domingo, 14 de novembro de 2010
INAUGURAÇÃO DA NOVA SEDE
domingo, 31 de outubro de 2010
MUDA CONVIDA!

INAUGURAÇÃO DA NOVA SEDE DO MOVIMENTO
sábado, 30 de outubro de 2010
Estado das Autarquias da Zona dos Mármores
1.Um ano após as mais recentes autárquicas, qual o balanço que pode fazer da sua gestão? Qual a relação com as diferentes forças politicas do concelho?
Apesar de todas as dificuldades, o balanço que faço é muito positivo. Interrompemos um ciclo de gestão caótico e de total desnorte que conduziu o município à beira da falência financeira. Ao longo deste ano foi preciso resolver o que vinha sendo adiado mas, acima de tudo perspectivar e preparar o futuro para tempos cada vez mais difíceis. O meu executivo é constituído por um vereador de uma força política diferente do movimento independente que encabeço. Passado praticamente um ano faço um balanço positivo deste trabalho conjunto e dedicado ao concelho que nos une.
2. Como interpreta os sinais que os munícipes do seu concelho deram quando chamados a votar em 11 Outubro de 2009?
Os munícipes mostraram um cartão vermelho a uma politica despesista, alheada da realidade local, de costas viradas para os agentes locais e as suas dinâmicas e sem preocupação com a sustentabilidade futura do concelho.
Disseram que não queriam viver mais de ilusões e decidiram apostar num projecto que assenta num trabalho sério, consistente e continuado para retirar o município da situação financeira difícil em que se encontra ao mesmo tempo que procura construir um futuro viável para os seus jovens viverem e trabalharem, mas também, onde os menos jovens possam ter o seu lugar, contribuindo para o equilíbrio necessário num concelho que procuramos que seja atractivo para todos.
3.Qual a relação com as restantes Câmaras da Zona dos Mármores? A eventual criação da Associação de Municípios da Zona dos Mármores receberia a sua aprovação? Porquê?
Existe uma boa relação com as restantes câmaras da Zona dos Mármores e da parte do Município do Alandroal, enquanto eu o representar, haverá sempre total abertura e disponibilidade para o desenvolvimento de projectos comuns. A Associação de Municípios, enquanto forma de potenciar a colaboração, aproveitar sinergias e aumentar a nossa massa critica e capacidade de afirmação na região, merece a minha clara aprovação.
4.Os cortes orçamentais que o governo impôs ao poder local, em que medida se reflectem no dia a dia do seu concelho?
Os cortes orçamentais impostos vão reflectir-se de forma dramática na actividade do município. Para além dos cortes aplicados a todas as autarquias por força do PEC, o município do Alandroal vai sofrer ainda um corte no valor de cerca de 500 mil euros por ter ultrapassado os limites de endividamento líquido em mais de 2 milhões de euros em 2008. Neste mês de Outubro o município já recebeu menos 60 mil euros e o mesmo vai acontecer ao longo dos próximos 10 meses. Numa situação de profundo endividamento com todos os recursos mais do que comprometidos para fazer face a todas as nossas obrigações, as dificuldades vão ser maiores.
5.A isenção de derrama, e a redução de IRS são “bandeiras” utilizadas por diferentes municípios invocando o apoio ao desenvolvimento económico, porém os resultados práticos, quanto à sua exequibilidade, deixam algumas dúvidas.
São de facto medidas com um reduzido impacto no apoio ao desenvolvimento mas que são perfeitamente legitimas num cenário económico favorável. Contudo, no cenário que acabo de descrever, representam receitas das quais a autarquia não pode, para já, abdicar uma vez que poderiam colocar em causa toda a actividade municipal. Procuraremos trabalhar no sentido de, a seu tempo, ser possível implementar algumas destas medidas no concelho ao mesmo tempo que procuramos incentivar a actividade económica através de outras medidas e incentivos sem este reflexo directo nas receitas do Município.
6.Quais os projectos mais relevantes que estão reservados para o seu concelho, e em que medida são essenciais para a melhoria da qualidade de vida dos seus munícipes?
Todos sabemos que não se deve começar uma casa pelo telhado. No concelho do Alandroal continua a haver bolsas de população sem acesso a água e saneamento básico. Em alguns locais, por força da antiguidade das redes, o serviço deixa muito a desejar. Um dos principais investimentos da autarquia neste mandato vai incidir na criação, renovação e reforço das redes de água e saneamento.
Apostamos também, claramente, na modernização e descentralização dos serviços da Autarquia, uma vez que no que diz respeito à resposta rápida e eficiente às necessidades dos nossos munícipes temos ainda um longo caminho a percorrer.
