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sábado, 26 de março de 2011

ALANDROAL ADERIU!

81 municípios portugueses apagam as luzes pela preservação do planeta

26 de Março de 2011, 01:04

Na noite deste sábado entre as 20h30 e as 21h30, 81 municípios portugueses vão participar no apagão mundial com o objectivo de alertar para a preservação do Planeta e para o problema das alterações climáticas.

"Temos um recorde de adesões e estamos satisfeitos", salientou Ângela Morgado, da organização WWF, que, ainda assim, espera que nas últimas horas antes do "apagão" haja mais câmaras a aderir e que se atinja os 90 municípios.

Embora seja difícil fazer uma previsão, com um terço de municípios, a porta-voz da WWF em Portugal estima que entre um a dois milhões de pessoas desliguem as luzes no sábado em Portugal. O número poderá chegar às centenas de milhões em todo o mundo.

O objetivo da Hora do Planeta é levar as pessoas a desligarem as luzes, assinalando o seu compromisso com o planeta, partilharem histórias e ações que beneficiem a Terra, através da internet, e adotarem comportamentos diários sustentáveis, como explica a associação ambientalista promotora da iniciativa.

Quanto aos monumentos que se espera que fiquem às escuras na Hora do Planeta "são basicamente em Lisboa os mais emblemáticos", como o Mosteiro dos Jerónimos, Ponte 25 de Abril, Cristo Rei (Almada), Torre de Belém, Padrão dos Descobrimentos ou Castelo de S.Jorge.

As novidades este ano são "as duas estações [ferroviárias], de Santa Apolónia e do Rossio, o Teatro D. Maria II e o Aqueduto das Águas Livres", avançou Ângela Morgado, acrescentando alguns monumentos simbólicos fora da capital, como a Sé de Évora ou a Sé de Faro.

Cristo Redentor e Torre Eiffel às escuras

A nível internacional, 133 países aderiram à iniciativa, quatro mil cidades e centenas de ícones emblemáticos e paisagens, como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, o edifício mais alto do mundo no Dubai, o Palácio Real na Tailândia, a Torre Eiffel ou a Ópera de Sidney.

"Temos alguns líderes políticos que declaradamente apoiam a Hora do Planeta, como o secretário-geral da ONU, o primeiro-ministro britânico ou a primeira-ministra da Austrália", disse Ângela Morgado.

"Iniciativa vale pelo simbolismo mas a poupança de energia não é muita"

A Quercus não está envolvida directamente na iniciativa mas tem recebido alguns pedidos de informação de empresas sobre o energia que poderão poupar durante o apagão global.

"Honestamente, não é muita", afirma Francisco Ferreira da Quercus ao SAPO. "A iniciativa vale pelo simbolismo da poupança de eletricidade, nas questões das alterações climáticas, mas o fundamental é aquilo que nós conseguimos fazer no dia-a-dia", acrescenta.

Francisco Ferreira considera que em matéria de poupança de energia Portugal "não se tem portado muito bem". "Nem mesmo com a crise o consumo de energia tem parado de aumentar", refere.

A Hora do Planeta começou em Sidney, em 2007, quando 2 milhões de pessoas desligaram as luzes. Em 2010, a iniciativa teve a participação recorde de 128 países em todos os continentes, incluindo o apagar das luzes nos mais reconhecidos ícones turísticos de todo o mundo.

Saiba mais sobre a iniciativa

@SAPO com Lusa


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