destes princípios têm no movimento um espaço para o demonstrarem a qualquer momento. Todos são bem-vindos quando se trata de arregaçar as mangas para lutar pelo concelho.
O Movimento foi criado fazendo assentar os seus princípios na pluralidade de opções e tendências, e acolheu de braços abertos apoiantes de todos os quadrantes políticos ou sem opção partidária.
Neste contexto, não faria sentido que este movimento tomasse uma posição pública de apoio a um candidato em particular nas próximas eleições presidenciais.
Assim, deixamos claro que:
1) O MUDA NÃO APOIA QUALQUER CANDIDATO A PRESIDENTE DA REPÚBLICA.
2) Os apoiantes do movimento devem sentir-se TOTALMENTE LIVRES PARA APOIAR O CANDIDATO COM QUE MAIS SE IDENTIFIQUEM.
3) NENHUMA POSIÇÃO PÚBLICA DE QUALQUER APOIANTE VINCULA O MOVIMENTO de qualquer forma.

Enquanto Movimento, contamos trabalhar da melhor maneira possível com todos os candidatos com que viermos a contactar, assim como com aquele que vier a ser o próximo Presidente da República Portuguesa na afirmação dos interesses do concelho.

domingo, 21 de novembro de 2010

MEDIDAS DE COMBATE À CRISE

Eixo 1 - Apoio ao Associativismo no concelho de Alandroal

1. Reforço da Cooperação com as colectividades – Apoio ao Associativismo

Concretização de protocolos de cooperação com as várias associações do concelho tendo em conta o papel fundamental que lhes é atribuído na dinamização de actividades culturais, recreativas e desportivas que importa potenciar, em especial num momento particular de crise económica acentuada. Estes protocolos deverão ter em conta as medidas previstas no âmbito da redução das despesas.

2. Reforço do Apoio e da Cooperação com instituições de Solidariedade Social

Também as instituições particulares de solidariedade social (IPSS) do concelho atravessam grandes e graves dificuldades financeiras comprometendo, de alguma forma, a sua actuação em áreas fundamentais como o apoio às famílias mais carenciadas mas, essencialmente, o apoio directo aos idosos deste concelho. Esta situação não é alheia aos compromissos financeiros assumidos com a execução de candidaturas ao PARES que não foram, integralmente, cumpridos pelo Município.

Pretende-se, igualmente, manter o apoio a novas candidaturas, sempre que se traduzam num aumento efectivo da qualidade de vida das populações, mediante parecer favorável da rede social.

Eixo 2 - Apoio às famílias residentes no concelho de Alandroal

Criação de um Fundo Social destinado às famílias e pessoas com menos recursos e mais vulneráveis e frágeis perante a actual crise económica, designadamente, idosos, desempregados beneficiários do Rendimento social de inserção (RSI) e outras situações devidamente documentadas. Designadamente:

1. Comparticipação de medicamentos a portadores do Cartão Social Munícipe Idoso

Comparticipação de 50% na parte que cabe ao utente, nas despesas efectuadas com a aquisição de medicamentos, comparticipados pelo Sistema Nacional de Saúde, sempre que estes sejam considerados pelo médico assistente como indispensáveis (doenças crónicas) e sujeitos à taxa de 6% do IVA.

Continuar a garantir o pagamento atempado das despesas associadas a medicamentos a idosos portadores do Cartão Social Munícipe Idoso.

2. Celebração de Protocolos com diversas clínicas/empresas tendo em vista a criação de condições preferenciais e descontos especiais aos utentes do Cartão Social do Munícipe Idoso.

3. Comparticipação variável no apoio a pequenas obras e reparações na própria residência – Programa de Melhoramentos Habitacionais

Implementação do Programa de Melhoramentos Habitacionais, de acordo com o Regulamento para Melhoramentos Habitacionais no Município de alandroal publicado no Apêndice n.º 29, II série, n.º 49 de 27 de Fevereiro de 2004, num montante total máximo para 2011 de 60.000€ e um valor máximo de 3.000€/intervenção que se traduzirá num número mínimo de 20 intervenções.

4. Comparticipação variável no arrendamento até ao valor de 50€/mensais em casos comprovados de carência e dificuldades económica

Com esta medida prevê-se o apoio directo a cerca de 20 famílias.

5. Comparticipação variável nos transportes para consultas fora do concelho, mediante protocolo a celebrar com a Associação Humanitária de Bombeiros de Alandroal.

6. Oferta dos manuais escolares a todos os alunos do 1.º ciclo.

Medida já executado no ano lectivo 2010/2011 e que se pretende manter no próximo ano lectivo.

7. Atribuição de bolsas de estudo para o ensino superior e pagamento a tempo e horas dos correspondentes valores atribuídos

Assegurar o pagamento atempado das bolsas de estudo para o ensino superior. No ano de 2009 foram atribuídas 34 bolsas de estudo num encargo total de 22.900€ para autarquia.