Queremos que este mandato marque também o arranque de uma verdadeira estratégia de desenvolvimento turístico do concelho. Esta estratégia passa pela criação de uma imagem forte e inconfundível que nos projecte fora do concelho, ao mesmo tempo que projectos próprios de intervenção no património, parcerias público-privadas, de que é exemplo a requalificação da fortaleza de Juromenha, e o apoio a projectos turísticos privados dão corpo, no seu conjunto, à estratégia referida.
7.Qual o futuro que está reservado para a Zona dos Mármores?
Na industria, a Zona dos Mármores tem tudo para sair da crise que atravessa com um novo fôlego se souber ir além da extracção de matéria-prima e apostar no valor acrescentado da transformação, de mãos dadas com a qualidade, a inovação e a tecnologia. Entendo ainda que a identidade histórica e cultural que identifica este território encerra um grande potencial de atractividade turística que deve ser explorado e é aqui que projectos como a “Rota dos Mármores” em fase de implementação, podem dar um contributo decisivo.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
CONSEQUÊNCIAS (GRAVES) DA MÁ GESTÃO 3
| Mais de metade dos municípios portugueses não cumprem a lei nos pagamentos | |
| Mais de metade dos municípios portugueses demoravam mais do que 90 dias a pagar aos fornecedores no final do segundo trimestre de 2010, segundo uma lista da Direcção-Geral das Autarquias Locais (DGAL). | |
| Estes dados são revelados pela Lusa: Na lista das que ultrapassavam o prazo de 90 dias que a lei estipulava para pagamento de dívidas a fornecedores estão 161 autarquias, encimadas por Castanheira de Pêra, que tardava então quase dois anos e meio (901 dias) a pagar. Demoravam mais de um ano a pagar a fornecedores os municípios de Povoação (713 dias), Mondim de Basto (654), Celorico da Beira (531), Alfândega da Fé (504), Alandroal (471), Aveiro (453), Câmara de Lobos (405), Chamusca (370) e Cartaxo (366). Alfândega da Fé, que no final de 2009 encimava esta lista com a demora de 740 dias a pagar, tem vindo a pagar mais rapidamente, demorando agora 504 dias. No sentido inverso corre Aveiro, a autarquia que em setembro de 2009 demorava 30 dias a pagar e que, segundo esta lista, demora agora 453 dias. A lista do prazo médio de pagamentos é aferida segundo um indicador, a partir dos fatores que foram reportados pelas autarquias à DGAL relativos a determinado período. No final de dezembro de 2009, o prazo médio de pagamento a fornecedores das autarquias portuguesas era de 108 dias, o que correspondeu a um agravamento de 40 por cento relativamente ao ano anterior. Até 31 de agosto deste ano, as autarquias tinham 90 dias para pagar a fornecedores, mas a partir de 01 de setembro passado o Estado - incluindo autarquias, regiões autónomas, institutos ou empresas públicas - tem 30 dias para pagar ou um prazo de 60 dias se isso for escrito em contrato público. Desde a mesma data que estas entidades públicas são obrigadas a pagar juros de mora se atrasarem o pagamento em dinheiro aos fornecedores, mesmo que não tenham assinado um contrato. | |
domingo, 24 de outubro de 2010
"LÁ VAMOS, POUPANDO E RINDO"

Miguel Sousa Tavares
SOBREENDIVIDAMENTO
Com dívidas de 28 milhões de euros, praticamente sem receitas próprias e com cerca de 220 funcionários, a Câmara de Alandroal está com dificuldades para pagar os subsídios de Natal. "Se fosse hoje, não tínhamos dinheiro para o fazer", diz o presidente da autarquia, João Grilo, antevendo um agravamento dos problemas caso o Governo concretize a ameaça de retenção das transferências do Fundo de Equilíbrio Financeiro.
Tal como noutros 17 municípios, em 2008, a Câmara de Alandroal, então liderada pelo socialista João Nabais, excedeu os limites de endividamento em cerca de dois milhões de euros, o que poderá ser penalizado com um corte de 10% nas transferências do Orçamento do Estado para a autarquia.
"É um corte de quase 500 mil euros para o qual não estávamos preparados e que vem complicar muito as contas neste final de ano", explica o actual presidente, acrescen- tando que em 2009 o limite também foi ultrapassado, dessa vez em mais seis milhões. "Estamos a ser penalizados por decisões tomadas no passado. Se este cenário de retenções se mantiver, vai ser muito difícil fazer face aos nossos compromissos."
Cortes idênticos irão penalizar as câmaras de Faro, Celorico da Beira, Mondim de Basto, Alpiarça, Murça, Lourinhã, Chamusca, Santa Comba Dão, Seia, Montemor-o-Velho, Macedo de Cavaleiros, Vila Franca do Campo, Figueiró dos Vinhos, Mourão, Alijó e Alcanena.
João Grilo confessa que a sua maior preocupação é o pagamento do subsídio de Natal, já em Novembro. "No início do ano fazemos a previsão da despesa. Estes cortes de final de ano e outras despesas imprevistas que surgiram repentinamente fruto desse endividamento elevado complicam as contas. Se fosse hoje, de facto, ainda não teríamos uma resposta [para o pagamento do subsídio]."
O autarca garante que fará "todos os possíveis" para pagar o subsídio, mas adverte que as "sérias dificuldades" vão ter consequências em toda a actividade que "não seja fundamental às necessidades básicas da população".
Ou seja, despesas como iluminações de Natal, festas, horas extraordinárias ou ajudas de custo, vão sofrer cortes avultados. Tudo em nome da "sustentabilidade financeira" e da disponibilização de verbas para concluir projectos em execução co-financiados por fundos comunitários. "Se não tivermos capacidade para finalizar estes projectos, poderá haver lugar à devolução de verbas já recebidas."
Entre 2001 e 2009, o endividamento do Alandroal cresceu à média de três milhões de euros/ano. "Foi muito mais do que era sensato para manter uma saúde financeira razoável e isso vai pagar-se caro nos próximos anos", diz João Grilo.
Diário de Notícias
Subsidio de Natal em risco no Alandroal
sábado, 16 de outubro de 2010
CONSEQUÊNCIAS (GRAVES) DA MÁ GESTÃO 2
ENDIVIDAMENTO
Cortes afectam mais câmaras PS, mas autarquias PSD têm multas mais altas
CONSEQUÊNCIAS (GRAVES) DA MÁ GESTÃO
(Agência Lusa)
16:51 quinta-feira, 07 outubro 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
HÁ UM ANO FOI ASSIM: A CARAVANA DA VITÓRIA!!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Inauguração da EBI Diogo Lopes Sequeira 05 de Outubro de 2010
Discurso do Presidente da Câmara, João Grilo Marca a importância que devemos atribuir à educação como factor de sucesso de uma sociedade e é com todo o prazer que a ela nos associamos.
O sucesso de um país estará cada vez menos dependente da riqueza em recursos naturais ou de outros factores históricos ou geográficos, mas antes cada vez mais ligado à sua capacidade de produzir e mobilizar conhecimento ao serviço de novas aplicações.
No que toca a cérebros, temos tantos como os outros, a diferença estará no que fazemos com eles.
Portugal precisa de se afirmar no mundo como um país de conhecimento e não de mão-de-obra.
Cabe aos governos, nacionais e locais, a criação de condições de excelência para que estes cérebros despontem, com igualdade de oportunidades em qualquer ponto do país.
É na base desse consenso, e com os devidos ajustes, que queremos concluir este trabalho. O consenso de que em matéria de educação estamos todos do mesmo lado: o lado da melhor qualidade do ensino para as nossas crianças, jovens e adultos.
A construção do bloco de salas para o Ensino Pré-Escolar, a instalar neste mesmo espaço, e também da responsabilidade da autarquia, será iniciada até ao final do ano.
Estamos a dar os passos necessários para que a reconversão do Pólo Escolar de Terena seja uma realidade no início do próximo ano lectivo.
E também, a última fase da obra onde nos encontramos – construção do pavilhão gimnodesportivo e arranjos exteriores – onde se registava, talvez, o maior dos impasses, conta já com uma solução à vista: num acordo já estabelecido com a Direcção Regional de Educação do Alentejo, a Autarquia irá assumir a realização desta obra, orçada em cerca de 500 mil euros, através de uma candidatura a fundos comunitários.
Não é razoável pensarmos que vamos voltar a ter esta população.
Mas como desenvolver um território sem pessoas?
Aqueles que aqui vivemos e trabalhamos somos os representantes de uma cultura com saberes e tradições milenares que fazem parte do dia-a-dia das pessoas e que a qualquer momento podem ser vividos por quem nos visita.
Somos herdeiros de um legado histórico e patrimonial riquíssimo que confere uma forte identidade ao território.
Praticamos uma agricultura que se traduz numa longa história de relação equilibrada com a natureza, que é única no mundo.
Os valores ambientais e paisagísticos são elevados e a natureza em estado puro está por todo o lado.
Pretendemos antes, sensibilizar os nossos governantes para um novo paradigma de desenvolvimento para territórios de baixa densidade como o nosso que dê oportunidades aos que aqui vivem e que ajude a atrair outros.