8. Comparticipação variável da mensalidade da Creche, em função dos rendimentos do agregado familiar.

9. Atribuição de vales para compras de bens de 1ª necessidade

Contratualizar com fornecedores locais, até ao valor mensal de 50€ por agregado familiar, em vales de compras de bens de 1ª necessidade.

10. Criação de loja destinada à recolha de donativos em produtos não perecíveis de 1ª necessidade

Pretende-se criar uma loja destinada à recolha de donativos em produtos perecíveis de 1ª necessidade, como sejam, artigos de vestuário, produtos de higiene e brinquedos. Esta acção será executada através de protocolo a estabelecer com as instituições do concelho que têm vindo a realizar estes serviços.

11. Alargamento do apoio financeiro ao nascimento, eliminando o limite de idade do casal.

12. Em parceria com as entidades executoras dos CLDS’s no concelho de Alandroal, realizar pequenas reparações nas habitações dos utentes do Cartão Social do Municípe Idoso.

13. Reactivação do Protocolo com a Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores (DECO) tendo em vista a prestação de apoio jurídico gratuito às famílias, consumidores e instituições do concelho.

14. Comparticipação variável, e até ao valor máximo de 50€/mensais, nas despesas gerais dos agregados familiares, em casos comprovados de carência e insolvência, no âmbito do protocolo entre o Município e a DECO.

Eixo 3 - Apoio aos empresários do concelho de Alandroal

Com este conjunto de medidas pretende-se fomentar o desenvolvimento económico, criando condições para a instalação de empresas no concelho.

O município passará a disponibilizar um conjunto de benefícios económicos e de medidas concretas de forma a reforçar a capacidade das pequenas empresas, aumentar a sua competitividade, bem como criar condições para aumentar a empregabilidade e diminuir as situações de precariedade no concelho. Por outro lado, procurar-se-á apostar no empreendedorismo através de um conjunto de incentivas e apoio à criação de empresas e do próprio emprego.

1. Criação e instalação do Gabinete Alandroal a Crescer

Criação do Gabinete Alandroal a crescer tendo em vista o apoio ao investimento.

2. Redução da Taxa da DERRAMA

No ano de 2010, o Município pode prescinde de uma verba, até 36.000 euros, pela redução da taxa da Derrama com o objectivo de aliviar a carga fiscal que pesa sobre as empresas do concelho, em especial as de menor dimensão. Assim, pretende-se a fixação de uma taxa de Derrama em 1% para todas as empresas do concelho com facturação inferior a 100.000 euros em 2009.

3. Conclusão do processo de expropriação de terrenos na Zona Oficinal de Santiago Maior, passando pelo pagamento das respectivas indemnizações aos proprietários tendo em vista o registo dos lotes e, consequentemente, a sua venda.

4. Benefício de 10% do valor de aquisição de terrenos nas zonas industriais de Alandroal e Santiago Maior para quem faça escritura e inicie a construção num espaço máximo de 6 meses.

5. Preparação do arranque da 2ª fase da Zona Oficinal de Santiago Maior.

6. Linha de crédito aos empresários do concelho/Microcrédito

Através de um protocolo com a ADRAL – Agência desenvolvimento regional do Alentejo, criação de uma linha de crédito a empresários do concelho com juros bonificados. Incentivo e apoio ao Microcrédito no concelho.

7. Isenção ou redução das Taxas Municipais para a fixação de novas empresas ou de novos investimentos no concelho em função do número de postos de trabalho criados.

8. Bonificação no pagamento de taxas municipais para empresários que criem estágios profissionais.

9. Bonificação no pagamento de taxas municipais para empresários que se comprometam e comprovem não efectuar despedimentos.

10. Criação de uma Bolsa de Estágios na autarquia que constituirá uma bolsa de recrutamento para os empresários locais.

11. Privilegiar na consulta a fornecedores, as empresas locais para o fornecimento de bens e serviços.

12. Pagamento das dívidas a fornecedores locais num prazo máximo de 90 dias após o processamento da factura.

Eixo 4 - Medidas de Reforço do Investimento Municipal

1. Prioridade máxima à educação com a conclusão do reordenamento da Rede Escolar do Concelho

Garantir a conclusão da obra do Centro Educativo de Pias e gimnodesportivo.

Através de acordo com a Direcção Regional da Educação do Alentejo, concluir a EBI Diogo Lopes Sequeira de Alandroal com a construção do novo pavilhão desportivo e a conclusão dos arranjos exteriores do complexo.

Construção de uma Creche em Santiago Maior.

Construir um novo bloco no complexo da EBI Diogo Lopes Sequeira para instalação do ensino pré-escolar.

Construção do Pólo Escolar em Terena no actual recinto da EB1.

Aquisições de viatura destinadas, exclusivamente, ao transporte escolar.

2. Prioridade à Habitação a custos acessíveis no concelho

Concluir as obras dos Loteamentos Municipais e apoiar as famílias na concretização do seu projecto de habitação.


3. Construção e consolidação da Rede de Equipamentos Sociais no concelho

Criar condições para a conclusão da Biblioteca Municipal e Complexo Desportivo de Alandroal.