O interior tem viabilidade e tem futuro. Precisamos apenas dos apoios certos, das medidas sérias, profundas e corajosas que nos ajudem a dar corpo a este paradigma.
Sr. Ministro, estou certo que enquanto alentejano com a especial ligação que tem ao mundo rural, sente, tal como todos nós, a profundidade do apelo que lhe deixo.
Sabemos apenas que se soubermos preparar o futuro, evitando os erros do passado e mantendo vivos os valores e princípios que hoje norteiam a nossa acção, teremos, seguramente, quem saiba reconhecer a importância para as gerações futuras do trabalho que hoje estamos a desenvolver.
Muito obrigado a todos.
sábado, 11 de setembro de 2010
Escola de Terena Continua em Funcionamento
País
Escola de Évora vai funcionar num contentor
Uma das escolas que estava previsto fechar no distrito de Évora vai manter-se aberta graças à colocação de um contentor junto ao edifício principal. Foi a forma encontrada para receber crianças da aldeia vizinha enquanto a autarquia prepara o projecto de remodelação do edifício.
sábado, 28 de agosto de 2010
sábado, 31 de julho de 2010
Saúde no Concelho - Concentração


Concentração junto ao Centro de Saúde de Alandroal
DOMINGO, 01 de Agosto, pelas 10h00
Em protesto pelo encerramento do serviço de urgências
Participe!
Vamos todos lutar pelo nosso direito a um serviço de saúde
Com qualidade e proximidade!
Transportes nos locais habituais uma hora antes da concentração
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Comentários em Destaque 2
Crime contra o Estado
PECULATO versus DOLO
Peculato é um termo bastante usado em Direito, trata-se de um crime previsto no Código Penal Português e muito próprio de funcionários públicos contra a administração em geral.
Este crime só pode ser praticado por um servidor público na sua função, entretanto pode haver participação de terceiros.
Os verbos que caracterizam este crime são apropriar, desviar ou subtrair dinheiro, valores ou bens móveis que o funcionário tem em posse por conta do cargo ou função que exerce.
O Peculato pode ser doloso, ou seja, quando o individuo age com a intenção de efectuar o crime e obtém o resultado esperado, ou também de forma culposa, quando não quer, não tem a intenção de efectuar o crime, mas mesmo assim o comete. Mas, a forma de dolo, é a mais comum neste crime.
Fonte: www.olx.pt
PECULATO
Peculato contra o Estado,
Contra todos cometido...
Como tal deve ser julgado,
Prá Justiça fazer sentido!
POETA
domingo, 18 de julho de 2010
Comentário em Destaque
CORRUPÇÃO
INJUSTIÇAS SOCIAIS
Corrupção vem do latim corruptus, significa quebrado em pedaços. O verbo corromper significa “tornar pútrido”.
A corrupção pode ser definida como utilização do poder ou autoridade para conseguir obter vantagens, e fazer uso do dinheiro público para o seu próprio interesse, de um integrante da família ou amigo.
A corrupção é crime, veja alguns itens que revelam práticas corruptas:
* Favorecer alguém prejudicando outros.
* Aceitar e solicitar recursos financeiros para obter um determinado serviço público, retirada de multas ou em licitações favorecer determinada empresa.
* Desviar verbas públicas, dinheiro destinado para um fim público, e canalizado para as pessoas responsáveis pela obra.
* Até mesmo desviar recursos de um condomínio.
A corrupção está presente (com maior evidência) em países não democráticos e de terceiro mundo, essa prática infelizmente está presente nas três esferas do poder (legislativo, executivo e judiciário). O jogo de interesse dos corruptos atinge o todo, o uso do cargo ou da posição para obter qualquer tipo de vantagem é denominado de tráfico de influência.
Toda sociedade corrupta sacrifica a camada pobre, esses dependem puramente dos serviços públicos, mas fica difícil suprir todas as necessidades sociais (infra-estrutura, saúde, educação, previdência etc.) se os recursos são divididos com a área natural de atendimento público e com os traficantes de influência (os corruptos).
Quando o governo não tem transparência na administração é mais provável que haja ou que incentive essa prática, não existe país com corrupção zero, embora os países ricos democráticos tenham menos corrupção, a sua população é mais esclarecida acerca dos seus direitos, sendo assim mais difíceis de enganar.
Actualmente existe uma organização internacional que tem como finalidade desenvolver pesquisas nos países para “medir” o nível de corrupção, e a partir daí é feita uma classificação, num total de 180 países. Portugal ocupa neste momento a 35.ª posição no ranking da corrupção.
Fonte: Mundo Educação
PODER (ABSOLUTO) CORRUPTO
Germinando a semente irrompe
Rompendo a terra em absoluto,
Da mesma forma o poder corrompe...
Absolutamente o poder corrupto!!!
POETA
Cabé
sábado, 17 de julho de 2010
MUDA INFORMA
A PJ realizou buscas no Alandroal, uma operação que estará relacionada com uma investigação ao antigo presidente da Câmara local, o socialista João Nabais. A PJ deslocou-se ao edifício da Câmara Municipal, às instalações da Choupana - Associação para a Protecção e Desenvolvimento do Concelho de Alandroal, aos escritórios de uma empresa de construção e à residência de João Nabais.
A PJ inspeccionou computadores e aprendeu documentação.
O actual presidente do município de Alandroal, João Grilo, também socialista mas líder de um movimento independente (MUDA) que venceu as últimas eleições, disse ao NotíciasAlentejo.pt que a Câmara está disponível para colaborar com as autoridades policiais e referiu que as buscas estão relacionadas com um processo que envolve o antigo presidente. Grilo disse ainda que sobre si ou sobre o actual executivo «não recai qualquer suspeita ou acusação».
As buscas e apreensões, segundo fontes contactadas pelo NA, estao relacionadas com viagens ao estrangeiro e a obras, num processo que investiga a actividade do antigo presidente e que teve inicio ainda em 2008.
João Nabais liderou a Câmara de Alandroal entre 2001 e 2009. Nas eleições realizadas o ano passado, o MUDA venceu as eleições.
Notícias Alentejo, 15.07.2010
Por Maria Antónia Zacarias
A Câmara Municipal de Alandroal (distrito de Évora) foi ontem alvo de buscas da Polícia Judiciária, ao abrigo de uma investigação que tem como alvo o antigo autarca João Nabais (PS).
As suspeitas que recaem sobre o ex-presidente da autarquia são de alegada corrupção, uso indevido de dinheiros do município para pagar viagens ao estrangeiro a familiares, funcionários camarários e, pelo menos, a um industrial da construção civil. A primeira denúncia partiu da distrital de Évora da Coligação Democrática Unitária (CDU), em 2008.
O actual presidente da câmara municipal, João Grilo, confirmou estas informações, avançando que cerca de 30 elementos da PJ estiveram na autarquia, das 9h às 17h, onde conversaram com funcionários e examinaram equipamentos informáticos, tendo levado "alguns projectos, algum material, sobretudo processos que têm a ver com obras e com viagens ao estrangeiro". O autarca frisou que, "se forem comprovadas ilegalidades, que a justiça seja feita". Fonte autárquica adiantou também que outros locais foram igualmente alvo de buscas, nomeadamente a associação Choupana, de que João Nabais faz parte, bem como a residência do ex-autarca e de colaboradores do anterior executivo.
João Nabais presidiu à câmara entre 2001 a 2009, tendo sido derrotado nas últimas autárquicas pelo também socialista João Grilo, que decidiu candidatar-se pelo Movimento Unidade e Desenvolvimento de Alandroal (MUDA). O PÚBLICO tentou, sem sucesso, falar com João Nabais.

A Polícia Judiciária (PJ) efectuou hoje buscas na Câmara Municipal de Alandroal (Évora), numa operação relacionada com uma investigação que envolve o antigo autarca socialista João Nabais, revelou fonte autárquica
Vários elementos da PJ entraram no edifício da Câmara Municipal hoje de manhã, por volta das 09:00, e falaram com funcionários, inspeccionaram alguns computadores e levaram alguns processos, indicou a mesma fonte.
Contactado pela Lusa, o actual presidente do município de Alandroal, João Grilo, eleito por um movimento independente, nas últimas autárquicas, confirmou a realização de buscas no edifício da Câmara e avançou que estas 'estão relacionadas com um processo que envolve o antigo presidente' da autarquia.
'A Câmara está disponível e a colaborar com a PJ nas diligências de hoje', garantiu o autarca.
As várias tentativas da Lusa para contactar o antigo autarca socialista revelaram-se infrutíferas até ao momento.
Também a PJ, contactada pela Lusa, se escusou a adiantar quaisquer dados sobre a investigação.
O socialista João Nabais cumpriu dois mandatos à frente da Câmara de Alandroal, de 2001 a 2009, tendo perdido a liderança do município nas últimas eleições autárquicas, em Outubro de 2009, para o também socialista João Grilo, que concorreu pelo Movimento Unidade e Desenvolvimento de Alandroal (MUDA).
Diário de Notícias 15.07.2010




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